já fizeram uma visitinha

Amazing Counters
- desde o dia 14 de Junho de 2007

Mostrar mensagens com a etiqueta Política sem espinhas. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Política sem espinhas. Mostrar todas as mensagens

domingo, 24 de julho de 2011

Vai «fermoso» e… não seguro

mas revisão constitucional… nem pensem!
Os resultados parciais da votação para secretário-geral do PS, dão Seguro como vencedor das eleições, com 65 a 70 por cento dos votos.

Com a maior parte dos votos já apurados, António José Seguro obteve 17.604 votos contra 7.969 votos de Francisco Assis. O que significa que, dos cerca de 1.850 delegados que irão ao Congresso Nacional do PS, que se realizará entre 9 e 11 de Setembro, a candidatura de Seguro deverá ter eleito 1.058 contra os 258 afectos a Francisco Assis.

Na sua primeira declaração como secretário-geral do PS, António José Seguro já avisou o Governo que irá rejeitar uma nova revisão constitucional.

Falando «para dentro» do partido, Seguro disse que, no âmbito da “modernização” e “abertura” do PS à sociedade, [...] haverá novidades” no Congresso; mas foi adiantando que é sua intenção dar liberdade de voto aos deputados socialistas.

Vamos ver até onde as palavras correspondem a actos e não apenas a … intenções.

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Eleições no Partido Socialista

em loulé e quarteira agarram-se às bóias de salvação
O Partido Socialista vai eleger, entre hoje e amanhã, 22 e 23 de Julho, o secretário geral do seu partido, que substituirá José Sócrates.

Na disputa, estão António José Seguro (Lista A), com a moção global de estratégia «O novo ciclo para cumprir Portugal», e Francisco Assis (Lista B), com a moção «A força das ideias».

Simultaneamente, o PS vai eleger os delegados afectos a ambas as listas, que integrarão o congresso nacional que se realizará em Setembro.

Chegam-nos às mãos as respectivas listas que, sem que nos tragam grandes surpresas, não podem deixar da causar algumas perplexidades:

Uma das listas da concelhia de Loulé – afecta a Francisco Assis – é encabeçada por Joaquim Vairinhos, o candidato humilhantemente derrotado das últimas eleições autárquicas e que resignou ao cargo de vereador, para que foi eleito.

Outra das listas – afecta a José Seguro – que elegerá os delegados ao congresso por Quarteira – integra, entre outros, o actual presidente da concelhia de Loulé, Victor Faria, e ainda o coordenador da secção de Quarteira, Carlos Carmo, mais Lígia Brito, João Carrapa e Cristina Brito, membros do anterior secretariado ou da comissão concelhia louletana.

O curioso (?!) é que estes nominados defendem agora ideias de Seguro que ainda há pouco rejeitavam: “Eu valorizo muito a militância partidária. Os militantes do PS são cidadãs e cidadãos válidos e empenhados na defesa da sua terra e do nosso país. Eu quero dar mais voz e mais poder aos militantes do PS” (Seguro, em Portimão).

Defendem ainda “A vontade de devolver o partido aos militantes e abri-lo à participação dos simpatizantes. A vontade de revitalizar o PS, promovendo o debate, a reflexão e a concepção de propostas alternativas a este governo liberal e conservador".

No seu «manifesto», os integrantes da lista quarteirense afirmam ainda que “para nós, os militantes não são um problema, os militantes são uma das maiores riquezas do nosso PS. Contamos consigo para fazer parte de uma nova forma de fazer política”.

Só falta aparecer nesta lista Hugo Nunes, o anterior presidente da concelhia de Loulé.

Porque todos os nominados neste post já se esqueceram do seu procedimento nas últimas eleições autárquicas, quando impuseram as suas escolhas, rejeitando liminarmente, a discussão e escolha dos militantes de Quarteira e Loulé.

Mudaram de ideias porque reconheceram o seu erro? Ou porque pressentem que esta será a forma de conseguirem manter-se a flutuar, esperando que um eventual candidato lhe venha dar depois a possibilidade de rejeitarem amanhã o que hoje defendem e ontem rejeitaram?

Confuso? Nem tanto, nem tanto!

