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sexta-feira, 24 de junho de 2011

Assis apresentou a sua moção em Faro

“não basta mudar de secretário-geral [no ps] demasiado fechado”
Apresentação da moção

Francisco Assis esteve hoje em Faro, para transmitir uma "mensagem de confiança e esperança no futuro do PS e do país", tal como o procurou demonstrar na sessão para apresentação da moção «A Força das Ideias», com que se apresenta às eleições para secretário geral do PS.

Numa sala da Escola de Hotelaria, a um auditório de cerca de 200 pessoas particularmente atentas, o candidato à liderança socialista disse que o partido tem de “fazer uma renovação programática, do discurso e da linguagem, ser um partido com outra relação com a sociedade, que compreenda novas causas e aborde novos temas, se ligue a novos movimentos que vão emergindo na sociedade portuguesa, seja capaz de interpretar os sinais do tempo que estamos a atravessar e de produzir um conjunto de propostas políticas que visem responder a novas questões e problemas que vão surgindo”; e considerou que a renovação programática é a “questão fundamental” que se põe, de imediato ao PS.

"Não basta mudar de secretário-geral para resolver os problemas com o que o PS está confrontado […] o PS tem de se abrir à sociedade e acabar com questínculas internas".

"Como é que o socialismo democrático responde às questões de uma sociedade que está em profunda transformação? Num contexto económico-financeiro muito complexo, com enormes constrangimentos, como é que somos capazes de promover a prazo o crescimento da economia portuguesa e a sustentação do Estado de bem-estar?".

Mas Assis disse mais: o Partido Socialista "está disponível para se entender com partidos situados à sua esquerda, o PCP e o Bloco de Esquerda", tendo em vista recuperar a presidência de câmaras do país e em concreto a do Porto nas eleições autárquicas em 2013.

Quanto à organização interrna, Assis sabe que o PS anda, "muitas vezes demasiado fechado" em si próprio. "Há pessoas que se vêm queixar. Há concelhias que não reúnem há anos. Há concelhias que só funcionam como plataformas de sustentação eleitoral de quem domina".

E insiste Assis na “realização eleições primárias para eleger cidadãos, permitindo assim à sociedade participar activamente no processo de escolha dos candidatos”.

Em declarações aos jornalistas, à margem da apresentação da moção, Assis declarou aos jornalistas que avançará "na altura própria" com os nomes; mas que já tem "ideias claras" sobre o candidato a presidente do partido, recusando, porém, dizer se tinha dirigente do PS/Açores, Carlos César, para o cargo, como diversas fontes referiam ontem.

Seguro e Assis – o que os une e os separa


A ideia dominante de quem assistiu à apresentação de ambas as moções – de Seguro, ontem e de Assis hoje – só pode ser a conclusão de que aquelas divergem apenas em questões de pormenor, das quais, a mais notória será a das «primárias»: abertas à comunidade (Assis) ou restritas a militantes (Seguro); mas também a da «abertura» do partido: mais entregue aos cidadãos (Assis) ou mais aberto mas controlado nas bases (Seguro).

De resto, a filosofia de ambas as candidaturas não divergem. Apenas que Assis tem um discurso mais consistente, de conteúdo político maduro e sólido, enquanto Seguro «res-vala» mais facilmente para vertentes populistas e apresenta as suas convicções com uma fórmula «elaborada» em trabalhos de sapador e em muitos anos de espera pela sua oportunidade.

Pelas palavras, pela pose, pelas ideias, percebe-se que Seguro, apesar de apresentar algumas ideias inovadoras é muito mais um candidato de «continuidade» e Assis oferece uma candidatura de renovação de métodos, processos e ideias.

Finalmente, uma referência – demasiado óbvia - aos «instalados» e à «máquina» do partido, ambos a apostar fortemente em Seguro. Ou seja: o «aparelho» joga mais na continuidade que na renovação.

António José Seguro em Portimão

o ps vai cumprir com o memorando da troika
Palavras prévias e de estupefacção

Devo dizer que fiquei impressionadíssimo hoje, no Teatro Municipal de Portimão, onde António José Seguro veio fazer a apresentação das suas ideias, como candidato à liderança socialista.

«Impressionadíssimo» não será a palavra mais adequada; «enojado» seria muito mais correcto. Não pelas ideias de Seguro com as quais estou genericamente de acordo, mas por algumas pessoas e actos que por lá vi e ouvi:

§ - gente que gritou a plenos pulmões no último congresso socialista «Sim!» quando José Sócrates, do alto da tribuna, perguntou se estavam com ele;

§ - gente que há cerca de um mês afirmava que Sócrates seria o homem capaz de retirar Portugal no buraco onde estamos;

§ - gente que disse e repetiu que Sócrates era vítima de cabalas sucessivas;

eram precisamente os mesmos que hoje troçavam do «processo Face Oculta cortado à tesoura», como uma coisa vergonhosa e merecedor dos mais graves qualificativos;

eram precisamente os mesmos que hoje apelidavam Sócrates com todos os adjectivos pejorativos do dicionário da Língua Portuguesa, metendo no mesmo saco o ex-primeiro-ministro e o líder algarvio Miguel Freitas (que, por acaso, reafirmou o seu apoio, hoje, a Seguro);

eram precisamente os mesmos que hoje se babavam de admiração pelo candidato António José Seguro.

