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- desde o dia 14 de Junho de 2007

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

ESPAÇO INTERNET DE ACESSO GRATUITO

a câmara de loulé apresenta-o como ideia sua
Foto da CML
Foi inaugurado em Quarteira, na passada sexta-feira, um espaço Internet, de utilização gratuita.
Trata-se de uma iniciativa realizada com o apoio financeiro do Programa Operacional da Sociedade do Conhecimento e Informação.

Este programa cumpre um dos objectivos tecnológicos do actual Governo de Sócrates, para “favorecer a aproximação da população às tecnologias da informação e o incremento acelerado e generalizado do uso da Internet numa óptica do exercício da cidadania e na prossecução de uma estratégia de maior coesão social e de combate à info-exclusão”.

O espaço Internet de Quarteira funciona na Avenida Mota Pinto . Dispõe de onze computadores, sendo um deles para utilizadores invisuais. O seu horário de funcionamento é das 9h00 às 20h00, de segunda a sexta-feira, e das 14h00 às 20h00, aos sábados.

Da forma como a nota de imprensa da câmara louletana dá conta da inauguração, parece que o programa é de sua lavra. Afinal, é mesmo do Governo… mas, com certeza, a iniciativa vai ser muito apreciado pelos quarteirenses.
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UM TEATRO E UM CINEMA PARA LOULÉ

e nós a pagar... e a vê-los fazer
Apresentação do Cine Teatro de Loulé - parte de uma foto da CML
No decorrer das celebrações do 20º aniversário de elevação de Loulé a cidade, a Câmara apresentou, entre outros, o projecto de remodelação do Cine-Teatro Louletano, obras que deverão arrancar no final de Março para estar concluída num prazo de ano e meio.

Trata-se de um investimento de quase três milhões e meio de euros para transformar o edifício “numa infra-estrutura com toda a segurança e conforto, mantendo as actuais valências mas numa perspectiva mais moderna e actual”, mais vocacionado para os concertos ao vivo e espectáculos de teatro e dança, já que a Autarquia pretende construir um cinema.

Refira-se que o Cine-Teatro passará a ter uma lotação de 370 lugares sentados.

Deixem ver se percebo: como o dinheiro “produzido” na quase totalidade em Almancil e Quarteira, Loulé irá ter um cinema novo e um teatro para 370 espectadores e prepara-se para dotar Quarteira de uma só sala que dê para tudo e só com 180 lugares.
Estão a ver? Ou preciso comentar?

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O HOSPITAL ELEITORAL episódio 2

se não for hospital pode ser lar
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Foi assinado o auto de consignação entre a Santa Casa da Misericórdia de Loulé e a empresa construtora que vai executar a empreitada de recuperação do «hospital velho de Loulé», que conta com o apoio financeiro da Câmara.

Na ocasião, o presidente da autarquia considerou ser este um “momento de importância transcendental para o concelho de Loulé, e para a cidade em particular” porque o hospital constitui “a maior expectativa em termos de obra física para a população” no mandato do m parte de uma foto da CML mmmmnmmmm executivo a que preside.

Com efeito, Seruca Emídio assumira o compromisso, durante a campanha eleitoral, de reinstalar o hospital, depois das necessárias obras; mas agora justifica a inevitável quebra da promessa, afirmando que este é “um exemplo daquilo que tem faltado nos últimos anos ao Serviço Nacional de Saúde”.

Depois, o autarca teceu críticas às políticas do Governo, no que respeita panorama actual da saúde em Portugal e acrescentou que este é um projecto “único no Algarve e provavelmente no país, em que uma autarquia, conjuntamente com uma Misericórdia, lançaram-se a fazer aquilo que o Estado não fez nem quer fazer” e adiantou que “se, por alguma razão, as instituições de saúde não quiserem agarrar as camas que aqui vão ser feitas, a autarquia assume fazer um lar”.

