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segunda-feira, 14 de março de 2011

No meu país improvável

não estamos «à rasca»; estamos tramados!
Imagens: Fotos recolhidas no semanário «Expresso»
É verdade que o discurso de Cavaco Silva na sua tomada de posse foi uma coisa inaudita, inaceitável, cruel e mesmo injustificável.

Tudo o que o Presidente entender ter de dizer aos portugueses deve fazê-lo; mas nos momentos e circunstâncias adequados. Não numa tomada de posse e muito menos em «recadinhos» no Facebook. Uma lástima!

Mas não deixa de ser verdade que Sócrates foi, no mínimo, incorrecto na forma como calou dele o futuro PEC que foi negociar, «às escondidas», com os seus parceiros europeus.

Sabemos, é certo, que se não o fizesse dessa forma, Sócrates corria o risco de ter de enfrentar «ordens» ou «sugestões» para negociações com o PSD ou com a própria presidência e que o momento não se compadecia com delongas. Não se vê, pois, como negociar, em horas, o que noutras alturas demorou semanas a fazer. E talvez que em casa de Catroga não houvesse telemóvel para registar o êxito da operação...

Mas, mesmo vendo-se obrigado a proceder como procedeu, nada justifica que Sócrates não tivesse usado um emissário ou mesmo o seu próprio telemóvel para informar o Presidente e - pelo menos - o PSD, apresentando as justificações e desculpas pelo procedimento.

Não o fez e, por isso, foi mal educado.

Pior que isso, deu azo a que, a partir desse acto escuso, possa ser acusado de constituir a escorva que fará disparar a crise política - a qual, neste momento, seria necessário evitar a qualquer preço.

Não se percebe que Sócrates não tenha entendido que estas medidas deviam ter sido explicadas ao Presidente da República, ao Parlamento e aos portugueses.

Mas, como um mal nunca vem só, o seu parceiro de um «tango a dois» apressou-se, também de forma infeliz e pouco reflectida, a avisar que o PSD não viabilizará o próximo Pacto de Estabilidade e Crescimento, vulgo PEC - o quarto ou quinto, que já lhe perdi a conta.

Agora como vai ser? O PEC vai ter de ser discutido e votado no Parlamento. Se não for por iniciativa do PS, sê-lo-á por qualquer outro partido. E então?

Bom, então, ou o PSD «perde a face» e deixa passar o maldito conjunto de medidas que vai penalizar até os pensionistas mais miseráveis, ou mantém a ameaça e será o PS a acusar o parceiro do «tango» de abrir a indesejada crise política.

E a Cavaco que papel está destinado na farsa, se este PEC for chumbado?

Apenas tem um caminho: dissolver o Parlamento, convocar novas eleições e, com este atraso, impedir quaisquer progressos nas conversações «com a Europa».
E depois, meus amigos? Depois do folclore habitual de uma campanha eleitoral. Alguém pensa que haverá um governo maioritário?

Nem pensar! Seja o PSD, seja o PS vai ver-se a braços com um governo minoritário.

E que pode propor esse governo? Resposta: o mesmo que este de Sócrates - mais medidas, mais apertar do cinto.

Suponhamos, então, que PSD e PS se entendem para um governo de coligação.

E que pode propor esse governo? Resposta: o mesmo que este de Sócrates - mais medidas, mais apertar do cinto.

Não estamos «à rasca»; estamos tramados!

Agradeçamos, pois, a Cavaco Silva, a Sócrates com o seu PS e a Passos Coelho com o PSD a crise política que aí está!
*

domingo, 13 de março de 2011

Geração «à rasca»

depois desta demonstração, quem está mais «à rasca» - os jovens ou o governo?
Imagem da manifestação publicada pelo jornal «Diário Económico»
As notas de imprensa da Lusa dão conta que “a manifestação da «geração à rasca» juntou mais de 200 mil pessoas em Lisboa e 80 mil no Porto”.

Quando estes números foram anunciados na Praça do Rossio, em Lisboa, gritou-se “a rua é nossa!”.

A manifestação, que foi convocada a partir de redes sociais, encheu a avenida da Liberdade, juntou uma multidão, predominantemente jovem.

A imprensa de amanhã vai referir uma organização caótica, e assinalar a presença de movimentos heterogéneos, desde neo-nazis aos defensores dos direitos homossexuais. Políticos… poucos, felizmente, ainda que um ou outro tenham tido o «descaramento» de aparecer (há sempre os aproveitadores!).

Viram-se famílias inteiras a gritar as frases que se impõem: “com precariedade não há liberdade"; “chega, basta de viver á rasca”, “fora com os ladrões”, ou talvez o mais significativo: “Portugal! Portugal! Portugal!”.