São estes os «homens de palavra» - que se agarram ao poder, que babujam, que mentem, que treinam a hipocrisia com um catecismo na mão e apelidam a sua ânsia de poder como causas de interesse público - aqueles que se julgam os melhores para nos dirigir.

Enfim, são eles que se admiram que os eleitores os metam todos no mesmo saco de incompetência, nepotismo, corrupção e se demitam do seu direito de votar!

Valha-lhes um burro aos coices!

As propostas mais significativas de Seguro

E com tudo isso, não referi o que de mais notório disse Seguro, em Portimão…

Pois o candidato à liderança do PS desafiou o CDS e o PSD a que “não adiem uma vez mais a alteração da legislação autárquica e da Assembleia da República” e propôs a cooperação entre os partidos para provocar essa alteração até ao fim deste ano, “para que as eleições autárquicas de 2013 e as legislativas de 2015 possam já realizar-se segundo a nova legislação”.

"O PSD não contará com o PS para fazer a revisão constitucional", afirmou, ao mesmo tempo que promete que se for secretário-geral do PS, vai fazer uma "oposição construtiva, positiva e cooperante" com o governo de Passos Coelho, porque “os portugueses não aceitariam que nós fossemos uma oposição do bota-abaixo sobretudo neste momento de emergência nacional".

Seguro explicou que pretende fazer uma reforma profunda no partido, com algumas alterações seus estatutos, que possibilitem a modernização do PS e uma maior liberdade de participação das bases.

Falando da crise, Seguro disse que é a segunda vez que os líderes europeus só se mexem em momentos de crise por causa dos bancos.

Que novidade, Tó-Zé! Não é o dinheirinho que faz mover o mundo?

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Discotecas «ilegais» voltam a dar polémica

mas as «legais» durante o inverno funcionam?
A Associação de Discotecas do Sul e Algarve (ADSA) divulgou um comunicado, em que informa que vai avançar com processos em tribunal contra os habituais espaços nocturnos que devem abrir só durante o verão de 2011 na região algarvia.

Os empresários apresentam cinco exemplos: uma discoteca a abrir na antiga e ilegal discoteca Kasa Blanka em Vilamoura, promovida pela estilista Fátima Lopes; outra, chamada Bliss, junto ou no hipódromo de Vilamoura; a discoteca Sasha, ou com outro nome, na Praia da Rocha; o Manta Beach, na Praia da Manta Rota; e a discoteca Lollipop, ou com outro nome, na Praia Verde, em Castro Marim.

Mas, para além destes, afirma que haverá mais casos “que se preparam para abrir ilegalmente sem alvará de funcionamento como discotecas e que funcionam em restaurantes e bares sem respeito por horários e normas legais.”

Por esses motivos, a ADSA afirma que não pactuará com qualquer evento em “espaços não devidamente munidos de licença de funcionamento, claramente tipificados como discotecas e em que as leis, obrigações e regras, em vigor, não sejam iguais para todos promovendo assim uma concorrência desleal”.

Queixam-se os empresários de que são objecto de ”impostos, taxas, etc., a que são obrigados ao longo de todo o ano e a que essas discotecas ilegais não estão sujeitas”.

Começa a ser hábito: as discotecas apresentam queixas; a justiça e a burocracia são lentas; chaga-se ao fim de Agosto e…

Bem, o melhor é esquecer.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Os novos abutres já batem as asas

amal afirma-se pronta para assumir funções do governo civil

Primeiro Macário Correia, depois todos os membros sociais-democratas da Comunidade Intermunicipal (AMAL) e até alguns socialistas mais angustiados (de que António Eusébio foi rosto visível) já assumiram a sua disponibilidade para chamar a si competências do governo civil, caso este seja extinto.

Todas? Não! Dizem que isso é assunto a discutir…

Três personagens vêm, desde há muito defendendo esta «transferência»: aqueles que mais anseiam pelo poleiro da presidência de uma eventual regionalização: Macário Correia, Mendes Bota e Miguel Freitas.

Agora António Eusébio acaba por ser uma surpresa: logo ele que saltou de indignação quando se aventou a hipótese de que o concelho de São Brás venha a ser integrado no município de Faro, num quadro da exigida redução do número de autarquias!...

Macário vai ainda mais longe: não vê vantagem na medida, uma vez que «vivemos num país pequeno e a distância à capital é curta». Se é uma questão de distâncias, para quê, então, um governo regional? O que não falta por essa Europa fora são regiões com área superior a Portugal Continental…

Reflicta-se nisto. Particularmente os «incondicionais» da regionalização: Passos Coelho (como, antes, já anunciara Sócrates) assume a extinção dos governos civis como um desperdício a extinguir.

Outros, como Macário, Botas ou Freitas, apenas aspiram a ser o «alberto-joão» do Algarve.

Os novos abutres só aguardam que os velhos caiam para se lançarem sobre a presa…
Imagem: Foto do arquivo Wordpress

domingo, 19 de junho de 2011

A "integridade e a decência política" dos líderes

o ps/algarve só elegerá um líder regional… mais tarde
Tenho assistido (divertido, confesso) às recentes peripécias do PS/Algarve.

Mas, como o Zé Carlos afirmou que eu tenho dois «ódios de estimação», sendo um deles o seu «amigo» Miguel Freitas, preferi manter-me de fora das discussões e assistir, num deslumbramento deleitoso, às tomadas de posição de que o Zé Carlos ia sendo intérprete, numa comprovação de que as minhas opiniões sobre o líder do PS/Algarve sempre estiveram certas - com ou sem «ódios de estimação».