Ora aí está: se a obra se fizer, os méritos são da autarquia; se não se fizer, a culpa é do Governo! Bonito…
Seruca Emídio saberia o que estava a prometer na campanha eleitoral? Julgaria que lhe cabia - a ele - definir as políticas da Saúde em Portugal? Pelo menos, agora já fala na importância... da “obra física”.

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BRINCADEIRAS DE CARNAVAL...

ou serão notícias de jornal?

Sócrates assinou durante uma década projectos da autoria de outros técnicos.
(Público, 1/Fevereiro)

Discursando durante um jantar organizado pela concelhia do PSD de Castro Marim, no sábado, Mendes Bota, o também vice-presidente do PSD, equiparou a Autoridade de Segurança ASAE à PIDE salazarista e classificou aquela estrutura como «a polícia dos costumes».
(barlavento, 1/Fevereiro)

O palco está montado para os três dias de folia. De Norte a Sul do País, o Carnaval sai amanhã para a rua – mesmo sem a ajuda do S. Pedro – e a dose repete-se terça-feira. Os principais desfiles vão custar cerca de três milhões de euros – valor idêntico ao de 2007.
(Correio da Manhã, 2/Fevereiro)

Os sindicatos têm grande dificuldade em dirigir bem as suas reivindicações.
(Carvalho da Silva ao Diário de Notícias, 2/Fevereiro)

Após ter "passado uma dezena de dias" sem ir ao Ministério do Turismo, o ministro Telmo Correia, agora deputado do CDS-PP, fez uma verdadeira "maratona", assinando cerca de três centenas de despachos, durante a madrugada do dia em que o executivo de José Sócrates foi empossado.
(Expresso, 3/Fevereiro) n
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Mais uma vez concedemos 45 minutos ao adversário.
(Paulo Bento ao Record, 3/Fevereiro)
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Transplantes rendem milhões aos médicos.
(Diário de Notícias, 3/Fevereiro)
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António Cluny, representante do Ministério Público, diz que o “preocupa começar a ver que os principais responsáveis de instituições judiciárias não se coíbem de se pronunciarem sobre processos pendentes (…) e deixa um apelo implícito ao director da PJ: contenção e reserva no discurso” a partir de agora.
(Correio da Manhã, 4/Fevereiro)

Miguel Sousa Tavares não é um garoto (…) se quer escrever um romance, nada como reflectir sobre o que é a literatura, ler muito, e bem, que é como quem diz: perder-se. E se nunca se conseguir encontrar para escrever, ninguém lho levará a mal.
(24 horas, 4/Fevereiro)

Num recente estudo antropológico mostram que os portugueses continuam a ser os mais baixos da Europa, com uma média de 1,72 metros 01:00h.
(Jornal de Notícias, 4 de Fevereiro)

Mas há um outro factor comum à grande maioria dos corsos carnavalescos que, por estes dias, tomam conta de muitas localidades portuguesas: o negócio que gira à sua volta.
(Público, 3/Fevereiro)

Se a intempérie regressar com a mesma força dissuasora amanhã, dia de Entrudo, os prejuízos podem ascender ao milhão de euros.
(Jornal de Notícias, 4/Fevereiro)

Ora, ora... é Carnaval! Ninguém leva a mal...
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FOLIA DE CARNAVAL

não durou uma hora o domingo de carnaval
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Quanto dinheiro se gasta nesta festa? Parece que não interessa. Pelo menos, nas palavras de "fonte da organiza-ção": “o Carnaval ‘é uma festa’ e a Câmara de Loulé não organiza o corso 'para ganhar dinheiro".

"Desmobilizámos por questões de segurança e para não se danificarem os fatos dos figurantes e sobretudo as flores de papel que cobrem os carros alegóricos" – acrescentou “a fonte”, nas declarações à Lusa.

Isto, depois de ontem o desfile ter sido interrompido menos de uma hora depois de iniciado e com os “foliões” encharcados até aos ossos.

Por cá, também o Domingo, na Avenida Infante de Sagres, apresentou um cenário frio e desconsolado.

