já fizeram uma visitinha

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- desde o dia 14 de Junho de 2007

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

MUSEU DE SALIR VEM A QUARTEIRA

conferências nas escolas

Tendo como público-alvo alunos e professores da disciplina de História, a Professora Helena Catarino, da divisão de cultura e história local da Câmara de Loulé, vai proferir, na EB 2,3 D. Dinis, em 17 de Abril, e na EB 2,3 S. Pedro do Mar, de Quarteira, em 18 de Abril, conferências destinadas a divulgar o Pólo Museológico de Salir e estimular uma posterior visita ao local.

A acção insere-se nos objectivos da Lei Quadro dos Museus, segundo a qual é missão é primordial dos museus desenvolver, de forma sistemática, programas de mediação cultural que contribuam para um melhor acesso dos alunos ao património e manifestações culturais.

Um dia destes também há-de haver conferências para divulgar um tal “Museu do Mar, prometido para Quarteira”… Será no ano das melras brancas?
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A FRASE DO DIA

para reflectir e tirar ilações
"As afrontosas injustiças sociais conduzem as pessoas a um cada vez maior afastamento do acto cívico e ao desprezo repugnante pelos políticos."
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in Diário de Notícias", 16/Jan/08, por BAPTISTA BASTOS
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quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

HOSPITAL CENTRAL DO PARQUE DAS CIDADES

deputados dizem que é já a seguir

Os deputados do Partido Socialista do Algarve em conferência de imprensa de ontem, afirmaram que as obras de construção do Hospital Central do Algarve arrancam no segundo semestre de 2009 e que o estabeleci-mento abrirá as portas ao público em 2012.

Segundo afirmou a deputada Aldemira Pinho, em Fevereiro, deverão estar prontos o programa funcional e o estudo estratégico-financeiro para que o concurso público seja lançado ainda no início de 2008.


Aldemira Pinho afirmou ainda que em 2005, altura em que o PS chegou ao Governo, "não encontrou nada sobre o novo Hospital Central do Algarve, excepto os terrenos cedidos pelas câmaras municipais de Faro e Loulé", e relembrou que foi o PS "que desenvolveu todo o processo para que em 2012 o Algarve tenha um bom hospital.

Na guerra de números e de “bandeiras” os deputados afirmaram ainda que, desde 2004, o "PSD investiu cinco milhões de euros" na Saúde do Algarve, enquanto o PS já investiu "12 milhões de euros".

Bem, vamos lá ver se não aparece ninguém a propor novos estudos e o malfadado hospital vai continuar adiado… É que ainda não se calaram os ecos do “inevitável” aeroporto da Ota…
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CARANGUEJOS LUSITANOS

fábula da inveja e da mesquinhez


“[…] Imagine um balde de praia com meia dúzia de caranguejos. O mais confiante nas suas capacidades arriscou, destemido, andar à superfície, quando foi apanhado pelos jovens da praia. Outro, ainda mal saiu das rochas, ainda tentou a fuga, mas já não foi a tempo; o mais esperto ainda se disfarçou na areia, em vão; os outros três nunca pensaram que os jovens «pescadores» da praia fossem capazes de tirá-los do infalível recanto onde sempre se sentiram protegidos.
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------ Agora ali estavam dentro de um balde de plástico «made in China» e resolveram fugir.

------ O que se achava mais esperto escavou o fundo de plástico, como se procurasse areia para se camuflar; os três que estavam escondidos, habituados ao proteccionismo dos seus buracos, andavam agora de tal maneira desorientados que saltavam por cima uns dos outros; o que tentara esconder-se, pôs-se em cima dos outros que estavam ao monte e por pouco não conseguiu saltar; e o caranguejo caçado na busca por um ‘lago’ melhor, decidiu escalar a pirâmide formada pelos outros todos. Teve estratégia e arriscou, mas, quando estava já a chegar ao topo do balde, os outros caranguejos, unidos pela inveja, rapidamente lhe deitaram as garras e o puxaram para baixo dizendo: ‘se nós não conseguimos sair, tu também não sais daqui’.

------ Este é o balde dos caranguejos nascidos e criados na Lusitânia, a terra do tal povo que um general romano dizia ser (de malucos) ingovernável […].”
In «Expresso – Economia» de 12/Jan/2008, por LUÍS FERREIRA LOPES, editor de economia da SIC.