Desta vez, as coisas estiveram feias para Miguel Freitas - contestado por mais de 80% dos seus pares, que exigiam aquilo que ele deveria ter feito sem que lhe fosse exigido, ou seja, a demissão.

Tudo isto contou o José Carlos que, no entanto, se coibiu de relatar o resto. E o resto não foi bonito. Mas esteve de acordo com os repulsivos processos epidémicos e a falta de ética que vai grassando por aí (no PS... mas não só).

Por proposta de Miguel Freitas, que acabou por ser aprovada por unanimidade, mostrando a sua capacidade embustiva, a comissão política do PS Algarve decidiu convocar um congresso extraordinário logo depois de ser eleito o novo secretário-geral do partido.

Disse Freitas que só não se demitia agora porque “o calendário de eleições na Federação do Algarve não era compatível com o tempo que se precisa para preparar as eleições autárquicas”.

Ah, e mais: disse que sempre actuou “com integridade, decência política e espírito de serviço”. Pois, pois!...

E acrescentou que "não se vai voltar a candidatar à federação” Veremos!

Mas como estamos habituados à “integridade, decência política” desta gente… esperemos para ver o que determinará o seu “espírito de serviço”.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

A golpada

tentar enganar os companheiros de jornada é mesquinho e vil
Uma vez mais será o «barlavento» quer nos virá trazer a «novidade»: Miguel Freitas estrebucha, estrebucha e tenta todas as «habilidades» para se manter à tona.

Esta noite vai reunir a comissão política do PS/Algarve, para apontar a porta da rua ao que ainda é o seu líder e há muito deveria ter deixado de o ser.

Pois de que havia de lembrar o nosso herói? De sair antes que lhe lançassem a humilhante intimação?

Não! Miguel Freitas recusa assumir a atitude que lhe permitiria sair com um mínimo de dignidade e vai tentar iludir os seus congéneres com a «oferta» de…uma proposta na qual se compromete a marcar eleições para a Federação em Setembro, depois do Congresso Nacional, que se vai realizar na primeira quinzena desse mês.

Mas Freitas continua a pensar que os outros são burros?!

É certo que ainda conta (ou julga poder contar) com meia dúzia de fiéis entre os 68 membros da comissão política federativa; sei lá: o Sérgio, a Susana, a Ana Linhares, o Galrito, a Ana, a Graça, o Maia… poucos mais. Mas os restantes estão fartos das suas manigâncias e, às claras ou em privado, só vêem um caminho: a sua demissão a bem ou a mal.

Vir agora com uma «oferta» de eleições para depois da eleição do novo líder só significa a fraca consideração que tem pela inteligência dos outros membros da comissão, e só vem dar razão aos que o querem ver pelas costas, porque sabem que a sua presença à frente dos socialistas algarvios só pode conduzir ao total desmoronamento da estrutura regional.

Freitas cuida que o futuro líder – que ele «elegeu» como seu guia espiritual no próprio dia da derrota – o poderá segurar no lugar. Só que nem todos os membros da comissão andam de olhos tapados…

Por isso, Miguel, por uma vez segue um conselho avisado, segue o teu caminho, segue o exemplo do líder que não soubeste ajudar.

Sai. Faz uma cura de nojo. E um dia, quando voltares, pode ser que os teus pecados estejam esquecidos. Olha que quem te avisa (e avisou)…

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Freitas sem condições para liderar o PS / Algarve

e deve ser empurrado para a demissão, na comissão política
Que há muito tempo entendo que Miguel Freitas não reúne condições para liderar o Partido Socialista no Algarve, não é novidade alguma para ninguém.

Ao próprio, tive oportunidade de afirmar pessoalmente que, ao contrário, era minha opinião que a sua presença como líder regional só tem prejudicado o partido - particularmente depois da humilhante derrota na região, nas eleições para o Parlamento Europeu – pelo que entendia que era altura de ele se retirar.

Mas, no entanto, insistiu e voltou a persistir em concorrer a presidente da Federação – um direito seu; como seu é o direito de não escutar ou ponderar as razões dos que não pensam como ele.

Já em Outubro de 2009, na sequência do desastre eleitoral autárquico, o «The best of Lagos» perguntava: “Qual a razão objectiva para Miguel Freitas ainda não se ter demitido?"

E ainda no passado dia 10 de Junho, neste mesmo sítio, voltei a evocar a atenção para a sua posição de «fragilidade» à frente da Federação do Algarve.

Em reforço da minha ideia, chamei à colação a opinião de Hélder Nunes que, mesmo junto do PS/Algarve, tem sido considerado muito próximo do Partido Socialista e do próprio Miguel Freitas e que, no «barlavento», o jornal que dirige, escreveu, preto no branco: “Miguel Freitas não tem condições políticas para liderar o PS Algarve”.

De nada serviu. Freitas assobiou para o lado, fingiu que ele e os líderes concelhios que o seguem nada tiveram que ver com a vexatória derrota dos socialistas que, no Algarve tomou a forma mais humilhante de todo o território continental e, numa atitude quase abjecta, correu a «colar-se» ao candidato que, de momento, parece reunir melhores condições para ocupar o lugar de José Sócrates, na liderança do partido.

Freitas não entendeu a grandeza do gesto de Sócrates. Preferiu tentar a sobrevivência política e a defesa dos seus projectos pessoais.

É lá com ele. Os homens têm o tamanho que a sua dimensão ética merece.

