usando palavras de immanuel kant
Este é um post diferente e, certamente, irrepetível. Sendo, inicialmente, a resposta directa ao e-mail do nosso leitor A.M.S.T., decidi publicá-lo por considerar que poderá funcionar como fulcro de reflexão para muitos dos nossos comentadores cuja intransigência e dialéctica pouco racional acaba por transformá-los em censores e verdugos das opiniões dos outros.
As palavras pertencem a Kant, na sua «Crítica da Razão Pura», sobre a “dialéctica natural da razão humana”:
“Todo o conhecimento humano começa por intuições, daí passa a conceitos e termina com ideias.
Embora possua, relativamente a estes três elementos, fontes a priori de conhecimento, que, à primeira vista, parecem desprezar os limites de toda a experiência, uma crítica integral convence-nos, no entanto, de que toda a razão, no uso especulativo, nunca pode ultrapassar, com esses elementos, o campo da experiência possível e de que o verdadeiro destino dessa faculdade suprema do conhecer é o de se servir de todos os métodos e princípios desses métodos, apenas para indagar a natureza, até ao mais íntimo, segundo todos os princípios possíveis da unidade, entre os quais o da unidade dos fins é o mais elevado, mas nunca para ultrapassar os seus limites, fora dos quais só há, para nós, o espaço vazio”.
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O conceito – ou melhor, a ideia – esmaga. Particularmente aqueles que julgam que as suas convicções significam "a razão", perante as convicções de outros que, em seu entender, só podem reflectir estupidez ou ignorância.
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