Mas não será com gente desta que o PS apresentará “cidadãos válidos e empenhados na defesa da sua terra e do nosso país” – como quer Seguro.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

A anedota do dia

a via do infante e as vias transversais…
A Concelhia de Faro do Partido Socialista apelida Macário Correia de "incoerente" pela sua recente mudança de posição quanto à introdução de portagens na Via do Infante.

No comunicado do PS/Faro, afirma-se que "o Partido Socialista, nestas matérias teve sempre a mesma posição, que mantemos".

Que posição? A de Miguel Freitas, favorável às portagens ou contra elas?

Parece que, neste ponto, o PS/Algarve tem sido muito coerente, não acham? Somos um povo de memória curta. Mas não tão curta!

terça-feira, 19 de julho de 2011

Chamarizes e outros truques eleitorais

quarteira tem presidente de junta ou boneco de palha?
As habilidades que os partidos (de todas as cores) usam para tornear, não só a lei como, sobretudo, a vontade das populações, começam a confranger.

  • Os mais velhos devem recordar-se ainda dos truques que, há algumas décadas, usavam os caçadores de patos para atraírem os palmípedes para onde os chumbos dos seus cartuchos os pudessem alcançar: disfarçavam-se entre os juncos das lagoas, punham a flutuar na água um pato de madeira ou de cortiça e usavam uma espécie de apito que imitava o grasnar dos patos. Estes, vinham ao engano, pensando ter encontrado companhia, alimento e segurança e… pum! Já está: o caçador recebia o prémio da sua astúcia e velhacada, levando para a panela a carniça do inocente marreco.

Pois os nossos políticos, a quem faltam capacidades e inteligência mas sobra em esperteza e lábia, estão a usar exactamente os mesmos truques: acenam com um qualquer boneco pintado ao povoléu para o atraírem ao alcance do tiro e… pum! – aí está o votinho.

Alcançado o objectivo, vão-se, saracoteando, saborear um melhor guisado, mais suculento e proveitoso.


Assim se passou em Quarteira nas últimas autárquicas; José Mendes foi o chamariz, todo bonito, todo muito bem pintado, todo ele disfarçado de candidato à Junta.

Apanhado o pato… Perdão: apanhado o voto do inocente quarteirense, logo se alçou para outro poleiro, esquecendo o seu «acrisolado amor» a Quarteira e deixando em seu lugar um boneco de palha.

Teoricamente, Mendes é o presidente da Junta.

Uma ova! Quem o quiser encontrar vai ter de o buscar num confortável gabinete com ar condicionado, nas Câmara de Loulé, a papar à custa do Orçamento, a assessorar o presidente sabe-se lá em quê - talvez como conselheiro das tintas e vernizes – aguardando a hora do regresso a casa, à janta fumegante e aos braços da diligente Glorinha, sua esposa, que lá anda tratando do negócio familiar.

Cá, deixou um tal Catarino, o boneco de palha em quem ninguém votou, homem sem ideias, sem discurso, sem projectos, sem carisma, que lhe herdou o gabinete na Junta de Freguesia onde, à falta de competência e iniciativa, gasta o tempo às voltas com a Internet.

E Quarteira não pode dizer que não tem presidente da Junta. Nem o contrário!

os quarteirenses não cabem todos no monitor do computador de Catarino e talvez um dia ainda se fartem de ser os patos da velhacaria política.
ais dia menos dia, quando virem o pato chamariz a nadar na lagoa, talvez se lembrem de se juntar em bando e… pum! - «largarem o lastro» em cima do caçador.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

À mesma hora em todas as federações

a força das ideias contra a força da inércia
Hoje, dia 18 de Julho, às 21:00 horas, todas as federações distritais do PS recebem plenários da “Força das Ideias”, na iniciativa “Um por todos, todos pelo PS”.

Francisco Assis irá participar numa reunião plenária com os militantes do Tâmega e Sousa, na concelhia de Paços de Ferreira.

Ao mesmo tempo,à mesma hora, por todo o país, haverá sessões plenárias moderadas por apoiantes da candidatura de Francisco Assis a Secretário-Geral do Partido Socialista.

Em Faro, será Marcos Perestrello que apresenta a “Força das Ideias”, na Sede da Federação Distrital do PS/Faro.