Mas a notícia caiu hoje, como uma bomba; e, uma vez mais, pela pena do «socialista» Hélder Nunes:

“ […] os presidentes de câmara socialistas vão realizar um encontro antes da Comissão Política para traçarem uma estratégica, que consta essencialmente em demonstrar que o partido necessita de se renovar e dar uma nova moralização à política".

E, num rasgo da sua habitual frontalidade, insiste: “Miguel Freitas será empurrado para a demissão na Comissão Política […porque este] não dá sinais de querer demitir-se”.

Diz Hélder Nunes que “os presidentes de câmara estão preocupados com o futuro do partido a nível regional e, muito provavelmente, vão empurrar Miguel Freitas para a demissão”.

Eu quero acreditar que, desta vez, finalmente, Freitas perceberá que o PS é mais importante que ele e assuma a posição de dignidade que a situação exige, seguindo o nobre exemplo de Sócrates.

Já agora, que os seus «pequenos» seguidores em todos os concelhos da região tenham a atitude de lucidez ética e moral de saírem pelos seus próprios pés, percebendo, de uma vez por todas, que as derrotas em eleições não são de apenas um homem; mas que castigam, também, a mediocridade daqueles que, «no terreno», têm a responsabilidade de preparar, planificar e executar as acções que conduzam a vitórias.

sexta-feira, 10 de junho de 2011

E não se pode (deve) eliminá-los?!

freitas não tem condições políticas para liderar o ps/algarve
Dezenas de e-mails e de chamadas telefónicas têm-me trazido opiniões de amigos ou de leitores do ‘Calçadão’ que, ou criticam ou condenam a opinião que publicamente assumi, ao chamar a atenção para a posição de «fragilidade» de Miguel Freitas à frente da Federação do Algarve, ou que, ao contrário, apoiam os meus argumentos.

Tamanha «tempestade» surpreendeu-me sobremaneira, tanto mais que, apesar das minhas convicções pessoais, não aderi ao Partido Socialista, porque sempre fui crítico a aspectos - não da sua doutrina mas dos procedimentos - que, amiúde, o partido tem assumido.

Não tencionava voltar à questão porque penso que esse é um problema das estruturas locais do PS e dos próprios militantes.

A verdade é que o grande derrotado nas eleições de 5 de Junho, no Algarve e no país, foi o Partido Socialista.

No Algarve, perdeu em todos os concelhos, mesmo naqueles que sempre foram considerados redutos socialistas. Perdeu cerca de 18.000 votos e, apesar de ter sido ampliado o número de deputados da região, o PS conseguiu, assim mesmo, baixar de 3 para 2 os seus deputados eleitos.

Acresce que o PS/Algarve sempre obteve melhores resultados que o PS a nível nacional e, desta vez, teve resultados inferiores aos do «país socialista».

Considerando ainda que o PS/Algarve sob a liderança de Miguel Freitas tem, sistematicamente, vindo a piorar os seus scores: nas «europeias», nas «legislativas» e nas «autárquicas» e até nas «presidenciais», é por demais evidente que Miguel Freitas não tem cumprido.

Perante isto, não seria nada estranho que os críticos da liderança de Miguel Freitas exigissem a sua demissão. Só ele, alegremente, - pelo que se testemunhou nas imagens da televisão na noite do descalabro - parecia não entender.

Ao contrário, deu o lamentável espectáculo de se «reposicionar» de imediato – e em directo -, junto dum eventual sucessor de Sócrates.

Dito isto, veja-se então o que Hélder Nunes, director do «barlavento» - tido como um tradicional «apoiante» do PS e do líder do PS/Algarve – escreveu sob o título “Miguel Freitas não tem condições políticas para liderar o PS Algarve”:

“O PS, em 2009, ganhou em 15 concelhos, enquanto nas eleições de domingo perdeu nos 16, por uma margem significativa, reflexo não só da política nacional, como do anúncio das portagens na Via do Infante, das promessas adiadas, do aumento do desemprego.

Relativamente a 2009, houve uma mudança de votos, cerca de 33 mil, que passaram da esquerda para a direita, com os comunistas a arrecadarem mais dois mil votos, o que faz com que passem a ocupar o quarto lugar a nível regional, o que lhes conferiu o direito de elegerem um deputado, coisa que já não alcançavam há 24 anos.

Com todos estes dados, também a liderança do PS/Algarve está posta em causa, já que Miguel Freitas começou a sua presidência alcançando uma vitória no Algarve que lhe permitiu eleger seis deputados, em 2009 desceu para três e, agora, em 2011, desce para dois.

O líder da Federação do PS não tem condições políticas para continuar a liderar o partido a nível regional, mas não colocou para já o seu lugar à disposição”.

De estranhar era que o tivesse feito. Freitas é dos que se agarram a uma bóia qualquer. Sem ela, não flutuam.

PS: E posto o que atrás se disse sobre a liderança do presidente da Federação, que dizer, então, dos «méritos» do líder concelhio onde o PS teve os piores resultados do pior distrito – Loulé?

E do líder da secção onde o Partido Socialista mais votos perdeu – Quarteira?

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Rescaldo eleitoral com sumo de laranja doce

crescer 22 mil votos e vencer em todos os concelhos, é obra!
Depois da vitória do PSD no Algarve, a Comissão Política Distrital reuniu para análise dos resultados eleitorais, considerados históricos, uma vez que o partido não vencia umas eleições, neste círculo eleitoral, há cerca de 20 anos.