Mas, pronto, é Carnaval e ninguém leva a mal. Pode ser que na terça-feira se possa avaliar a razão por que se deita tanto dinheiro à rua num país com tantas carências...
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sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

GNR DE LOULÉ EM ACÇÃO

heroína, cocaína e dinheiro em quantidade

A GNR de Loulé apreendeu mais de cinco mil doses de droga numa operação de combate ao tráfico, realizada em Quarteira, informou aquela força, em comunicado.

A operação, que decorreu na noite da quarta-feira passada, permitiu à GNR apreender, além das mais de 5 mil doses de heroína e cocaí-na, uma arma, material audiovi- -- foto retirada da Net ------------------- sual e 85.000 euros, em notas.
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Foram detidos um homem de 56 anos e uma mulher de 26, por suspeita de tráfico, e 82, por alegada posse de arma ilegal.

Cerca de 60 militares da GNR estiveram empenhados na acção, em que foram efectuadas seis buscas domiciliárias e uma a um estabelecimento - o café S. Nicolau, há muito conhecido como um dos habituais pousos da marginalidade de Quarteira.

Afinal, a GNR pode não fazer as patrulhas que gostaríamos, mas faz buscas e importantes apreensões.
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CAMARA APOIA O TEATRO

subsidiando companhia de faro

A Câmara de Loulé vai apoiar o projecto “VATE - Vamos Apanhar o Teatro”, atribuindo um subsídio de 5 mil e 412 euros, à Companhia de Teatro do Algarve (ACTA), sedeada em Faro.

Segundo informa a autarquia, “a iniciativa pretende levar a arte dramática até às crianças das zonas rurais, mais afastadas dos grandes centros urbanos e, por conseguinte, com menos acesso à cultura. O projecto baseia-se na transformação de um autocarro de dois pisos numa sala de espectáculos itinerante, com palco, plateia com capacidade para receber cerca de 30 espectadores por sessão, bastidores e camarins”.

Ora acontece que já há cerca de um ano tivemos a oportunidade de, em Lisboa, assistir a uma representação na dita “sala de espectáculos”, pelo que a informação da autarquia sobre o “projecto” de transformação do autocarro só pode estar errada – involuntária ou deliberadamente...

Não se sabe quantos espectáculos a companhia se propõe realizar para as crianças do concelho.

Já agora, ficamos para ver qual será a verba que vai “apanhar” o Teatro Amador de Quarteira, que o “nosso” mestre Alvarinho tão entusiasticamente consegue fazer sobreviver nas mais difíceis condições.
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quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

VELA EM VILAMOURA

prova internacional
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Entre os dias 2 e 9 de Fevereiro, irá disputar---- -se, nas águas do mar de Quarteira, a 34ª Semana Internacional de Vela de Vilamoura.

A prova que é organizada pelo Clube Internacional da Marina de Vilamoura, está integrada no calendário internacional de vela, da responsabilidade da International Sailing Federation.
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Dada a aproximação dos Jogos Olímpicos de Pequim, é de esperar que, à semelhança das edições anteriores, a prova venha a ser disputada por praticantes incluídos nas equipas olímpicas de muitos países inscritos na mais prestigiada competição mundial.

Habituado ao êxito das provas anteriores, o Clube Internacional da Marina de Vilamoura irá, com certeza, acrescentar, este ano, mais uma prestigiante página à sua história, que já data desde 1975.
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(IN)SEGURANÇA EM QUARTEIRA

assembleia municipal protesta com razão
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Em virtude da divulgação de notícias sobre a segurança de pessoas e bens na freguesia de Quarteira, tanto na cidade como em Vilamoura, a Assembleia Muni-cipal de Loulé apresentou, na passada segunda-feira, um voto de protesto con-tra a actividade das autoridades polici-ais pela “forma como têm vindo a consi-derar em matéria de segurança, o conce-lho e em especial Vilamoura, responsabi-lizando-as por todas as consequências negativas dela decorrentes”.