O problema luso está há muito identificado: a inveja e a mesquinhez dos medíocres e a incapacidade do sistema em premiar o espírito empreendedor.
É mais fácil sobreviver do subsídio e do ‘amiguismo’…
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segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

HOSPITAL REORGANIZA URGÊNCIAS

o mais fácil está feito: nomearam-se comissões

O Hospital Central de Faro tem já constituídos dois grupos de trabalho para aplicar o novo modelo organizacional do Serviço de Urgências da unidade hospitalar, anunciou a Administração Regional de Saúde do Algarve.

O primeiro grupo, que ficará responsá-vel pela coordenação de todas as acções e pelo desenvolvimento das alterações, é chefiado por Helena Gomes.
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O segundo grupo, que vai definir e propor acções do Plano Estratégico 2008/2010 do departamento integrado pelos serviços de Medicina Intensiva e de Urgência/ Emergência, é encabeçado por Gomes Ferreira, chefe de serviço de Cirurgia Geral.

Segundo se afirma no sítio da ARS do Algarve, a intervenção da comissão vai ter como prioridades a "definição do cronograma para a implementação do projecto", o "acompanhamento das obras de intervenção e execução definidas no projecto" e a "listagem do equipamento médico e hospitalar e respectivos concursos de aquisição”.

Será desta que as urgências do HDF nos irão servir com um mínimo de dignidade?
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PSD EM VILAMOURA

ambição – progresso - justiça

As primeiras jornadas parlamenta-res do PSD, desde que Luís Filipe Menezes lidera o partido e Pedro Santana Lopes a bancada social-democrata, começaram hoje em Vilamoura e irão terminar na terça-feira.
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A tarde do primeiro dia foi reservada à análise da situação política. Mas as jornadas começaram por vigorosas reprimendas de Luís Filipe Menezes dirigidas aos críticos da actual ---Foto-de: R.M.Alves -------------------- direcção do PSD.

Meneses desafiou a oposição interna a assumir um projecto alternativo, manifestando-se disponível para convocar novas eleições directas se "houver coragem" para isso do outro lado.
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As jornadas parlamentares de Vilamoura têm como lema: "Portugal com ambição/Progresso com justiça".
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domingo, 13 de janeiro de 2008

FESTA DA LARANJA ALGARVIA

quem sabe, promove; quem não sabe…
...deixa morrer
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Uma denominada “Comissão do Sector das Hortifruticulturas”, em colaboração com a Escola de Hotelaria e Turismo do Algarve e com a Câmara de Portimão, vai realizar, no mercado municipal dessa cidade, a «Festa da Laranja», entre 14 e 19 de Janeiro
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Este mercado (que funciona habitualmente em horário alargado, das 07h00 às 14h00 e das 17h00 às 20h00, de segunda a sexta-feira; e ao sábado das 07h00 às 14h00) será decorado, para o efeito. em tons laranja, fruto que vai ser vendido a um preço especial.
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Paralelamente, realizam-se provas e demonstrações culinárias, cocktails e decorações com laranja, em espaço adequado.

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À primeira vista, a notícia em nada diz respeito à vida de Quarteira… Mas repare-se a diferença de procedimentos das nossas autarquias e da portimonense. Aqui, promove-se um produto local, com pompa e circunstância; em Loulé, o mercado (a meio-tempo) serve para promoção pessoal de cozinheiros amigos ou fazem-se na rua «mercadinhos», sem objectivos e planos bem determinados; enquanto isso, em Quarteira, deixa-se cair a «Festa da Sardinha» o produto mais específico local…
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Maneiras de ver… e exercer as respectivas (in)competências.
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CRÍTICA DA RAZÃO PURA

usando palavras de immanuel kant

Este é um post diferente e, certamente, irrepetível. Sendo, inicialmente, a resposta directa ao e-mail do nosso leitor A.M.S.T., decidi publicá-lo por considerar que poderá funcionar como fulcro de reflexão para muitos dos nossos comentadores cuja intransigência e dialéctica pouco racional acaba por transformá-los em censores e verdugos das opiniões dos outros.

As palavras pertencem a Kant, na sua «Crítica da Razão Pura», sobre a “dialéctica natural da razão humana”:

“Todo o conhecimento humano começa por intuições, daí passa a conceitos e termina com ideias.