A estrutura regional concluiu que a escolha de um algarvio para cabeça-de-lista – efectuada pela CPD e aceite e apoiada pela estrutura nacional – revelou ser a estratégia mais correcta, traduzida na vitória esmagadora do PSD no Algarve.

Esta foi a primeira vez que o PSD venceu no Algarve tendo um algarvio como cabeça-de-lista. O facto do Partido ter vencido em todos os concelhos algarvios veio revestir esta vitória de um maior simbolismo para a CPD do partido no Algarve.

Relembre-se que o PSD conseguiu 37,03% dos votos, contra os 26,16% obtidos em 2009 o que representou 74.491 votos, contra 52.770 votos obtidos nas eleições legislativas de 2009.

O aumento de 10,87% representando mais 21.721 votos face às legislativas de 2009, são – diga-se o que se disser – um sinal da confiança que os algarvios depositaram nas escolhas do PSD Algarve.

No entanto, os números crescentes da abstenção – mesmo tratando-se duma campanha decisiva para o país e para a região – preocupa p PSD/Algarve, que entende que será necessário encontrar formas de reaproximar os cidadãos da política e os eleitores dos eleitos.

Ir ao mercado de Quarteira nas semanas que precedem os actos eleitorais, de 4 em 4 anos… é muito pouco. E pouco convincente.
Imagem: Visita ao mercado de Quarteira – foto do arquivo do PSD/Algarve.

terça-feira, 7 de junho de 2011

Macário quer assumir competências do Governo Civil

presidentes de câmara prontos a receber funções do governo civil
O presidente da Comunidade Intermunicipal do Algarve, Macário Correia, afirmou à Lusa que os 16 presidentes de câmara algarvios estão disponíveis para acolher algumas das funções que têm pertencido ao Governo Civil de Faro.

Macário enumera essas funções: proteção civil, segurança «ou outros» e acrescentou: “A AMAL é a única entidade em Portugal que tem condições ímpares” para acolher novas competências - por congregar toda a região; por ser uma das cinco unidades de nível 2 [NUT 2) e porque as normas legais permitem às associações de municípios criar órgãos consultivos através de serviços regionais do Estado.

Além disso, o presidente da AMAL lembrou que os governos civis têm competências residuais.

A vitória do PSD nas recentes eleições veio «dar asas» a Macário e ao seu «ódio» ao Governo Civil. Parece que as ambições têm pressa na reforma administrativa…

Imagem: retirada da Net, de autor desconhecido.

Os «ódios de estimação»

o que separa os líderes dos dois maiores partidos no algarve Distinguiu-me o José Carlos na resposta a um comentário, atribuindo-me «ódios de estimação» a dois líderes partidários do Algarve.

Admito a expressão porque sei que se trata de ironia – uma dessas ironias que pode caber numa grande estima e compreensão como as que me unem a José Carlos.

«Ódios», não tenho; mas devo admitir que as duas personagens citadas também me não merecem amizade ou simpatia. Nunca gostei de cabotinos e é nesta «espécie» que posso classificar ambos os figurões.

No entanto, devo dizer que entre ambos cabe um mundo de diferenças e, nestas, sai a ganhar Mendes Bota.

Senão vejamos este exemplo: em 2009 Manuela Ferreira Leite, que, à data, era líder do PSD, insistia em que o cabeça de lista social-democrata do Algarve deveria ser de sua própria designação.

Bota Bateu o pé com determinação, barafustou, mobilizou militantes e simpatizantes, discutiu, ameaçou até. Mas levou a sua avante: o cabeça de lista seria um PSD algarvio. Por acaso… ele próprio.

Foi uma vitória «suada» sobre a vontade dos laranjas de Lisboa.

Entretanto, o PS reivindicava o seu «direito estatutário» de nomear um cabeça de lista da «reserva» do líder socialista.

Miguel Freitas não tugiu nem mugiu, como anteriormente, em 2005 nem se atrevera a «piar» - talvez porque ele próprio não passa de um «algarvio de imigração».

E lá veio, de Lisboa, um figurão – João Soares – de quem Sócrates se queria ver livre e que, do Algarve, conhecia as areias de Monte Gordo e a casinha que o pai construiu ali para os lados do Vau.

Nas últimas eleições, a vontade de Bota nem sequer foi discutida, tal a consensualidade que a sua liderança merecia – e Bota voltou a ser designado, pelos algarvios, como cabeça de lista dos sociais democratas.

A vontade de Sócrates também não teve contestação: a Miguel Freitas «consolou-o» o facto de poder ir em segundo lugar na lista socialista pelo distrito.

Não sou chauvinista. Mas agrada-me ver à frente das listas de deputados algarvios… um algarvio.

E na lista socialista, eleitos, vejo apenas dois militantes do PS que nem sequer são algarvios.

Portanto, pelo menos neste ponto, o meu «ódio de estimação» - se assim se pode chamar - tem gradações diferentes. Com vantagem para Mendes Bota, que fez por merecê-la.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Sumário de um escrutínio especial

cumpriu-se a vontade do povo: sócrates foi «expulso»
O PSD ganhou as eleições legislativas no Algarve elegendo quatro deputados, o PS desce de três deputados eleitos em 2009 para apenas dois, apesar de o número de «vagas» disponíveis ter passado de oito para nove.

Os restantes escrínios disponíveis distribuíram-se pela CDU, CDS e BE com um deputado cada um.