Numa “moção de actualidade e urgência”, perante a inoperância das autoridades locais, nomeadamente das forças da GNR locais, “dos seus comandos e em última instância da tutela do Governo”, a Assembleia Municipal solicita a intervenção do Governo da República, tanto mais que a insegurança está a “atingir graves proporções que põem em causa pessoas e bens, interferindo ainda com a actividade turística, com reflexos negativos a montante e a jusante da mesma”.

A moção salienta ainda a “manifesta incapacidade das forças de segurança em corresponderem de forma mais eficaz à natureza da sua realidade”.
--------------- Fotos retiradas da Net
O curioso disto tudo é que o executivo municipal entende, em nota de imprensa, que, pela sua parte, “já tomou algumas das medidas possíveis, nomeadamente com a criação do serviço de guardas-nocturnos e com a melhorias das condições de trabalho dos efectivos da GNR de Quarteira, com a criação de um novo quartel”.

Se não fosse dramática a situação, seria motivo para uma boa gargalhada que um único guarda nocturno e as instalações da GNR constituíssem, em si, contributo notável para melhorar as condições de segurança de pessoas e bens em Quarteira e Vilamoura!

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segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

MAIS OBRAS NAS AVENIDAS DE QUARTEIRA

… mas não se sabe quando!
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A Câmara de Loulé acaba de anunciar lançou recentemente (sic) um concurso público com vista à repavimentação das vias adjacentes às avenidas Francisco Sá Carneiro e Mota Pinto, de Quarteira. Segundo a nota informativa da autarquia, a obra destina-se a “reabilitar essas vias, por forma a melhorar as condições de circulação e mobilidades nestes locais” (sic).

Afirma-se ainda nessa nota que “a camada de desgaste será reparada em toda a extensão e largura da via. Também os passeios danificados e confinantes com as vias distribuidoras serão alvo de uma requalificação, nomeadamente ao nível das calçadas e lancis.

Nas zonas das passadeiras nos arruamentos perpendiculares às vias distribuidoras, os passeios serão rebaixados, de forma a melhorar as condições de mobilidade”.
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A obra está estimada em cerca de 360 mil euros e os trabalhos serão executados em 105 dias.

É claro que não se sabe quando foi esse “recentemente” em que foi lançado o concurso e, consequentemente, quando começarão as obras.
Nessa altura a CML voltará, com certeza a re-anunciar as obras, com pompa e circunstância, e não dirá, uma vez mais, que nas zonas das passadeiras, os passeios serão rebaixados… porque a obra feita à pressa, há poucos meses… foi mal feita e agora tem de ser corrigida...
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domingo, 27 de janeiro de 2008

A DESCOORDENAÇÃO HABITUAL

o poste das amendoeiras

O ‘Calçadão’ foi alertado; blogues referiram a questão; nada mais nada menos que quatro e-mails foram enviados ao ‘Calçadão’, abordando o assunto.

Toda a gente estava alarmada com um poste da electricidade implantado bem no meio do entroncamento da rua recentemente asfaltada que vem da Abelheira, com a Rua das Amendoeiras.

Afinal, nada de muito grave: acontece apenas que os serviços, como é hábito, andam descoordenados e a EDP teve (ainda) menos pressa em mudar o poste do que a autarquia em asfaltar a rua… Pelo que pudemos verificar, a empresa da electricidade já está a preparar a mudança de localização desse e de outros postes da zona.

Vamos lá ver quanto tempo vai (ainda) demorar a mudança…
nn

sábado, 26 de janeiro de 2008

POEMA DA RENASCENÇA

Comigo me desavim
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Comigo me desavim,
Sou posto em todo perigo;
Não posso viver comigo
Nem posso fugir de mim.

Com dor da gente fugia,
Antes que esta assi crescesse:
Agora já fugiria
De mim, se de mim pudesse.
Que meo espero ou que fim
Do vaão trabalho que sigo,
Pois que trago a mim comigo
Tamanho imigo de mim?