E para que voltemos a ser um «imenso Portugal», oxalá os políticos de todos os quadrantes oiçam e interiorizem a mensagem!
*

quarta-feira, 9 de março de 2011

Aníbal está aos portões! Está aos portões!

há limites para os sacrifícios; e para a demagogia?
Aníbal chegava da Hispânia, com os seus elefantes depois de ordenar às montanhas para se retirarem para que os paquidermes pudessem passar.

E as montanhas dos Pirinéus; e as montanhas dos Alpes renderam-se aos seus desígnios, porque Aníbal era um herói temível, um general sério e movido por valores éticos e patrióticos.

Foi assim que Aníbal, o cartaginês, venceu no lago Trasimeno e chegou aos portões dos poderosos romanos, que ficaram em pânico:

- Aníbal está aos portões! Aníbal está aos portões!

Mas Aníbal, que foi um dos generais mais notáveis da segunda Guerra Púnica, era também um estadista; e era bondoso e justo, segundo as crónicas da época.

O Aníbal de Cartago não era cínico nem hipócrita. Era um herói, sábio e, ao que dizem, sem mácula. Não era um «verbo de encher»; não era um divisionista, não era parcial. Era o «pai da estratégia».

Por isso eu admiro Aníbal.

Não o Aníbal que aproveita a exposição pública de momentos solenes, para vinganças e ajustes de contas.

Não o que esqueceu a forma irresponsável como o seu governo desbaratou o rio de dinheiro que, nos seus mandatos maioritários, escorreu em catadupas, de Bruxelas.

Não o que sabe reconhecer os erros dos outros de forma parcialmente obscena, mas nunca teve dúvidas e nunca se enganou na nomeação dos seus boys, nem na distribuição, por confrades e amigos, das verbas que vieram para a modernização do país, para o desenvolvimento da indústria, para a renovação da frota pesqueira, para a reforma da agricultura.

Cavaco Silva começou hoje um novo mandato.
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Não começou bem: precisamos de paz, do esforço de todos, de compreensão, de ideias claras. Com este discurso, com esta falta de estratégia, jamais as montanhas se afastarão para que, por elas, possa conduzir os seus elefantes, e não vencerá em Trasimeno.
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Voltará para o limbo do seu Cartago de Boliqueime, sem a aura de Soares - que se recusou, uma vez mais, a estender-lhe a mão.
*

terça-feira, 8 de março de 2011

Carnaval de hoje e de ontem

de norte a sul , já não temos entrudo
Imagem: Carnaval de Quarteira 2011 – foto retirada da «Voz de Quarteira»
Bom, é certo que a comunidade brasileira actualmente em Quarteira já tem direito a vincar a sua posição. Talvez por isso, o nosso Carnaval ficou fortemente marcado pelo samba e pelas - ditas - mulatas.

Mas, se o meu caro leitor quiser dar-se ao trabalho de perguntar a algum dos nosso irmãos do outro lado do Atlântico o que pensa do nosso Carnaval dos últimos anos… vai perceber que a nossa imitação dos festejos do Rio é uma espécie de nescafé aguado, desenxabido, sem cafeína.

Não admira: lá é Verão, está um calor dos diabos mesmo quando chove. As mulatas despem-se de roupa como se despem de preconceitos. O samba é uma espécie de febre que se lhes cola nos tornozelos e nas ancas; quase como o corridinho era para os algarvios a meio do século passado, quando ainda não era folclore.

Mas cá está frio, muitas vezes, como este ano, chove. Os biquínis e monoquinis estão fora de tempo e de contexto.
Imagem: Um dos momentos «menos brasileiros» de Carnaval de Loulé - foto do arquivo da CML
Vou ser mais claro: gosto do samba; gosto de mulatas; gosto do Brasil. Mas não gosto de imitações. Ainda por cima, de imitações baratas.

E é numa espécie de imitação barata, comprada em loja de chineses, que o Carnaval português se transformou.

Já tenho umas dezenas de Carnavais em cima. Desde o tempo em que o Carnaval… era Entrudo.

Desde o tempo em que as colectividades ou os grupos de vizinhos se juntavam para fazer uma trupe, uma mascarada, uma brincadeira galhofeira ou um quadro a criticar factos e pessoas, num tempo em que até era preciso muito cuidado em brincar com as palavras.

E faziam-no sem subsídios, sem apoios que não os dos amigos e vizi-nhos e, deixem-me que vos diga: num tempo em que as pessoas até viviam pior do que agora. Não acreditam? Olhem que há por aí muita gente mais velha que eu, que vos pode contar do que foi a fome dos anos pós guerra e como eram as «brincadeiras» dos nossos pais e avós.

Tenho comigo uma dúzia de fotos de Carnavais de Loulé desses tempos, quando não havia «corsos» mas havia «batalhas de flores»; e até de tempos anteriores, mas em que já se «armavam carros». Puxados com mulas, pois claro.