O PSD atingiu 37,03 por cento da votação no Algarve, conseguindo 74.491 dos votos nas 84 freguesias. Os quatro deputados sociais-democratas que vão ter assento parlamentar são: Mendes Bota, Pedro Roque, Elsa Cordeiro e Cristóvão Norte.

Com este resultado, o PSD passa a ser a primeira força política da região, enquanto que o PS, que tinha obtido, em 2009, 31,86 por cento (64.271 votos), perdeu mais de 20 mil votos em relação a 2009 e desceu de três deputados para apenas dois, elegendo apenas João Soares e Miguel Freitas.

A terceira força política no Algarve nestas legislativas foi o CDS, que voltou a eleger um deputado à semelhança de 2009 (Artur Rêgo).

A CDU, que elegeu Paulo Sá, obteve hoje 8,57 por cento da votação (17.233 votos), enquanto que em 2009 tinha conseguido 7,75 - 15.638 votos.

O Bloco de Esquerda, que fora a terceira força política nas eleições de 2009, não perdeu o seu único deputado algarvio (Cecília Honório), mas passou a ser a quinta força política da região, sem ter beneficiado do ‘ideólogo’ do «não às portagens», que candidatou na segunda posição.

Globalmente, estas cinco forças políticas tiveram os seguintes resultados no distrito: Isto significa que, enquanto o PSD aumentou 21.721 votos e «cresceu» 10,87 pontos percentuais relativamnete aos resultados de 2009, o PS perdeu 18.097 votos e desceu 8,91 pontos percentuais.

Apesar de o PSD ter alcançado a vitória em todos os concelhos, o concelho em que este partido conseguiu o melhor resultado foi o de Loulé, onde teve mais 3.430 votos que em 2009 e subiu 11,61 pontos percentuais.

O contrário aconteceu ao Partido Socialista que, neste concelho perdeu 2.777 votos em relação a 2009 e baixou 9,51 pontos percentuais.

Imagem do cabeçalho: Festejos da vitória do PSD - foto retirada da Net, de autor desconhecido.

Miguel, se tens um pingo de dignidade, SAI !

ora vamos lá ao necessário ajuste de contas
Manuel da Luz, comentando o desastre eleitoral dos socialistas algarvios, «abriu as hostilidades», dizendo ao jornal «barlavento» que “o PS tem agora de fazer uma profunda reflexão e debate interno – e acrescentou que - no futuro, tem que haver mais proximidade às pessoas, capacidade de olhar, olhos nos olhos, o eleitorado”.

Pois vamos lá ao debate. Vamos lá pegar os bois pelos cornos!

------------------------------------------- Miguel:

Devias ter percebido, quando me meteste à frente dos olhos uma ficha de militante que eu recusei assinar, que o que estava em jogo não eram os ideais socialistas que professo desde a juventude.

O que estava em causa eras tu, a tua falta de capacidade de liderança, a tua falta de «capital cinzento. A tua e a da camarilha de «boys» de que te fizeste rodear e em que eu e os verdadeiros socialistas se não revêem.

A prova está aí, se ainda não tinhas percebido (percebeste, que eu sei, mas a tua ambição é bem maior que a inteligência!); a prova é essa: desde que, com essa chusma de «jotas» afastaste os mais capazes e te fizeste eleger, por falta de opositor, a líder socialista no Algarve, os resultados do PS na região têm vindo a baixar, a baixar, a baixar, até se reduzirem à humilhante derrota deste fim-de-semana.

Olha para os números. Repara que a derrota foi em toda a linha, em todos os concelhos.

A culpa não foi só tua? Não disse isso. Desde Sócrates (talvez o menos culpado, porque esse, ao menos, lutou até ao fim pelas suas convicções) até Manuel da Luz que dirigiu (dirigiu?!...) esta campanha, passando por ti e pelos teus fiéis e oportunistas seguidores, há muitas culpas a distribuir.

Até eu sou responsável, pelo meu silêncio cúmplice, em nome duma coesão socialista que, afinal, nem existia.

Mas tu és o «responsável» pelo partido, no Algarve. Tu, o mais lídimo praticante da linguagem do «nim», tu, que ontem mesmo, com o cheiro da derrota a ferir-te as ventas, tiveste toda a tarde a babujar nas fraldas de António José Seguro (olha, outro!...) na busca da bolha de ar que te permita flutuar e manter o «estatuto», devias ter o mínimo de dignidade – a dignidade que não faltou a José Sócrates – e demitires-te.

Sai! Sai com o teu comportamento estéril, a tua vacuidade política e o teu perpétuo «nim». Deixa o futuro para quem saiba dizer «sim» ou «não» e, de caminho, leva essa camarilha de incapazes de que te fizeste rodear.

Post Scriptum:

Se ainda não tiveste «tempo» para fazer a avaliação da tua liderança, deixo-te aqui os resultados das duas últimas campanhas para as eleições legislativas.

E não te deixo mais resultados para não te envergonhar mais. Mas lembro-te que, desde que és o presidente da Federação do Algarve do PS, os resultados, fossem para as «europeias», para as «presidenciais», para as «legislativas» ou para as «autárquicas»… têm sido sempre a descer. Em queda abrupta e vertiginosa.
Imagem: Quadros eleitorais comparativos das últimas duas eleições «legislativas» no Algarve

Laranjas algarvias esmagam PS em toda a região

psd ganha 'deputado a mais' e comunistas roubam deputado ao ps
O PSD elegeu quatro deputados pelo círculo eleitoral de Faro, ao conquistar 74491 votos, ou seja 37,03% das preferências dos algarvios (mais 11 pontos que em 2009).