Embora possua, relativamente a estes três elementos, fontes a priori de conhecimento, que, à primeira vista, parecem desprezar os limites de toda a experiência, uma crítica integral convence-nos, no entanto, de que toda a razão, no uso especulativo, nunca pode ultrapassar, com esses elementos, o campo da experiência possível e de que o verdadeiro destino dessa faculdade suprema do conhecer é o de se servir de todos os métodos e princípios desses métodos, apenas para indagar a natureza, até ao mais íntimo, segundo todos os princípios possíveis da unidade, entre os quais o da unidade dos fins é o mais elevado, mas nunca para ultrapassar os seus limites, fora dos quais só há, para nós, o espaço vazio”.
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O conceito – ou melhor, a ideia – esmaga. Particularmente aqueles que julgam que as suas convicções significam "a razão", perante as convicções de outros que, em seu entender, só podem reflectir estupidez ou ignorância.
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sábado, 12 de janeiro de 2008

MOMENTOS ELEGÍACOS

-------------- pequena elegia

Espírito gentil, vem
na voz do sino que chora…
que chora a minha saudade
----------- que nada afoga !

Vem, no suspiro da aragem
que entre a folhagem suspira,
suspira… os ecos remotos
----------- de que suspiros?

Espírito gentil, vem
naquela estrelinha, ao longe,
que ante a minha mesa se ergue
----------- todas as noites!

Vem, no perfume que sobe
dos lírios que à tarde, roxos,
sonham, de roxo vestidos,
----------- quais dos meus sonhos?

Espírito gentil, vem
no rastro do luar nas águas,
que é como um sorrir duns olhos
----------- turvos de lágrimas !

Vem, nos ritmos não dos versos
feitos, mas sim nos daqueles
que nunca acharam palavras
----------- que os escrevessem !

Espírito gentil, vem,
Vem! não posso mais… vem! dá-me
o dom que era nosso – a vida
----------- do meu cadáver !

JOSÉ RÉGIO (1901-1969) in «As encruzilhadas de Deus»

José Régio foi o pseudónimo de José Maria dos Reis Pereira, natural de Vila do Conde, licenciou-se em Filologia Românica, em Coimbra, com a tese «As Correntes e As Individualidades na Moderna Poesia Portuguesa», que valorizava poetas quase desconhecidos nessa altura, como Fernando Pessoa e Mário Sá-Carneiro.

Foi co-fundador da revista «Presença», que foi publicada durante treze anos, marcando o segundo modernismo português. Leccionou, num liceu do Porto e em 1928, passou a leccionar em Portalegre, durante mais do que trinta anos.

Durante esse tempo, publicou ensaios, poesia, textos dramáticos onde sempre ressalto o conflito entre Deus e o Homem, o indivíduo e a sociedade, utilizando sempre um tom psicologista e misticista, analisando a problemática da solidão e das relações humanas. «Cântico negro» pode considerar-se, talvez o expoente do seu estilo e da sua filosofia estética.
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O surpreendente poema que escolhemos para esta semana é um dos menos conhecidos que foram publicados em vida deste genial homem das letras portuguesas.

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sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

A VER O MAR EM LOULÉ

sophia e gedeão juntos em teatro
(e nós a vê-los passar)
No próximo dia 25 de Janeiro, na Biblioteca Municipal de Loulé, vai exibir-se o espectáculo “A ver o mar”, uma produção da Andante Associação Artística, uma companhia de teatro que procura transformar textos literários em espectáculos de teatro.

O evento transcorre no âmbito dos objectivos do Plano Nacional de Leitura.

“A ver o mar” promete uma viagem “ao fundo do mar com Sophia de Mello Breyner”, outros poemas de Jorge Letria, António Gedeão e Frederico Garcia Lorca.

Pois, “ver o mar”, a partir de Loulé… só na biblioteca! Contentem-se em açambarcar a cultura na sede do concelho.
Mas se quiserem mesmo conhecer o “mar verdadeiro”… venham a Quarteira!
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DESPORTO ESCOLAR

corta mato escolar já na próxima semana

Alunos das escolas de ensino básico e secundário de Quarteira irão estar presentes na edição de 2008 do “Corta-mato escolar de Loulé”, que se deverá realizar no próximo dia 16 de Janeiro, no Parque Municipal de Loulé.

A prova desportiva vai determinar quais os atletas que irão representar o concelho no corta-mato distrital, que juntará os melhores corredores desta modalidade dos dezasseis concelhos algarvios.

Recorde-se que, no ano passado, a vitória, a nível colectivo da prova louletana, pertenceu aos jovens do Colégio de Vilamoura, com uma representação bem preparada e bem estruturada.
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quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

P’RÁ FORCA ! (2)

um lugar na história

Com mais uma interessante e corrosiva fotomontagem que Galiós teve a gentileza de nos enviar, o ‘Calçadão de Quarteira’ vai procurar retomar o seu ritmo normal.