Vejam lá: nas fotos, as pessoas pareciam felizes, a viver a festa - e não como agora, que as pessoas vão «ver» a festa.

Sabem? - quando a gente passa do meio século de vida, consegue ter saudade do Carnaval trapalhão, com mascarados de pastores com barba pintada com rolha queimada, de ceifeiras com papoilas de papel no chapéu, de pescadores ou campinos de barrete até aos olhos, de ciganas ou espanholas com peinetas e argolas e sinal pintado na face…
*

Dia Internacional da Mulher

para comemorar e para reflectir
Não se comemora um «dia internacional do homem» mas, numa sociedade que se pode vangloriar da igualdade de direitos e deveres para ambos os sexos, ainda temos o Dia Internacional da Mulher, a assinalar um momento da luta universal das mulheres pelo direito à igualdade.

A verdade é que, em pleno século XXI, milhões de mulheres são ainda vítimas de discriminação: em questões laborais, em desequilíbrios salariais e, sobretudo, nas mais repugnantes demonstrações de agressão física e psicológica.

Pode ser que, um dia, o sonho de uma igualdade se torne realidade…
*

domingo, 6 de março de 2011

Carnaval de Loulé

pausa no mau-tempo para não pensar no pior
São Pedro tem um contrato com o Carnaval louletano. Com raras excepções, como aconteceu no ano passado em que, por uma vez, impediu o corso de animar a malta, o santo que manda na chuva fecha a torneira e deixa escapar o sol, para que as sambistas semidesnudas à moda do Brasil não saiam dali a bater o dente.

Quanto aos «foliões»… estava tentado a dizer que já não há. Há espec-tadores, curiosos, interessados talvez, mas com pouca vontade de brincar. Verdade seja que o tempo não vai propício a grandes alegrias para a maioria, aquela a quem nunca chega o ordenado ao fim do mês (porque para outros, o vencimento até dá para lotar os hotéis da Serra da Estrela e as pistas de sky de Grandvalira – azares de um país onde 20 por cento da população tem ordenados 15 vezes maiores do que a média nacional, e onde 42 por cento vive no limiar ou abaixo do limiar da pobreza).

A sátira política do corso de Loulé nem sequer «chega» para imitar a triste realidade do nosso quotidiano.

Aproveitemos, pois, para fingir, durante estes três dias, que estamos muito felizes.
*

quarta-feira, 2 de março de 2011

Sacrifícios e justiça social

que escreverei, companheiro? – que ninguém busca consciência e todo o mundo dinheiro - Gil Vicente
No tempo da «outra senhora», era assim: os funcionários comiam o que lhes davam e calavam… ou iam para a rua. Patrão paga, patrão manda, patrão pode.

Depois veio o 25 de Abril e os sindicatos germinaram e floresceram. Era o tempo em que o patrão já não era patrão; tinha-se auto-promovi-do a trabalhador e chamava os outros trabalhadores «amigos», «compa-nheiros» ou «camaradas».

Os tempos foram mudando e começou a encontrar-se um equilíbrio. O patrão voltou a ser patrão, mas estava mais comedido. Tinha regras a que devia obedecer – algumas delas até de certo modo inexplicáveis ou injustas, fruto de «direitos adquiridos» recentemente.

Entre os patrões, havia – e há – um enorme patrão. Chama-se Estado e tem de apelido Administração Pública.

O patrão Estado tem uma montanha de dívidas: meteu uma data de sobrinhos e afilhados em cargos que para eles iam sendo criados. A empresa 'Administração Pública & Apêndices' se queria uma maquinazinha nova tinha de comprar fiado ou sacar «algum» ao bolo que distribuía aos seus funcionários: uns subsidiozinhos aos filhotes dos seus trabalhadores, umas regaliazitas sociais, uns apoiozitos na doença…

Aos sobrinhos e afilhados é que não podia ir tirar benesses: sempre eram filhos e enteados, não é?

Assim, os trabalhadores da firma Administração Pública & Apêndices foram perdendo força e a convicção de que tinham algum poder sobre o patrão. E foram sendo obrigados a coisas que nunca tinham pensado: a trabalhar mais anos para a reforma, a terem menos segurança no trabalho, a não receberem remuneração por trabalho extraordinário, a serem avaliados anualmente, a serem-lhes coarctadas as promoções automáticas «por tempo de serviço… Enfim, começaram a ficar reduzidos à posição que ocupavam… no tempo «da outra senhora».

Quer dizer… quase todos. Porque, enquanto a generalidade dos traba-lhadores da Administração Pública & Apêndices iam perdendo regalias, outros agarravam-se desesperadamente aos «direitos adquiridos» e estavam-se borrifando para que tivessem de ser os restantes trabalhadores da empresa que, cada vez com maiores sacrifícios, tinham de suportar os encargos dos seus «direitos adquiridos».