Vamos ver se, sem futebol, sem máquina partidária a fazer tudo, sem as quantias de que dispõe José Seguro, haverá «força de vontade» suficiente para encher a pequena sala da sede do PS algarvio, o que ontem, com diversas desculpas, Seguro não conseguiu.

sábado, 16 de julho de 2011

Sem gravata, se faz favor...

vamos lá tirando os farrapinhos para não termos calor
A «super» ministra Assunção Cristas publicou um despacho destinado a dispensar os seus funcionários do uso de gravata, o símbolo universal da formalidade.

A ministra juntou todo o seu staff «desengravatado» para mostrar às câmaras de televisão como os funcionários se podem apresentar, em conformidade com a nova norma.

Disse a ministra que o objectivo é poupar energia, sem gastar nada pois, segundo disse, “há estudos” que demostram que prescindir da gravata permite descer em 2 graus centígrados a temperatura do ar condicionado.

Assunção Cristas diz que não se trata de uma medida simbólica, pois é inspirada pelo “Ar Cool” do governo japonês.

Uma comunicação enviada ontem a todos os serviços do ministério de Cristas, estabelece que os homens estão dispensados do uso da gravata e que o ar condicionado deve ser regulado para 25º C.

Senhora Ministra!!! Parece que isso é sexismo... E as mulheres, coitadinhas, acha que podem suportar os calores?

O ‘Calçadão’, cheio de pena das infelizes esquecidas da ministra,dá uma ajudinha: Dona Cristas, mande lá um despacho a dispensar as mulheres de alguma roupinha!

Se calhar, se forem todas trabalhar de bikini, até podem regular o ar condicionado para 24 ou 23graus!

Cool!

António Seguro amanhã em Faro

“em surdina” fala-se em botelho para sucessor de freitas
O candidato à liderança do Partido Socialista, António José Seguro, vai estar amanhã, domingo, 17, em Faro, para uma sessão pública que versará "O Novo Ciclo", o lema da sua lista - a lista A.

Os primeiros subscritores da lista algarvia de "O Novo Ciclo" são Paulo Neves, José Apolinário e Adelaide Martins.

Como oportunamente noticiámos, após a eleição nacional do secretário-geral, Miguel Freitas, o ainda líder do PS/Algarve, irá apresentar a demissão e marcar um congresso regional.

Segundo o seminário «barlavento»”em surdina” menciona-se Jorge Botelho – outro membro do clã do actual presidente da federação - para se candidatar à sucessão de Freitas.

É caso para dizer que o PS/Algarve vai sair da lama e já pensa em meter-se no atoleiro…

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Sociais-democratas repartem funções

deputados do psd/algarve definem funções de áreas sectoriais

Os deputados eleitos pelo PSD/Algarve repartiram entre si as áreas sectoriais de intervenção.

Mendes Bota, que fará a coordenação do grupo, será responsável, entre outros pelos sectores: ética, cidadania, comunicação, assuntos constitucionais, segurança, justiça, defesa, negócios estrangeiros, igualdade, desenvolvimento regional, turismo e obras públicas.

Pedro Roque ficará, também entre outros, com os sectores de: trabalho , emprego, formação profissiona, segurança social, família, assuntos europeus, administração pública, educação e desporto.

Elsa Cordeiro ficou com a cobertura das seguintes áreas: orçamento, finanças, saúde, toxicodependência e cultura.

Cristóvão Norte fica com as seguintes áreas: agricultura, pecuária, pescas, desenvolvimento rural, florestas, ambiente, ordenamento, poder local e juventude.

Aparentemente, poderá ser uma boa medida; no entanto, não foram divulgados nem objectivos, nem funções, nem o âmbito de acção de cada deputado nos respectivos sectores. Esperemos para ver. Pode ser que, desta vez, Bota tenha acertado...

quinta-feira, 14 de julho de 2011

“No jobs for the boys”?

há uns anos, alguém afirmou o mesmo; o resultado, viu-se
Passos Coelho afirmou no Conselho Nacional do PSD de ontem, que os ministros não poderão fazer nomeações para altos cargos da administração pública – directores-gerais, presidentes de institutos e afins - antes de haver novas regras, o que deverá acontecer nos próximos 45 dias.

Não podemos repetir os erros do passado’ – disse, enquanto recomendava “exigência e rigor”.

