há liberdade de expressão e pensamento?
A propósito do nosso post «
Reunião de Câmara» de 29 de Setembro, o nosso leitor Manuel Santos, para além de considerações elogiosas para o ‘Calçadão de Quarteira’, que muito agradecemos, em 6 de Outubro, comentou:
“[…] Lamento profundamente a tristeza de actuação da oposição (?) que se deixa manietar pelo presidente mais fraco de sempre do município de Loulé, e por um corpo técnico miserável e pobre de argumentos.
O PS tem sido uma absoluta desilusão, não tem estratégia e limita-se a justificar a sua permanente ausência de opinião e actuação. Deviam ser eles a provocar a verdadeira discussão do que importa para este concelho e liderar a voz da indignação dos louletanos em geral e dizer em voz alta e sem medos:
"não queremos um concelho de festas e festarolas, mas sim um concelho com visão estratégica e projectos de futuro para as gerações vindouras".
Se calhar o PS contínua adormecido com a música que leva e de que parece gostar.Desculpe o desabafo, mas há momentos na vida em que temos de mandar cá para fora o que nos vai na alma. […]”
Com toda a correcção, Manuel Santos deixou a sua opinião que pode ser discutível, é certo, mas que é seu direito exprimir.
Foi esse talvez o «legado» maior da «Revolução dos Cravos»; a liberdade de opinião, expressa com correcção, de forma a não colidir com a liberdade dos outros.
Ora, Manuel Santos, no dia seguinte sentiu-se na obrigação de comentar de novo, desta forma:
“Lamento estar a incomodar novamente os leitores deste blogue, mas o motivo que me traz a fazer novo comentário neste post, reside apenas na curiosidade do facto de, 30 minutos após colocar a minha opinião neste blogue, ter recebido uma mensagem na minha caixa de correio, onde me atribuem uns adjectivos absolutamente vergonhosos.
“Mea culpa”, porque, ingenuamente, deixei visível o meu e-mail: enfim, um lapso que deu para conhecer o calibre de alguns “democratas” deste concelho.Para que não restem duvidas, não sou militante do PS, mas sempre fui um eleitor fiel e profundo admirador da esquerda socialista. Tenho no professor Vairinhos um exemplo de como deve actuar um político em defesa do seu concelho, seja da região ou do pais.
Precisamos de homens com a visão e o pragmatismo a que ele sempre nos habituou. Esta nova geração de políticos do PS ainda tem de aprender muito, para chegarem aos calcanhares de um político como o professor Varinhos […]”
Não é que sirva de consolo a ninguém, mas sempre revelamos que, infelizmente, mensagens semelhantes recebe o ‘Calçadão’ quase todos os dias na sua caixa de correio electrónico.
Normalmente, são mensagens anónimas (?) que, como tal, têm o destino merecido: o “lixo”.
É lamentável que, num país dito civilizado e democrata, ainda não seja possível a um cidadão exprimir a sua opinião sem que isso seja considerado pelos que não comungam das suas ideias como um pretexto para ataques reles e soezes.
A cidadania é um conceito que se adquire na prática democrática e esta, meu caro Manuel Santos, tem de começar a ser incutida no seio familiar, estimulada na escola e desenvolvida em sociedade.
Se falha um destes “degraus”, meus caros leitores… é o que se vê.
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