Assim, enquanto a generalidade dos funcionários da empresa trabalham 35 horas por semana, há uns quantos que, não obstante apenas o fazerem 22 horas, se recusam a submeter-se aos «deveres» a que os restantes são obrigados, a começar pela avaliação e a perda das tais anacrónicas promoções automáticas…

Acharão os senhores professores - sim, é deles que se fala - que é isto a que se chama «justiça social»?
*

terça-feira, 1 de março de 2011

A tertúlia da «Geração 30»

a diferença entre o que é dito e aquilo que é feito
O tema era: “Abstenção: causas e consequências”. Tratava-se, como aqui se disse, duma tertúlia que decorreu em Faro, organizada pelo PS/Algarve.

Entre as causas dessa abstenção apontou-se a falta de credibilização e responsabilização por parte dos políticos enquanto interventores na sociedade.

Esse é, realmente o ponto-chave da política actual. E não afecta apenas um ou outro partido; percorre todo o espectro político português, onde o que hoje é verdade será amanhã mentira e o que há momentos era mentira é já, de imediato, uma verdade insofismável.

A mentira e a demagogia fazem parte do quotidiano dos nossos políticos. Infelizmente, de todos eles: do Presidente da República ao chefe do Governo, aos lideres partidários ou ao presidente da Junta de Penedos de Baixo.

Que, como se defendeu no debate da «geração 30», seja necessário o recurso a um “discurso de verdade, que transmita uma mensagem simples e directa aos cidadãos, de forma a restabelecer a sua confiança no sistema político”, é fundamental e urgente.

Mas, para que nem tudo fosse coerente no encontro da «geração 30» não bastava que se reconhecesse que “o distanciamento entre cidadãos e políticos resulta da diferença entre aquilo que é dito e aquilo que é feito”; era preciso pô-lo em prática desde o primeiro momento e, para tal, era necessário começar por afastar aqueles que escalam na vida e na política a postular uma coisa e fazer o contrário.

Para bom entendedor, meia palavra deve bastar!
*

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Sabe que dia é hoje?

dia internacional da língua materna
Mais de 170 milhões de pessoas, em todo o mundo, falam Português. Ou o que mais se parece com Português…

É a sexta língua mais falada em todo o mundo e, no entanto, abdicámos da sua própria identidade para transigirmos num acordo ortográfico polémico em que os brasileiros impuseram os seus pontos de vista. Os brasileiros; precisamente aqueles que consideram que, em Portugal, falamos… com sotaque!

Recentemente, numa visita a um país francófono ficámos surpreendidos pela correcção linguística usada «na rua». A França nunca abdicou de defender o seu Francês e de lhe estabelecer as regras.

O ‘Calçadão’ terá que se render, em breve, a este novo «pretuguês» ou a este «brasileirês». Fá-lo-emos sob protesto, se bem que ninguém fique incomodado com os nossos protestos neste país que nem sequer tem uma Academia da Língua Portuguesa e onde as questões de acordos ortográficos são redimidos na… academia das ciências.
*

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Eles comem tudo…

e asseguram que hão-de continuar a comer
Os projectos do BE, do PCP e do CDS, que se destinavam a limitar as remunerações dos gestores públicos e dos dirigentes e pessoal dos institutos públicos, foram hoje chumbados no Parlamento pela «coli-gação» PS-PSD.

Também através dos votos contra de PS e PSD foi rejeitado o projecto de lei do CDS que visava alterar o estatuto do gestor público, limitando a sua remuneração, assim como a iniciativa legislativa do PCP, que alargava a limitação aos órgãos directivos de institutos públicos, autoridades reguladoras independentes, empresas regionais, municipais, intermunicipais e metropolitanas.

A mesma «coligação» condescendeu apenas em aprovar um diploma do CDS-PP que consagra a obrigação de envio ao Parlamento de um relatório com a remuneração dos gestores públicos.

Para quem ainda não tivesse reparado, aqui se percebe como os senhores deputados estão preocupados com a situação do País. Quanto mais alguns puderem ganhar, melhor!

Aumentam-se os preços, o IVA, o que for necessário para encher ainda mais os bolsos a quem já os tem bem cheios. São atitudes que reflectem a imagem do presente e dos futuros governos...

Objectivo principal: primeiro, nós; depois, os portugueses.

E os senhores deputados sabem bem que, quando saírem dos lugares que agora ocupam, lá estará um cargozinho de gestor à sua espera.

E assim, de tombo em tombo, o País perde cada vez mais credebilidade.
*

Quem não sabe usar de circunspecção...

pode, ao menos, fazer… a introspecção
Imagem: «Introspecção» - recolhida na Net, de autor desconhecido
Quis o nosso companheiro José Carlos sair em honra do ‘Calçadão’. Não lho permiti; reservo para mim o direito de lançar as palavras duras para quem as merece.