Antes da reunião – que, como prevíramos, elegeu Matos Rosa para novo secretário-geral do partido, Coelho teve um encontro restrito com os presidentes das distritais, num primeiro sinal de que a gestão partidária em tempos de governação.

terça-feira, 12 de julho de 2011

Sócrates foi um mentiroso!

… coelho defronta-se com a realidade e as agências
Toda a gente se recorda que, quando José Sócrates ganhou as eleições por KO a Santana Lopes, conquistando a maioria absoluta para o PS, tinha prometido que não iria aumentar os impostos e a primeira coisa que fez mal foi nomeado primeiro-ministro,foi precisamente aumentar os impostos.

- Mentiroso! Mentiroso!

Ganhou logo ali o epíteto que o levaria até ao final do mandato. Mas foi levando a água ao seu moinho, recuperando, com Teixeira dos Santos, de uma situação à beira da catástrofe, que vinha dos tempos em que Cavaco desbaratou, em Centros Culturais de Belém e auto-estradas, o dinheirinho que veio de Bruxelas; que passou por Guterres que saiu a meio do «pântano»; de que Barroso fugiu, quando percebeu onde estava metido; onde Santana nem chegou a perceber qual a diferença entre os submarinos de Portas, as medidas sociais de Bagão e as sestas no gabinete de chefe do governo antes das noitadas da Caras.

E, quando tudo parecia correr pelo melhor na governação de Sócrates, que começava a demonstrar que, como disse mais tarde Cavaco, "há vida para além do défice"… pimba! – cai-lhe em cima uma crise internacional e tudo começa a resvalar de novo. Aqui e em toda a Europa.

A direita rejubilou: o «mentiroso» desculpava-se com a crise mundial! Mentiroso!

No entanto, Sócrates foi conseguindo manter o seu projecto de Governo, apesar das agências de rating que, em seis anos, fizeram «cair» Portugal cinco posições.

Queda com «sabor» a ouro sobre azul, para a direita: a culpa da queda do rating era do «mentiroso» e do seu governo sem credibilidade, que insistia em não parar as obras estruturantes com que julgavam colmatar a falta de investimento.

Mas Sócrates segurou-se, enquanto pôde, procurando sacrificar ao mínimo as famílias.

A direita continuou o seu trabalho de sapa, a Europa dava sinais de fraqueza crescente. O cansaço de Sócrates e Teixeira fazia-os vacilar, persistindo ainda no seu projecto, com aplauso dos seus pares europeus. Para mais, a direita fizera eleger para Presidente um dos seus «ícones», precisamente o que escolhera Sócrates para seu «ódio de estimação».

E Sócrates, perante a aliança da direita com a estrema esquerda, caiu, substituído por sangue novo, ainda que inconsistente. Caiu perante as promessas de que Coelho não iria aumentar os impostos!

E a primeira coisa que este fez… foi aumentar os impostos e tirar parte do subsídio de Natal.

Voltam as agências de rating, as agências que tem por missão avaliar (apenas avaliar) o estado das finanças dos países – as mesmas que, em seis anos, preconizaram a queda de cinco pontos ao governo de Sócrates – e, só uma delas, logo na primeira semana, percebe que Portugal não mostra fiabilidade e atira-o pelas escadas abaixo, «sacando-lhe» quatro posições e atirando-o para o segmento financeiro do «lixo».

Pois aí veio um bruaá: que as agências são as culpadas desta catástrofe nacional. Malandros, que só nos querem «lixar»!

Repararam? Em vez do treinador procurar o sistema que lhe permita equilibrar a partida, prefere queixar-se do árbitro que apenas validou um golo limpo ao adversário!

Entretanto, se na primeira semana, tal como Sócrates, Coelho aumentou os impostos (e não só), só se fala no eventual erro do árbitro e ainda não se ouviu gritar contra o treinador:

- Mentiroso!

Conselho Nacional do PSD vai eleger o secretário-geral

matos rosa deverá substituir miguel relvas
O Conselho Nacional do PSD vai reunir-se logo à noite, em Lisboa, para eleger o novo secretário-geral do partido, em substituição de Miguel Relvas, que deixou este cargo depois de ter tomado posse como ministro, já que os estatutos do PSD estabelecem que “o secretário-geral não pode acumular com o exercício de funções governativas”.