SÁ DE MIRANDA (1481-1558)

Francisco de Sá de Miranda nasceu em Coimbra, doutorou-se em Direito na Universidade de Lisboa e frequentou a Corte até 1521, data em que partiu para Itália. Regressou a Portugal em 1526, depois de um convívio com escritores e artistas italianos que iriam influenciá-lo grandemente. Dessa viagem, trouxe para Portugal uma nova estética, introduzindo o soneto, a canção, a sextina, as composições em tercetos e em oitavas e os versos de dez sílabas. Escreveu a tragédia Cleópatra, as comédias «Estrangeiros» e «Vilhalpandos.
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sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

CHAPELADA ELEITORAL

retrocesso para a democracia
Existe um ethos antidemocrático nalgumas das elites que nos governam que se traduz em medidas legislativas que são um claro retrocesso para a democracia portuguesa.
Os ideais de governação, tais como, o reconhecimento da pluralidade de opiniões, a diversidade de representação dos vários interesses societais, a negociação política como forma de construção das decisões, são postos de lado por esta tecnocracia bem pensante, com custos dramáticos para as práticas democráticas que procuram fomentar a cidadania através da participação dos cidadãos.

Deixo-vos com mais uma opinião contracorrente, das poucas que ainda vão tendo acesso às páginas mais ocultas dos jornais nacionais e que vale a pena ler para reflectir sobre os efeitos antidemocráticos da nova lei eleitoral para as autarquias locaisJornal Público de 23 de Janeiro de 2008. O artigo intitula-se "Chapelada eleitoral" e é de autoria de António Vilarigues.

"O que se pretende é afastar da vereação de 87 % dos municípios portugueses os representantes dos partidos da oposição.

Os deputados da nação eleitos nas listas do PS e do PSD cozinharam, a toque de caixa, os mecanismos que vão permitir nas eleições autárquicas de 2009 uma tremenda chapelada eleitoral.

Ao fazê-lo revelam-se "meninos" obedientes de José Sócrates, Luís Filipe Meneses, Alberto Martins, Santana Lopes e tutti quanti. O pretexto é uma mentira esfarrapada, uma descarada aldrabice. A dita falta de "estabilidade governativa" das autarquias. Só que a realidade, essa "chata", aí está para os desmentir sem apelo nem agravo.

Desde o 25 de Abril de 1974, realizaram-se em Portugal por nove vezes eleições para as autarquias. Todas com o actual sistema eleitoral. Salvo erro ou omissão, nunca, em 31 anos de poder local democrático, um executivo camarário caiu por estar em minoria. O caso recente da C.M. de Lisboa, como é sabido, foi por opção própria do PSD.Existem 308 câmaras municipais. Com base nos resultados das eleições de 2005, apenas 13 %, ou seja, 42, são governadas por maiorias relativas. Onde os problemas de funcionamento, em geral, se têm resolvido pelo conhecido e democrático método da negociação política. As outras, 87%, isto é, 266, são de maioria absoluta.

Onde está pois a "falta de estabilidade"? Acresce que só num país politicamente muito doente é que os dois maiores partidos (PS e PSD) podem defender que as maiorias absolutas são um quase insubstituível pilar da democracia. Na verdade, acordos, negociações, coligações e entendimentos entre diversas forças políticas têm, ou deviam ter, igual dignidade e naturalidade democráticas.

O que está, de facto, em causa nesta legislação não é tanto o garantir na secretaria maiorias absolutas. O que se pretende é afastar da vereação de 87 % dos municípios portugueses os representantes dos partidos da oposição.PS e PSD enchem a boca com loas à participação dos cidadãos e à proximidade entre eleitos e eleitores. Não deixa de ser elucidativo que lhes neguem logo à partida o simples e inalienável direito de, com o seu voto, poderem escolher aqueles que melhor os representem.

Uma questão exige resposta clara. O número de vereadores do executivo é atribuído com base em quê? A resposta só pode ser uma - nos votos recebidos pelos partidos, coligações ou listas de cidadãos. Caso contrário, poder-se-ia afirmar que tinha acabado a democracia.