Não entendeu Ezequiel Tomás que lhe quisemos prestar um favor, - «avisando-o» a tempo do que lhe estavam reservando.

Não contámos tudo o que sabemos - e de que temos absoluta certe-za - porque, se o fizéssemos, iríamos comprometer terceiros que nos merecem maior respeito e consideração. Fique, porém, Ezequiel Tomás certo de que o que aqui desvendámos é só uma parte. Dissemos apenas o suficiente para que estivesse atento e pudesse frustrar quem lhe pretendia oferecer amêndoas antes da Páscoa.

Ezequiel Tomás, em vez de agradecer e tomar as suas precauções, decidiu soltar o seu veneno contra este blogue afirmando, num quinzenário local - entre patetices a que nem nos dignamos dar resposta – que "nada do que ali está é verdade”.

Deveria ter dito o que não é verdade. O senhor Ezequiel, que apenas conheço de cartazes de campanhas eleitorais, e que, por sinal, nem sabia a data em que pediu a suspensão do mandato (também não é verdade?) não soube aproveitar e tirar proveito. Preferiu fazer prova de que não tem perfil para aquilo que pretendeu ser.

Fique certo: tudo o que ali está é verdade. Não somos nós que seme-amos calúnias a ponto de termos de responder por elas em tribunal.

E, como o senhor Ezequiel Tomás não soube (não sabe) usar a necessária circunspecção, aconselhamo-lo a fazer, ao menos, a inevitável introspecção.
*

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Mais moção, menos moção…

bloco anuncia moção… os outros dizem «nim»
Esta tarde, na Assembleia da República, Francisco Louçã desafiou José Sócrates a apresentar uma moção de confiança.

Sócrates, de imediato, respondeu que isso seria criar instabilidade e Louçã não esteve com mais aquelas: mandando às malvas a história da instabilidade, quando há poucos dias jurava a pés juntos não a querer, anunciou que irá apresentar uma moção de censura logo após a posse do Presidente da República, que se verificará em 9 de Março.

Sócrates ficou boquiaberto, num sorriso amarelo: “É um dos números políticos mais lamentáveis que vi na minha vida” – e quase sem respirar, acusou: “Foi para se antecipar ao seu colega do lado” – referindo-se a Jerónimo de Sousa, que admitiu, há dias, que irá apresentar uma moção de censura ou apoiar uma iniciativa nesse sentido de um partido de direita.

Jerónimo também estava amarelo: na verdade, Louçã acabava de lhe roubar a oportunidade de assumir protagonismo e passara-lhe a rasteira que ele próprio pretendia passar a Louçã.

Depois foi a corrida dos repórteres aos outros partidos: primeiro, Bernardino, do PCP; a seguir, Mota Soares, do CDS-PP; Heloísa, dos Verdes; Macedo, do PSD e até Passos Coelho, mesmo em Paris, todos a fugir à questão: que vão analisar com consciência e frieza; que vão examinar os fundamentos; que vão ver que razões estarão por detrás da moção…

Jerónimo e Portas, que, nos últimos dias tinham jurado que votariam qualquer moção de censura, viesse ela de onde viesse, esses não disseram nada, por enquanto. Não gostam de ser apanhados em falso… E parece que já foram. Imagem: A esquizofrenia da crise. À esquerda, foto de D. Rocha/Público; à direita, de M. Baltasar/J.Negócios
Por mim, pois que venha a moção. Que Sócrates seja derrubado. Que vamos à paródia de novas eleições; uma vez que o Carnaval já aí está…

E depois? Ganha Sócrates. Vai fartar-se de rir mas vai continuar tudo na mesma: o Governo a fazer tudo tal e qual; e a oposição – toda ela – a atacar, a dizer a tudo que não, a incentivar os cidadãos para que exijam: mais dinheiro, mais estabilidade no emprego, mais regalias sociais. Mas sabem que não há dinheiro para lhes dar; que não há empregos; que o Estado não pode, por todas as razões e mais uma, nem sequer a manter os actuais apoios sociais, quanto mais acrescê-las…

E se for o PSD a ganhar, e Coelho vier a ser nomeado primeiro-ministro? Ah… Aí vai ser tudo diferente: será o PS a tomar o papel do PSD, a dizer a tudo que não, e a incentivar os cidadãos a exigir maiores salários, fim aos cortes salariais, mais estabilidade de emprego…

O carrocel está montado. Portugal é uma eterna feira de aldeia!
*

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Até que enfim!

para que serviu tudo isto, afinal?
Sou levado a comentar, com uma certa mágoa: até que enfim que terminou o circo. Um circo em que o único «palhaço» foi o único que ganhou. Ganhou a visibilidade que a pequenez da sua ilha lhe não permitia. Ganhou a bonomia e tolerância do povo que, a um argumento sério, prefere uma boa revista à portuguesa que permita uma gargalhada alvar ou um rasgado sorriso de anuência.