Agora, também em termos estatutários, cabe à direcção nacional propor ao Conselho Nacional um nome para o cargo de secretário-geral do PSD. Segundo fontes bem informadas, o mais provável é que o escolhido seja José Matos Rosa, um dos três secretários-gerais-adjuntos do partido.

domingo, 10 de julho de 2011

Levem-no lá para o Cáucaso!

nomearam o «nosso» deputado soares para o azerbeijão
A Organização para a Segurança e Cooperação na Europa é uma organização de países do Ocidente voltada para a promoção da democracia e do liberalismo económico na Europa.

O deputado do PS João Soares, eleito pelo Algarve, candidatou-se para secretário geral dessa organização; mas os seus 230 pares chumbaram a sua candidatura.

À laia de compensação, Petros Efthymiou, o presidente da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa, nomeou-o «alto representante para o Cáucaso», ou seja, para países como a Geórgia, a Arménia ou o Azerbeijão.

Quem terá ido, lá para essa organização, delatar que Soares é deputado pelo Algarve há alguns anos e os algarvios ainda não o viram fazer nada de jeito?

Podiam ficar lá com ele? Por favor…

sexta-feira, 8 de julho de 2011

A inauguração do Hospital de Loulé

mas sobre as nossas dúvidas… haverá alguém que as esclareça?
À hora que estamos a teclar estas notas, deve estar o senhor Presidente da República, de tesoura em punho, a fazer um discurso laudatório, preparando-se para cortar a fita da inauguração de um hospital que há muito foi inaugurado, extinto e, finalmente, restaurado e reconstruído.

Pouco importa ao senhor Dr. Cavaco Silva que «aquilo» já esteja a funcionar há meses. Hoje é uma sexta-feira de Verão, a convidar para um rico fim-de-semana algarvio, a muita gente que virá na comitiva presidencial…

Já se sabe: as inaugurações e visitas de trabalho no Algarve, às sextas-feiras, calham sempre muito bem aos políticos. Até porque, pelo menos, as deslocações serão pagas com o dinheirinho dos nossos impostos – que isso de contenção e sacrifícios são para o «maralhal» e não devem afectar as prerrogativas dos que já estão «instalados»; não é, senhor Presidente da República?

Mas vamos lá ao que mais interessa porque estas questões são «pintelhos», no dizer do ideólogo das áreas das Finanças e da Economia do nosso actual primeiro-ministro.

Tirando os pelinhos púbicos do senhor Catroga, vamos então falar da obra que agora se diz que ficou por cerca de quatro milhões e meio.

Porque ninguém explicou bem, com transparência, honestidade e rigor, como se chegou a uma quantia tão elevada, saída dos nossos impostos.

Porque é preciso também que se explique às pessoas que daquele «Hospital de Loulé» o que resultou foi uma clínica privada guiada por interesses económicos e que o que sobrou para o Zé-povinho é um conjunto de 21 camas, a designada «Unidade de Longa Duração e Manutenção», destinada a cuidados continuados, subsidiada pelo Estado, através do Programa Modelar.

Interessava saber como foi feito o «negócio» e se não se trata de um caso lamentável de promiscuidade entre os empresários da saúde e o poder local.

Aqui há umas semanas, o semanário «O Algarve» demonstrava que a obra foi financiada integralmente com dinheiros públicos: a Câmara de Loulé comparticipou, à partida, com 1,2 milhões euros, atribuiu à Santa Casa da Misericórdia de Loulé um subsídio de 800 mil euros e, por fim, num negócio só possível num país como o nosso, comprou, por 1,1 milhões, à Misericórdia, um edifício que era pertença, ao que consta, da Fábrica da Igreja - o Convento de Santo António.

Assim, a Misericórdia «recebeu» um edifício restaurado parcialmente e construído de raiz na outra parte; entregou a exploração do equipamento à empresa HL – Hospital de Loulé SA, sem que essa entrega tenha sido precedida de qualquer concurso, tanto quanto se (não) sabe e nem sequer são conhecidas as contrapartidas que esta empresa dará. Nem a renda que pagará.