A vitória foi de tal forma que mesmo nos concelhos «tradicionalmente PS» a lista encabeçada por Mendes Bota saiu largamente vencedora.

Por sua vez, o PS obteve, na região, apenas 22,95% (46174) de votos (menos 9 pontos percentuais em relação a 2009 (31,86%). e, desta forma, passa a ter apenas dois deputados «algarvios» na Assembleia da República.

O CDS obteve 12,71% (25561) dos votos e, assim, mantiveram o deputado que conseguiram nas anteriores eleições.

O segundo grande vencedor da jornada foi, como já esperávamos, a CDU: com 8,57 %, elegeu um deputado e ficou bem à frente do BE, que era a terceira força política da região.

Por conseguinte, o outro grande derrotado foi o Bloco de Esquerda, que perdeu metade do eleitorado anteriormente conquistado (passou de 15,38% para 8,16%) e só reelegeu a sua deputada «por uma unha negra».

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Uma sondagem já muito significativa

com uma amostra numerosa e em todo o país

1. A realização da sondagem

O Centro de Estudos e Sondagens de Opinião da Universidade Católica Portuguesa realizou nova sondagem para a Antena 1, a RTP, o Jornal de Notícias e o Diário de Notícias entre os dias 28 e 29 de Maio.

Finalmente, temos uma sondagem com significativas conclusões, já que foram realizadas mais de quatro mil entrevistas a indivíduos com 18 ou mais anos recenseados e residentes no continente, de que resultaram 3963 respostas válidas, das quais 57% do sexo feminino.

Foram seleccionadas aleatoriamente cinquenta freguesias, ponderado o peso eleitoral dos seus distritos de pertença. A taxa de resposta foi de 67,3%, sendo a margem de erro máximo de 1,6%, com um nível de confiança de 95%.

2. Vamos, então, aos resultados

Nesta sondagem, o PSD mantém os mesmos 36% do anterior barómetro, o que lhe pode valer entre 95 e 106 deputados, mas o PS, que estava empatado, desce agora para 31%, podendo eleger apenas entre 78 e 88 deputados.

O CDS sobe de 10% para 11% (20 a 24 deputados), desfazendo o anterior empate técnico com o PCP/PEV (a margem de erro é agora de apenas 1,6%), que cai de 9% para 8% (14 a 16 deputados) e vê aproximar-se o BE, que sobe de 6% para 7% (10 a 14 deputados).

Assim, o PSD e o CDS elegeriam, em conjunto, entre 115 e 130 deputados, garantindo assim a maioria absoluta ou, na pior das hipóteses, um empate parlamentar (115-115).

3. E no Algarve, como seria a distribuição de deputados?

Mercê de um deficiente recenseamento eleitoral, o Algarve passará de 8 para 9 deputados e, segundo os números conseguidos nesta sondagem, o PSD subirá de 3 para 4 deputados, podendo mesmo atingir os 5; o PS deverá manter os mesmos 3 deputados que tem actualmente; o CDS e o BE deverão manter um deputado cada um; mas a CDU estará a um passo de eleger também um deputado.

Tudo depende do número de votos que o PS venha a perder.

sábado, 28 de maio de 2011

Anti-portagens voltam a reclamar

dificultando os acessos ao aeroporto de faro

Com partida do Estádio do Algarve, a denominada comissão de utentes da Via do Infante promove hoje, sábado, a partir das 16:00 horas, uma nova marcha lenta contra a introdução de portagens na Via do Infante.

O objectivo, desta vez, é “dificultar os acessos ao aeroporto, através da acumulação excessiva de tráfego” - diz o «barlavento»..

Pensávamos nós que o objectivo era demover o governo (qual?) de introduzir portagens...

Política a querer «armar à caridadezinha»

banco alimentar repudia o aproveitamento político
Mendes Bota, o cabeça de lista apresentado pelo PSD/Algarve denunciou ontem que candidatos do PS pretendiam utilizar a recolha de alimentos pelo BACF do Algarve, que terá lugar hoje e amanhã, para fins eleitoralistas.

O presidente da delegação do Algarve do Banco Alimentar Contra a Fome, Adriano Pimpão, declarou ao «barlavento» que “o aproveitamento político na campanha de recolha de alimentos é intolerável”, tanto mais que existe regra da instituição a nível nacional, que rejeita este tipo de «colagens».

A ser verdade o que Mendes Bota denuncia, aquela colagem tratar-se-ia de um acto oportunista e intolerável, ao nível do pior que se tem feito nesta campanha.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Sócrates em Faro, ou no 3º. Mundo?

provocações e insultos destroem imagem dum algarve civilizado
Duas dezenas de pessoas das quais a maioria se identificava como elementos da comissão de utentes da Via do Infante, organizaram, esta noite, um ruidoso protesto, junto do comício do PS em Faro, em clara violação da lei, uma vez que estavam a curta distância do local onde se realizava o comício.

Reclamavam contra o desemprego e também contra a introdução de portagens na Via do Infante. Viam-se cartazes dizendo "Fartos de ser roubados" ou “Não pagamos”.

Para além dos palavrões soezes, ouvia-se gritar no recinto: "Auditorias às contas públicas!" e "Portagens na A22 não!", perturbando seriamente as intervenções políticas.