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Agora, que o balanço da firma está pronto e, portanto, estão cumpridas as obrigações profissionais para com um patrão nem sempre muito compreensivo; uma vez retomada a actividade docente do nosso incansável Zé Carlos; e quando a Ana Maria parece ter afastado definitivamente a sua gripalhada natalícia, vamos procurar retomar a “velocidade de cruzeiro”, neste ano recém-nascido.

Ainda que com algum compreensível (?) atraso, queremos agradecer publicamente as inúmeras mensagens de boas festas que tiveram a gentileza de nos enviar (e a que responderemos individualmente, na medida do possível, dentro dos próximos dias), com relevo para as dos nossos comentadores e para as dos nossos colegas bloggers, com destaque especial para o ‘Quiosque’ e para a nossa querida Camila que nos quiseram honrar no seu post natalício.
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terça-feira, 8 de janeiro de 2008

CÃMARA FAZ REQUALIFICAÇÃO URBANA

mas entre nós, continua a faltar (quase) tudo



  • A Câmara Municipal de Loulé vai adquirir um prédio urbano localizado em Olivais de Santo António, na freguesia de S. Sebastião, em Loulé, pelo valor de 470 mil euros, com o objectivo de prosseguir com o projecto de requalificação urbana do espaço envolvente do convento de Santo António.
    Esse imóvel situa-se no cruzamento da EN 270 com o início da ladeira de acesso ao Santuário da Nossa Senhora da Piedade e é considerado como um elemento dissonante no enquadramento visual e paisagístico do Santuário
    .
    (extraído de uma nota oficiosa da CML).

Tudo isto nos parece muito certo, até porque, como se sabe, a autarquia louletana vive numa situação de economia desafogada, que lhe permite "dar-se ao luxo" de proceder a trabalhos de requalificação urbana.
Quem nos conhece e conhece a orientação da linha editorial do ‘Calçadão’ sabe que não alinhamos no populismo fácil e até eventualmente demagogo de advogar a fragmentação do concelho, alimentando separatismos a que não reconhecemos vantagens notórias para a vida da freguesia de Quarteira.
Mas não podemos deixar de recordar que, se o município vive com desafogo económico o faz, sobretudo, devido à “magnífica contribuição” das freguesias de Almancil e Quarteira.
Seria justo, portanto, que estas duas freguesias fossem objectos de uma atenção prioritária e lhes fossem atribuídas, pelo menos, tantas oportunidades de realização e desenvolvimento como as que são outorgadas à sede do concelho.
Nem vamos recordar, por exemplo, o volume de verbas municipais que está a ser dispendido nas obras dos serviços sociais para apoio exclusivo dos funcionários autárquicos (aproximadamente 2.000 funcionários, ou seja, menos de um décimo da população quarteirense), onde, desde berçário e creche a refeitórios, bares e salas de convívio, nada faltará aos funcionários, enquanto que aos restantes munícipes e às restantes freguesias do concelho restará a “consolação” de poderem embasbacar-se, olhando de fora, com a magnificência de tais instalações.
Mas vamos ater-nos, para já, e esta “requalificação urbana do espaço envolvente do convento de Santo António”, agora anunciada, para relembrar ao senhor presidente da Câmara de Loulé (que, como é público, na última reunião realizada em Quarteira, afirmou que não admitia que alguém pudesse imaginar que gostaria mais de Quarteira que ele próprio, Dr. Sebastião Seruca Emídio) tudo o que nesta cidade foi feito, bem no meio da cidade, como requalificação urbana do espaço envolvente da Igreja de S. Pedro do Mar: um bairro para ciganos, com algumas vivendas-caravana e… um sanitário já degradado!
Ou seja, uma desclassificação urbana.
Vale a pena meditar!
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sábado, 5 de janeiro de 2008

PR'À FORCA!

josé mendes quer que enforquem os malandrins

Como assinalámos noutro local, no passado dia 28 de Dezembro, dezenas de moradores de várias artérias do miolo urbano de Quarteira, quando se preparavam para se dirigir para os seus locais de trabalho, verificaram, com revolta, que os pneus das suas viaturas tinham sido estupidamente furados com lâminas cortantes, num acto selvagem e repugnante, próprio de uma sociedade inculta e doente.