Ignorantes de tudo isto, é natural que os louletanos acorram à inauguração e achem que, como diz a nota de imprensa da autarquia, que “este será um dia duplamente festivo para a comunidade louletana, pois para além da presença da principal figura do Estado português em Loulé, será inaugurado um dos mais desejados investimentos para a cidade e para o concelho”. Pois batam palmas.

Mas será ESTE hospital o que era desejado pelos louletanos?

Aditamento

O hospital foi inaugurado esta tarde. Mas as respostas aguardadas não chegaram. Vieram palavras de circunstância de Semião, o presidente da «mesa» da Misericórdia.

Veio um discurso pouco esclarecedor mas equilibrado de Seruca Emídio, que fez questão de vincar - e reafirmar - que sempre foi apologista do Serviço Nacional de Saúde, ainda que admitindo a existência, em paralelo, da medicina privada.

Seruca Emídio salientou ainda que a autarquia não tem nem terá qualquer interferência na gestão e funcionamento do Hospital de Loulé - que já não é – como se compreende - da Nossa Senhora dos Pobres...

Finalmente, veio o discurso do Presidente da República. Um discurso em que o mais alto magistrado da Nação foi claro, no seu neoliberalismo mais puro e - diríamos mesmo... reaccionário.

Que os cidadãos têm o direito a circular; mas o Estado não tem que construir estradas - disse -; que todos os cidadãos têm o direito à saúde; mas o Estado não tem que construir hospitais; que os pescadores têm o direito de ser orientados no mar; mas o Estado não é obrigado a construir faróis...

Depois de terem destruído o Estado-social e de quase terem relegado o Estado-providência para o baú das recordações, ao escutarmos isto, dá-nos vontade de perguntar se os nossos impostos só servem para pagar salários, viagens e caprichos da classe política.

Com ideias destas, percebe-se o porquê da adopção cega dos PAC, que nos deixou sem recursos mas merecemos os elogios dos que nos chamavam «bons alunos»...

E adivinha-se que nem daqui a vinte anos volteremos a ser «um imenso Portugal».
Imagem: Foto gentilmente cedida por R. Gomes, do «Jornal de Notícias»

Bota com ética e cidadania

água mole em pedra dura…
O social-democrata e deputado algarvio Mendes Bota foi eleito presidente da Comissão Parlamentar para a Ética, a Cidadania e a Comunicação, da Assembleia da República.

Inês de Medeiros, do PS, e Catarina Martins, do BE, ficaram com as vice-presidências da mesma comissão, que terá agora que estabelecer as suas normas de funcionamento. Mas antes, já teve que se pronunciar sobre o pedido de renúncia do ex-deputado Fernando Nobre.

Mendes Bota é o único deputado eleito pelo Algarve a presidir a uma comissão, na presente legislatura.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Portugal ao nível… do lixo

por que será que já não convencemos ninguém?
Passos Coelho avisou logo que ia ser «mais papista que o papa»; isto é, que as suas medidas iriam ser mais exigentes do que as da própria «troika».

Parecia impossível; no entanto, o governo presidido por ele tem apertado, sobretudo a chamada «classe média – que cada vez é menos média e cada vez mais mínima. Até já nos leva parte do subsídio de Natal, enquanto se prepara para nos levar o resto no próximo ano, juntamente com o subsídio de férias, e hoje mesmo, as prestações dum crédito à habitação de 100 mil euros poderão ser agravadas e até ao final do mês, vão ser publicados em Diário da República os preços a praticar, já em Setembro, nas quatro SCUT que ainda estão em regime de circulação gratuita.

Para agradar «lá fora», aprovou hoje um decreto-lei que põe fim aos direitos especiais do Estado enquanto accionista na EDP, na Galp Energia e na Portugal Telecom.

O primeiro ministro pensa que, assim, vai convencer «os mercados».

Pois não convence.

E porque não convence, as acções da EDP, da Portugal Telecom e da Galp Energia acentuaram as perdas, em bolsa, após o anúncio.

E, porque não convence, o “crescente risco” de que Portugal tenha de pedir um segundo empréstimo antes de regressar aos mercados e a crescente possibilidade de uma renegociação da dívida levaram a agência de rating Moody’s a descer, em quatro escalões, a nota de Portugal para um nível considerado lixo (junk).