O candidato comunista não ganhou nem perdeu. Fez a única campanha séria e que debateu os assuntos de que a política ao mais alto nível deveria discutir. Mas fez uma campanha para dentro do seu próprio partido, sem a ambição de alargar uma base de apoio.

Todos os demais perderam. Perderam credibilidade, perderam a confiança do povo português que neles perdeu a esperança.

Chega hoje ao fim o martírio de um espectáculo miserabilista que as televisões nos metiam em casa, com uma espécie de jornalistas a fazerem reportagens do homem que coça a orelha, da mulher que quer um autógrafo, daquela outra que grita desesperadamente «já ali vem, já o estou a ver», da criança que, ao colo da mãe agita uma bandeirinha de papel que ela não sabe o que é, ou do boçal que não sabe quem é «aquele senhor».

Suspende-se o espectáculo proporcionado por televisões que privilegiam o escândalo, o terrorismo verbal ou catastrófico.

Basta de campanha. Chega de tristes figuras de candidatos a fugirem a perguntas incómodas, a escorregarem para a demagogia, a darem a conhecer ao país que nem sequer percebem qual a diferença entre o que é ser chefe do Estado e chefe do Governo.

Uff, Chega! Venha quem vier, seja com uma ou com duas voltas, já percebemos: continuaremos mal servidos.
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domingo, 9 de janeiro de 2011

Morreu Vítor Alves

capitão de abril; um homem sério
Era um Capitão de Abril. Um dos mais puros e sérios, um dos poucos que nunca para si quis nada.

Foi Ministro da Educação, como ele dizia, “por falta de alternativas”. Esteve no «Grupo dos Dez» que resistiu às tentativas totalitárias do pós-Revolução.

Morreu hoje, durante a noite, no Hospital Militar, em Lisboa, onde estava internado, vítima de doença prolongada, como hoje se diz.

Seu nome era Vítor Alves. Major Vítor Alves.

Sempre com um comentário irónico e bem disposto para os «seus homens», foi o meu capitão na «Guerra do Ultramar». Mais do que isso: era um amigo a sério.

Do grupo que, com ele, há dez de anos, festejou o aniversário de Raul Solnado, no Alentejo, restam o Luís Ramos, o Mário Zambujal, o Vasco e eu. Tínhamos combinado o encontro no Aquashow aqui há uns anos, com outros Capitães de Abril. Já não pôde vir. Esteve sofrendo até esta madrugada.

A Democracia Portuguesa ficou mais pobre. Estou de luto. Portugal está de luto.
*

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

O «freeport» de Cavaco

política pela negativa - um borrão nacional
Imagem: Primeira página do «Expresso de amanhã»
Não é do meu «pelouro» falar de política porque, no ‘Calçadão’ temos as nossas áreas demarcadas através de consensos. Fui eu mesma que escolhi nunca abordar temas de política, ficando-me apenas pelos espaços culturais.

Menos razão teria agora para me meter em assunto que não é da minha esfera de acção, nesta altura em que tudo e todos falam de eleições presidenciais. Até porque a minha «família política» não se revê em nenhuma das candidaturas.

Mas não é fácil ficar indiferente quando assistimos ao lamentável espectáculo que esta pré-campanha – ou deverei dizer «campanha»? – está a proporcionar ao povo português.

Uma questão de «cultura» levar-nos-á, forçosamente, em todos os sectores da vida nacional, a tentar arrastar na lama os nossos adversários, mesmo que perfeitamente inocentes?

A política recente, então, tem sido miserável nos seus procedimen-tos: tanto quanto tenho lido, já Sá Carneiro foi vítima de acusação de uso de dinheiros ilícitos com um familiar; mas tem sido recente-mente que tudo tem servido para «derrotar» ou simplesmente des-moralizar o adversário: um comissário em Bruxelas foi acusado de pedofilia, regressou a Portugal e retirou-se da política; de roubos e burla foram uns quantos; caiu um líder partidário no escândalo da rede pedófila; ministros social- democratas viram o seu nome enla-meado com casos de sobreiros e construções clandestinas; histórias de diplomas, Freeport e faces ocultas atirariam de pantanas um primeiro-ministro que não tivesse a tremenda persistência de Sócrates.

Chegou a vez dos candidatos presidenciais: o «inatacável» Cavaco Silva, que todos consideravam um marco da ética, vê-se a braços com a acusação de envolvimento na burla do BPN, colhendo lucros duvidosos da ordem de 140 por cento; enquanto não descobrirem coisa de mais peso, Alegre é acusado de ganhar mil e quinhentos euros por ter escrito um texto para outra instituição bancária - «pouco recomendável».