José Mendes, presidente da Junta de Freguesia de Quarteira, questionado sobre o assunto, pelo jornal «Correio da Manhã», aproveitou para denunciar a “fraca vigilância policial à noite”, tanto mais que no local mais movimentado da cidade, junto da estação da Rodoviária, nessa mesma noite, os «brincalhões» tinham lançado detergente para a água da fonte.

Garantem-nos que José Mendes foi uma das vítimas dos «furadores de pneus alheios» e, sendo assim, mais se justifica a sua revolta contra tais energúmenos.

Mas José Mendes não se ficou por aqui, extravasando a sua revolta, afirmou ao jornal que isto só pára quando a população apanhar um destes indivíduos e o pendurar num candeeiro”.

José Mendes não deve ler jornais; provavelmente, não tem tempo para isso e, como deve ignorar que no passado dia 15 de Novembro, a Assembleia-Geral da ONU aprovou uma resolução, que exorta à declaração de uma moratória internacional na aplicação da pena de morte, advoga, como castigo para os meliantes, nada mais nada menos que uma pena semelhante à que aplicaram a Mussolini, para o punir pelo crime de ter arrastado o povo italiano para a guerra: o enforcamento num candeeiro da cidade!

Assim, não admira que o jornalista do Correio da Manhã, venha sugerir que perante a onda de pequena criminalidade, pensamos por cá que “a solução terá de passar por milícias populares”.

E já agora, porque não constituir a protecção pelos «sindicatos do crime», à boa maneira de Chicago de há cem anos atrás? Com autarcas com esta mentalidade… ainda lá chegaremos!
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SALDO DE DUAS SEMANAS DE FÉRIAS

esta cidade é um espanto

Após duas semanas de férias bem passadas nas terras frias do norte do país, regressamos ao nosso ‘Calçadão de Quarteira’, cheios de vontade de vos contar o que se passa, quando lançamos
um olhar sobre a nossa terra e as nossas gentes, rindo com as suas alegrias, chorando com os seus desgostos, protestando contra aqueles que nos não respeitam […] mostrando o que nos rodeia e aquilo que pode interessar ao nosso quotidiano ou influenciar o nosso futuro
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Afinal, parece que não perdemos grande coisa, pois que todos os “imprevistos” em Quarteira são sempre… mais ou menos previsíveis…

Não nos deram boas notícias. Em contrapartida, aqui ficam as

NOTÍCIAS COM NOTA NEGATIVA

animação das artérias comerciais

----- A "animação" da Rua Vasco da Gama, em vésperas de Natal...
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Propalada em notas de imprensa e notícia no site da Câmara de Loulé, parece que ninguém deu pela anunciada animação das ruas, para apoiar o comércio tradicional.

Este queixa-se de que o negócio esteve mal e que as «Luzes de Natal» não bastaram para produzir impacto nas caixas registadoras.

Quem parece não ter razões de queixa são os comerciantes chineses que não se subordinam a horários e feriados. Enquanto os locais cumpriam rigorosos horários de descanso, eles não descansavam; facturavam!

verdade é que, da parte dos próprios comerciantes locais, não se deu por qualquer esforço de inovação. E costuma dizer-se que a quem dói o dente é que vai dentista…
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iluminações de natal

Mal foram inauguradas as iluminações de Natal, a chuva deu sinal de vida, em Quarteira. Por isso mesmo, as iluminações começaram logo a dar… sinal de morte.

De tal forma que na própria Noite de Natal já as luzes da Avenida Sá Carneiro tinham «entregue a alma ao criador» e, quando chegou a passagem do ano, não havia um único conjunto incólume na marginal…

É caso para dizer que gastar dinheiro sem garantias de qualidade é o mesmo que deitá-lo fora. Saberão isto os senhores de Loulé que governam os destinos de Quarteira?
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espectáculo piro quê?

E por falar em passagem do ano… Só mesmo no concelho de Loulé é que acontecem estas coisas: quando o fogo de artifício assinalou a entrada de 2008… já em todo o país os foguetes se tinham calado. É que já lá iam quase cinco minutos do primeiro dia do ano!

Mas quem esteve na Praça do Mar teve a sorte de poder apreciar, a tempo e horas, a pirotecnia de Vale do Lobo, Quinta do Lago e Vilamoura… Até porque não só os foguetes dos vizinhos subiram mais alto, como o palco gigante que foi instala-do no lado poente da praça roubou, a todos os que não se tinham instalado no areal, a visibilidade ao fogo lançado no nosso molhe.