Parece que «lá fora» não são tão… ingénuos como os portugueses.

terça-feira, 5 de julho de 2011

As ‘golden shares’ acabaram. E então?

porque é que o coentrão não tinha uma golden share?
Quero cá saber se o Conselho de Ministros aprovou hoje o fim das golden shares. Eu nunca encontrei nenhuma, não conheço nenhum quarteirense que tenha alguma e nem sei para que servem as golden shares...

Dizem-me que são direitos especiais do Estado quando este é accionista de empresas privadas, como a EDP, a Galp Energia ou a Portugal Telecom.

Parece que o Sócrates usou uma golden share para evitar que uma empresa fosse vendida a estrangeiros. Parece; mas não tenho a certeza.

Do que tenho a certeza é que o Real Madrid «roubou» ao Benfica (por 30 milhões de euros) o Fábio Coentrão!

Isso é que é importante! – uma tragédia para o Benfica e para o Jorge Jesus, já que só o Coentrão valia mais que meia equipa.

Acho mesmo que o Fábio «era» o Benfica e que agora, que foi embora, o Benfica vai ser uma espécie de saco de gatos, como o Sporting ou o Bloco de Esquerda.

Rai's partam o Real Madrid! E rai's partam o senhor Filipe Vieira que deixou o moço ir ensinal portunhol na equipa do Mourinho.

Quero lá saber que o senhor Passos Coelho mande retirar as golden share à EDP ou à Galp Energia! Quero lá saber que o espanhóis comprem a Portugal Telecom! Agora comprarem o Coentrão, não passava pela cabeça de ninguém!

Caramba, Filipe Vieira, por que é que você não tinha uma golden share do Coentrão?!

A dar razão aos que não acreditaram nele

fernando nobre renunciou ao lugar de deputado
Fernando Nobre abandonou a Assembleia da República. A renúncia ao mandato de deputa-do foi dada a conhecer por carta enviada aos serviços da Assembleia.

Fernando Nobre afirma que renuncia ao mandato de deputado pelo PSD com “alguma tristeza”, mas justifica a decisão por sentir-se mais útil na acção humanitária, numa carta em que elogia o presidente social-democrata, Pedro Passos Coelho.

A renúncia de Fernando Nobre não constitui uma surpresa, pois, à partida, afirmara que se não fosse presidente da Assembleia da República não faria o mandato de deputado.

Esta renúncia e estas atitude responsabilizam-no a ele e ao partido que o apresentou, tanto mais que parte de alguém que fez uma campanha presidencial muito critica relativamente aos agentes políticos.

O ex-candidato à presidência da República, agora também ex-deputado, encabeçou a lista do PSD por Lisboa e foi o primeiro nome escolhido pelos sociais-democratas para presidente da Assembleia da República, tendo falhado por duas vezes a eleição.

Esta renúncia vem dar razão a quem votou contra este senhor, que demonstra falta de respeito pelos eleitores e falta de vergonha. Lembremo-nos que ainda na semana passada garantia que ficaria como deputado até ao fim da Legislatura.

Viu-se!

Se Passos Coelho escolher tão bem os seus colaboradores como escolhe deputados…

domingo, 3 de julho de 2011

Ó p’ra eles !...

as voltas que o mundo dá!...
A colagem a António José Seguro pelos dois deputados socialistas eleitos pelos algarvios (um lisbonense e um beirão) foi imediata; logo a seguir à «linda obra» que fizeram durante a campanha, da qual se deveriam envergonhar. Para mais, um deles era (e ainda é, por obra e graça de habilidades polítiqueiras e pela ingenuidade de uns tantos) o responsável máximo do PS/Algarve, onde o partido alcançou os piores resultados eleitorais do país.

A sua passagem da qualidade de cadáveres políticos (viúvos de Sócrates) à de adesivos, foi imediata. Na altura, não tinham percebido que o candidato-dandy poderia vir a ter opositor.

Hoje terão já percebido (terão?) que Seguro é uma embalagem; um ovo-kinder, mas sem surpresa lá dentro. Nada! Pose, fatos Armani, cabeleireiro das avenidas novas, frases feitas e bem repetidas, que, partindo com seis ou sete anos de treino, parte com vantagem sobre um adversário amanhado à pressa, de fato descuidado comprado no pronto-a-vestir da esquina, gravata à banda, e uma cabeleira desgrenhada… mas a cobrir um crânio com massa cinzenta.