Onde irá isto parar? Qual será o próximo político de quem se fica a saber que roubou caramelos a um colega do infantário?

Um dia, no Brasil, alguém me dizia que o mal dos portugueses era a inveja. Eça já o dissera há muitas décadas. Temos a ciganice, o ódio e a inveja colados à pele?

Não teremos conserto?
*

sábado, 1 de janeiro de 2011

Ano Novo, vida nova

votos da equipa que,dia a dia,constrói o ‘calçadão’
Chegou um novo ano, cheio de ameaças e temores, deixando para trás um ano velho, cheio de perplexidades e absurdos, mas também um ano que nos trouxe uma certeza: a de que, cada um de nós foi um vencedor porque conseguimos ultrapassar mais doze meses em que tantos ficaram pelo caminho.

Queríamos deixar uma mensagem curta, livre das banalidades de sempre, ou dos conceitos piroso-filosóficos dos criadores de sms; mas confessamos a dificuldade de o fazer.

Só nos vem à lembrança e ao sentimento, dizer-vos que, se pegarmos nas nossas derrotas e nas nossas – mesmo que escassas – vitórias, construiremos um livro que será guião para o ano que começa neste momento. E para o outro, e o outro…

Por isso, resta-nos desejar aos nossos leitores um Feliz Ano Novo, que sejam muito felizes, com paz, saúde, amor, prosperidade e tudo mais de bom que a vida tenha para nos proporcionar.

Pronto, caímos na vulgaridade da linguagem, nos estereótipos. Não importa; importam, sim, as intenções.

Lourenço Anes
Ana Maria
José Carlos
Rui Galiós

PS: Aproveitamos para agradecer e retribuir as inúmeras mensagens de Boas Festas que os nossos leitores tiveram a amabilidade de nos enviar. Bem hajam!
*

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Fim de um ano para esquecer

só resta a esperança para nos agarrarmos
Imagem: montagem sobre desenho de autor desconhecido, recolhido na Net
Ano Novo, vida nova. Pois veremos a qualidade dessa vida nova… O que se anuncia não augura nada de bom.

Dizem que pode vir o FMI. Pode ser pior? Do bolso da grande maioria dos portugueses, exaurido pelos malditos «mercados», já esse papão pouco pode tirar.

O ano que agora acaba foi o ano dedicado ao combate à exclusão social, mas vai deixar-nos com a certeza de maiores desigualdades sociais e menos justiça social, e com a ameaça de que o ano que aí vem irá deixar-nos com muito mais gente transformada em «arrumador» ou «pedinte de semáforo».

2011 será o «ano internacional do voluntariado» e o «ano internacional das florestas». Se as iniciativas tiverem tanto êxito como o de 2010 a combater a exclusão social, iremos ver muitos mais presidentes de câmara empenhados em desarborizar as cidades e em autorizar novos empreendimentos urbanísticos que acabem com o que resta da floresta portuguesa, e também assistiremos a um – compreensível – aumento de individualismo e egoísmo.

Mas se o Governo já nos levou quase tudo o que havia para levar e se o FMI aí vier para nos sacar até o cotão das algibeiras, haverá sempre uma coisa que nos não poderão sacar: a esperança.

E é a essa esperança que nos agarramos: que o Governo, num golpe de asa consiga evitar males maiores e que as ameaças não passem de um susto ampliado até à exaustão, pelos meios de comunicação social sedentos de «sangue alarmista» que lhes dá visibilidade e protagonismo.

Que o ano que irá chegar dentro de horas não seja, afinal, o «ano da desesperança».
*

domingo, 26 de dezembro de 2010

Mensagem de Natal de José Sócrates

"tenho consciência do esforço pedido"
Imagem: Foto da agência noticiosa Lusa
Na sua mensagem de Natal, José Sócrates reforçou a sua imagem de homem perseverante e decidido: "Os portugueses sabem que não sou de desistir, nem sou de me deixar vencer pelas dificuldades. Pelo contrário, é nestes momentos que mais sinto a energia interior e o sentido do dever para apelar à mobilização dos portugueses" – disse.

Sócrates sabe que é o que lhe resta: a firmeza (uns chamam-lhe teimosia) para procurar por todos os meios as soluções para o país.

O primeiro ministro falou das dificuldades financeiras e económicas do país, mas conseguiu manter palavras de confiança: confiança quanto ao futuro da economia nacional, mas também confiança na sua determinação.

E, se nos deixam dúvidas, na análise que fez da actual situação do país, quando afirma que já se identificam sinais "animadores […] em particular com o bom crescimento das nossas exportações", dúvidas não nos deixou quanto à certeza de que continuará, até ao limite, na busca das soluções para recuperar, se não a economia do país, pelo menos a confiança dos mercados financeiros.