Mais uma firma incapaz? imprevidência na contratação? ou… apenas demonstração da incompetência dos responsáveis pela festa?
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guardas trouxeram as metralhadoras à festa

Quem parece não ter mostrado também grande competência foi a força da GNR que, mal os Orishas tinham acabado de actuar, apareceram por ali, armados de pistola-metralhadora, num grande estardalhaço.

Parece que iam à procura de um imbecil qualquer que decidiu festejar a entrada do novo ano aos tiros, ali para os lados do mercado da fruta… Dizem que a GNR sabia quem tinha sido o autor da «graci-nha» e lá foram, com o comandante excitadíssimo à frente, de armas na mão, abrindo caminho através da Praça do Mar.

Se apanharam o autor da "valentia", não se sabe; mas pelos restantes feitos… duvida-se da eficácia do «pelotão dos Goes»…
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energúmenos divertem-se a furar pneus
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Falando em eficácia: isso foi coisa que não faltou aos «heróis» que se divertiram à brava a esfaquear pneus, mesmo no centro da cidade, quando faltavam três dias para acabar o ano.

Mais de sete dezenas de cidadãos participaram os danos que os seus veículos sofreram; mas como grande parte dos quarteirenses, fartos da inoperância das autoridades, nem sequer reclamaram… avalia-se, pelo que soa, em cerca de uma centena de carros vandalizados.

O desprezo pelos bens alheios, a falta de civismo, a estupidez, a selvajaria e a maldade campeiam em Quarteira, perante a ineficácia ou inexistência de patrulhamento policial.

Valeu a pena mudar a GNR para novas instalações? Só se foi para lhes aumentar o conforto; porque para aumentar a nossa segurança… isso não foi, de certeza.
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e os ladrões foram ao tabaco

Uma semana antes do Natal, foi inaugurada uma belíssima e moderna pastelaria na Avenida Infante de Sagres. Vinte e quatro horas depois, os amigos do alheio rebentaram-lhe a porta e foram-se à máquina do tabaco.

Assim se vão desencorajando os investidores e arrastando o nome de Quarteira pela lama…

Afinal, onde estão esses agentes que o Governo prometeu libertar para operarem no terreno? Em Quarteira não parecem estar e, com as admissões para as forças políciais congeladas, tão depressa não iremos ter segurança pública!
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“natal seguro” na avenida sá carneiro

Já agora, mais outra da GNR. Desta vez, a sua Brigada de Trânsito resolveu mostrar-se. Onde? Em plena rotunda da fonte, na Avenida Sá Carneiro.

Durante duas ricas tardes de sol, na véspera de Natal, meia dúzia de agentes estiveram muito atentos ao movimento que por ali circulava.

Podiam ter-se entretido a ensinar os automobilistas a circularem nas rotundas; mas não: estavam mais interessados na burocracia, na caça à multa e... na paisagem.

Enquanto isso, a Brigada deixava à vontade os «aceleras» nas estradas algarvias, onde era suposto estar a garantir um “Natal Seguro”.
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assaltos continuam;
vigilância policial continua… a não haver

Para acabar este rol de más notícias, saibam que anteontem, dia 4, mais um estabelecimento foi assaltado. Desta vez um rent-a-car. Como não puderam levar automóveis, limitaram-se a roubar os computadores e um cofre com dinheiro e cheques, depois de provocarem prejuízos para arrombar a porta.

A GNR do posto de Quarteira esteve no local, diz vai investigar e diz também que não encontrou o pé-de-cabra usado -- Foto Carlos Almeida/C. Manhã ----- pelos assaltantes.
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Que esperavam? Como bons profissionais do crime, os amigos do alheio iam abandonar a sua ferramenta de trabalho?

Mas para que não nos acusem de só assinalarmos as coisas más, aqui vai a nossa

NOTÍCIA COM NOTA POSITIVA

orishas salvaram-se do naufrágio

Numa passagem de ano muito anunciada e que atraiu à Praça do Mar milhares de pessoas ansiosas por entrarem em festa no ano de 2008, depois de uma exibição sem grandes alardes atractivos, do conjunto Mesa, os Orishas deram um ar da sua graça, espontaneidade e alegria, constituindo-se, deste modo, o ponto alto do reveillon de Quarteira.

Mesmo assim, a noite fria empurrou para casa muitos dos que tinham sido atraídos à Praça do Mar, mal terminou o fogo de artifício.
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