Já depois da saída apressada de Sócrates, protegido pela comitiva socialista, verificou-se um sururu assustador pois militantes do PS e os manifestantes travaram-se de razões e as cenas de empurrões só não atingiram aspectos mais graves porque os contendores foram travados pela comitiva do PS.

À saída para Lisboa, Sócrates disse ainda à SIC que a manifestação realizada à beira do seu comício foi própria de pessoas que "não sabem o que é a democracia, nem o direito de manifestação por parte dos partidos […] Acho absolutamente lamentável o que aconteceu. Enfim, é gente a quem a democracia deu direitos, mas que não sabem usá-los" Um indivíduo que participava nos protestos, de nome Sérgio Gaspar, que, segundo a TVI, se identificou como apoiante de Passos Coelho embora não militante do PSD, acabaria por ser detido por agentes da PSP à paisana no fim do comício.

Após estes acontecimentos, Miguel Freitas, o líder do PS/Algarve, deu uma conferência de imprensa para culpar "quem resolveu fazer uma provocação e um insulto ao PS" pelos desacatos e a detenção que aconteceram após o comício socialista na cidade.

Disse Freitas tratar-se dum "conjunto de cidadãos identificados com um movimento", e que "alguns fizeram apelo ao voto em alguns partidos - e espero que esse registo apareça".
Imagens: Fotos dos arquivos do Diário de Notícias

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Sócrates em Faro

críticas à mudança de passos coelho sobre o aborto

O líder socialista criticou, esta noite, em Faro, a mudança de posição de Passos Coelho relativamente ao referendo ao aborto. Depois de o líder do PSD ter admitido ontem um novo referendo - se pedido por iniciativa popular - Sócrates recuperou uma entrevista de 2008, quando o mesmo Passos disse ter votado «sim» na última consulta popular; e leu o que Passos Coelho afirmara: “Achei que estava na altura de se ir mais longe e resolver um problema social grave que existe e que o Estado se demitiu de prevenir".

Disse Sócrates, em Faro: "Passado uns meses mudou de opinião. Como é que se muda de opinião em matéria de convicção? Esta mudança de opinião é muito conveniente: a disputa entre PSD e CDS é tão intensa que já leva o líder do PSD a mudar de opinião em relação á IVG".

E o líder socialista concluiu: "o pior para o país são lideranças instáveis que mudam de opinião segundo as conveniências".

João Soares, que lidera a lista socialista no distrito, também falou da "falta de carácter" e da "falta de consistência" do líder social-democrata.

Só então falou do seu próprio líder, elogiando o governo: "Pode ter a certeza de que não está sozinho, estamos juntos nesta batalha" e relevando que Sócrates tem feito "frente às dificuldades com a coragem que sempre o caracterizou [..] Os que atiraram ao tapete o país devem ser julgados" - concluiu.

Cabeças de listas do Algarve, em debate

hospital central, portagens na via do Infante e regionalização
O semanário «barlavento» promoveu, na passada 2ª feira, em Portimão, uma «mesa redonda» com todos cabeças-de-lista (pertencentes aos partidos que actualmente têm assento no Parlamento) das listas concorrentes às eleições de 5 de Junho.

Segundo o próprio jornal, três grandes temas estiveram em cima da mesa: o futuro (?) Hospital Central do Algarve, as portagens na via do Infante e a regionalização.

Resumamos, assim, o que diz o jornal sobre as opiniões dos diversos candidatos:

Hospital Central do Algarve e a parceria público-privada


    o modelo das parcerias público-privadas revelou-se um logro de uma enormíssima dimensão” – Cecília Honório, do BE;

    as parcerias público-privadas cheiram mal” - Artur Rego, do CDS;

    as parcerias público-privadas são um negócio da China para os privados” - Paulo Sá, da CDU;

    o Governo fez aquilo que era possível até ao concurso público (…) quem disser o contrário, ou está a mentir ou está a criar ilusões” - João Soares, do PS;

    Passos Coelho garantiu que o futuro hospital «é uma obra para fazer” - Mendes Bota, do PSD.
    Quanto à parceria público-privada… Bota disse «nim».

Portagens na Via do Infante


    serão uma vergonha para a região e para o país” - Cecília Honório, do BE;

    a introdução ficou assente no PEC 4 negociado pelo PS e PSD” - Artur Rego, do CDS;

    se todos os partidos estivessem mesmo contra, não haveria portagens” - Paulo Sá, da CDU;

    uma coisa é querer e outra coisa é poder. [O não pagamento] não vai ser possível. Lamento profundamente” - João Soares, do PS;

    “[os partidos ‘de’ Lisboa] não nos deixam ter margem de autonomia em termos de decisão; [estou] contra a posição do meu partido” - Mendes Bota, do PSD;.

Regionalização


    que modelo, que regionalização servirá ao Algarve?” - Artur Rego, do CDS;

    vai poupar dinheiro ao país ou aumentar os custos [esta] arma de arremesso política”, que devia ter no Algarve a “experiência-piloto” - Mendes Bota, do PSD;

    “[que se faça] a desblindagem do princípio da simultaneidade para a criação das regiões” - Cecília Honório, do BE;

    “[defendo] a criação da região-piloto” - Paulo Sá, da CDU;

    a regionalização não pode gerar novas clientelas partidárias […], só o Algarve tem condições para se tornar uma região” – João Soares, do PS.

E entre «nins» e coisa nenhuma… palavras, palavras, palavras…
Imagem: O debate – foto do «barlavento»