Sócrates lembrou que "todos os governos europeus tiveram este ano de fazer ajustamentos nas suas estratégias e tiveram de adoptar medidas difíceis e exigentes, de modo a antecipar a redução dos seus défices como forma de contribuir para a recuperação da confiança nos mercados financeiros".

Disse ele que “o Governo português tomou as medidas necessárias para enfrentar esta situação, com confiança, com sentido de responsabilidade e com determinação. Definiu metas ambiciosas para 2010 e 2011 que vamos cumprir".

E aí é que a porca torce o rabo: parece-nos que nem com uma varinha mágica será possível cumprir tais metas, mesmo com as últimas 50 medidas restritivas anunciadas, sem um equilíbrio financeiro conseguido, sem investidores decididos, sem a confiança assegurada pelos mercados financeiros e sem a garantia de que os países da zona Euro vão, também eles, conseguir levar a bom porto as suas naus.

Churchil disse um dia que a Democracia é um mau sistema político e acrescentou que, no entanto, ainda ninguém inventou outro melhor.

Podemos dizer sobre Sócrates e o seu Governo algo semelhante: Sócrates é um mau primeiro-ministro. O pior é que não há, por aí, ninguém que o possa substituir para fazer melhor. Porque o que está em causa é “o financiamento da nossa economia, a protecção do emprego, a credibilidade do Estado português e o próprio modelo social em que queremos viver” – como disse ele mesmo –, mas está ainda em causa a certeza de que o país sabe que tem alguém que já demonstrou força e determinação para o alcançar.

E, se ninguém pode afirmar que há uma alternativa melhor, valerá a pena pensar em trocar o certo - que se conhece - pelo duvidosso?
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sábado, 25 de dezembro de 2010

Os nossos desejos

que cada dia seja natal para todos nós
Nem as piores crises nos destruirão a esperança.
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sábado, 18 de dezembro de 2010

Presidentes, despedimentos, recados de fora

alguém sabe para que serve um presidente?
Imagem: Foto retirada so «Jprnal de Notícias»
Quem ontem escutou o frente-a-frente entre Cavaco Silva e Fernando Nobre deve ter ficado perfeitamente elucidado com aquele frente a frente feito numa linguagem de alhos e bugalhos: ninguém sabe, neste país, o que é ser e o que se espera de um Presidente da República.

Fernando Nobre, considerando os "cinco anos perdidos em grande parte", com o país a assistir ao aumento do desemprego e o défice e o endividamento do país a crescer, parece estar a pensar que o Presidente é o chefe do Governo. E também deve pensar que sabe o que é um orçamento…


Cavaco - que já esqueceu que foi no seu tempo de primeiro-ministro que se perderam as grandes oportunidades de modernizar e desenvolver a agricultura (e as pescas, a indústria, as tecnologias) ao deixar desbaratar, sem sentido, a torrente de dinheiro que jorrava «de Bruxelas» - teve a ousadia de dizer que, como é preciso comprar menos lá fora e aumentar as exportações, é preciso que “a agricultura produza mais”! (Ai Thierry Russel, como te deves ter rido à gargalhada, lá por onde andas a gastar a fortuna que o primeiro ministro Cavaco te deu!...).

Mas Cavaco também usou o seu tom professoral para dizer que não é pela via da alteração da legislação laboral que se irão resolver os problemas do emprego, acrescentando que "não pode haver despedimentos sem justa causa". Imagem: Foto de Estela Silva/Lusa
O ainda Presidente deve andar distraído. Em tempos, disse que gastava cinco minutos por dia a ler os jornais; mas, decerto, também não ouve rádio nem liga o televisor, já que não escutou o louvor de Jean-Claude Juncker, o presidente do Eurogrupo, na 5ª feira,porque “Portugal e Espanha tomaram as decisões necessárias… por agora"; nem as palavras da chanceler alemã Angela Merkel, muito “impressionada com as políticas económicas que Portugal”, mas exortando aoaprofundamento das reformas para aumentar a competitividade”.

Terá percebido o professor Cavaco Silva os «recados» e o “por agora”? Ou pensará que o Presidente português tem mais poder sobre o país que o Fundo Monetário Internacional (FMI)?
Dominique Strauss-Khan, o director-geral do FMI, deve ter abanado a cabeça reprovadoramente quando soube o que pensa Cavaco sobre os despedimentos.

Sócrates, que, ontem mesmo recebeu os louvores da sua amiga Merckl, terá pensado lá com os seus botões: “Este Silva, também?! Bem me bastava o outro, o Carvalho…”.

Em Janeiro vamos ter eleições. Há candidatos; um deles será eleito. Mas iremos ter um Presidente da República?
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