Ainda faltam uns dias e o candidato dos adesivos procura fugir ao debate de ideias directo com Assis, porque ainda se sente à frente e não pretende perder a vantagem que lhe dá a elegância do seu Armani.

E se as coisas se inverteram ainda e o ovo de chocolate for derrotado pelo bolo de arroz sem graça? Que será da vida dos adesivos «algarvios»? Mudarão de campo, com certeza. Porque as suas carreiras de meninos inúteis, sem o chapéu de boy, correm o risco de chegar ao fim, sem honra nem glória.

E o r€sto… também.
Imagem: fotocopiada da página 16 do «Expresso» de 2 de Julho 2011

sábado, 2 de julho de 2011

Cavaco Silva não copiou… por medo de ser apanhado

e a gente a pensar que poderia ser por uma questão de carácter!
O Presidente da República, Cavaco Silva, rodeado por jovens participantes nos programas apoiados pela Associação de Empresários pela Inclusão Social, confrontado com perguntas directas dos miúdos, meteu os pés pelas mãos e foi preciso que a mulher lhe bichanasse respostas, para que não ficasse completamente enredado.

Quando um dos putos lhe perguntou como tinha descoberto a sua vocação para a política, Cavaco Silva ficou perfeitamente engasgado: "Cair na política foi uma razão que não conseguimos explicar...” e Maria Cavaco Silva lá teve de vir em seu socorro, para que ele concluísse: “... coisas do destino…"

Confidenciou depois que a sua verdadeira vocação sempre foi ser professor.

Não sabemos se foi na qualidade de professor que, sem ninguém lhe «encomendar o sermão», Cavaco Silva se saltou com esta: "a matemática não é fácil".

Para um professor por vocação não está mal, não senhores: chama-se a isto estimular! Talvez seja uma nova «qualidade» de um professor: não ter lido nada sobre pedagogia nem sobre psicologia infantil (aí fica à consideração de Nuno Crato, o novo ministro - o que escreveu sobre «A matemática das coisas»).

Mas o professor poria a cereja em cima do bolo quando um miúdo lhe perguntou se nunca copiou. Que não, respondeu – pouco convincentemente – e concluiu: “Tinha medo de copiar. Tinha muito medo de copiar. Tinha medo de ser apanhado”.

Ou seja: afinal temos um Presidente que teria preferido cabular. Só o não fez… por medo.

Um homem da Cultura Laranja

coelho demitirá viegas ou o director de finanças de cascais?
Conheci Francisco José Viegas há uns anos e devo dizer que nunca tomámos «umas copas» juntos. Não por falta de oportunidade. Não calhou, pronto!

Também a vontade não era muita; pelos menos da minha parte, depois de saber de umas «partes gagas» do escritor e de reconhecer que, como «homem da cultura», o cronista era uma espécie de balão de hélio.

Talvez por isso, a sua nomeação para secretário de estado não me aqueceu nem arrefeceu. Nem sequer me surpreendeu. Achei mesmo que a secretaria de estado estava mesmo a precisar duma personagem como ele. Como o governo de Passos Coelho estava a precisar… Nem que fosse para uma comparação com excelente gente da Cultura como foram os ministros José Maria Carrilho, ou mesmo Gabriela Canavilhas.

Quando esta ex-ministra se recusou a recebê-lo para lhe transmitir a pasta, lá sabia porquê. Eu, não. Nem me interessa.

Mas, se não me surpreendeu a sua nomeação para o governo, devo confessar que também não me surpreendeu a peça do Diário de Notícias que dava hoje a notícia de que Francisco José Viegas foi alvo de uma penhora das Finanças de Cascais, no valor de 41 863 euros que as Finanças de Cascais consideram que ele deve e que se reporta ao seu IRS de 2007.

Bonito começo para o governo de Passos Coelho, que se diz rodeado de gente impoluta e competente.

Para um «governo de transparência», não se pode dizer que as Finanças de Cascais não deram já o seu contributo…

Por suspeitas relativas a um imposto que pagou e que respeitava a uma quantia muitíssimo menor do que a dívida de Viegas, o socialista António Vitorino, simplesmente… demitiu-se.