Como muito correctamente aqui escreveu Vital Moreira (2005/06/25), "(...) a eleição conjunta (câmara e AM) implicaria a natural "bipolarização" não somente na eleição do presidente da câmara municipal, garantindo, na maior parte dos casos, uma maioria fiel e obediente ao presidente, tanto mais que o candidato a presidente se encarregaria de controlar a composição da lista a que ele próprio irá presidir.

(…) A ameaça à democracia municipal desta proposta de reforma está na inaudita concentração do poder nas mãos do presidente da câmara e na domesticação das assembleias municipais".Não podíamos estar mais de acordo. PS e PSD, a direita dos interesses, querem-nos impingir uma concepão antidemocrática da gestão das autarquias. Que acentuará inevitavelmente o carácter unipessoal e presidencialista da governação camarária. Reduzindo ao mesmo tempo a sua colegialidade e transparência. Depois disso, ainda se poderá falar em "poder local democrático?"

Concordam com o António Vilarigues? Eu assino por baixo.

Os gémeos partidos do centro podem bem invocar a "responsabilidade" de quem governa, as "boas" práticas de gestão, uma maior "eficiência" e "eficácia" da governança, que o espírito da lei para as autarquias, aquilo que revela é uma concepção profundamente antidemocrata da vida social.

E nós por cá em Loulé? O PS, sorrateiro, silencioso, seguidista das orientações do partido, obedecendo a lógicas que os interesses das populações e da democracia desconhecem, vão consentindo o retrocesso da democracia local.

O PSD, calado, esfregando as mãos, olha para o aniquilamento das oposições como uma dádiva dos deuses e como uma oferenda nacional para o reforço do já majestático poder do príncipe.

E os restantes cidadãos? Alguns alheados, outros, um pouco mais atentos, mas impotentes face a tais arruaças democráticas, outros revoltados e sem poder de intervenção, comum a todos eles, o aumento do divórcio face aos políticos e aos partidos nacionais.

Triste política e frágil democracia. Resta-nos a "realidade", que é sempre mais "chata" do que aquilo que queremos fazer com ela.

E quando não se pode mudar de governo, resta a solução de mudar de povo. Restará?

in blogue «Movimento Apartidário da Cidade de Loulé», por João Martins, em 24/Jan; fotomontagem de Galiós.
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O HOSPITAL “ELEITORAL”

mais um protocolo para assinar…Todos se devem lembrar como Seruca Emídio e o PSD agitou a “bandeira” do “hospital de Loulé”, nas suas duas campanhas eleitorais para o município.

Uma “bandeira” um tanto esfar-rapada, tendente a iludir os incau-tos que acredita-ram que o doutor iria – tal como afirmava – fazer mais pelo concelho num mandato autárquico que em toda a sua vida como médico (ainda conserva-mos os papeli-nhos onde isso está escrito).

É claro que o ruído à volta da matéria estava cheio de “peças defeituosas” cujo significado era fácil de demonstrar, como realmente foi.

Lembram-se desta assinatura de protocolo? Há tantos anos!...
A promessa do “novo” hospital, depois de algumas vicissitudes (tal como a promessa do “centro de saúde de Quarteira 24 horas por dia), acabou por cair no esquecimento de todos.

De todos? Não! Porque uma “aldeia de malucos” sedeada ali para os lados da Praça da República, acaba de reempunhar o pau da bandeira, anunciando, em nota de imprensa da Câmara, que, para festejar o 20º aniversário da elevação de Loulé a cidade, no próximo dia 1 de Fevereiro, “o executivo municipal vai assistir à cerimónia de assinatura do Auto de Consignação da Obra do Hospital de Loulé, entre a Santa Casa da Misericórdia e a empresa construtora Edivisa, a decorrer no edifício do Hospital”.

E deste protocolo, lembram-se? Ah, mas temos mais, acreditem...
Que bonito: o “Auto de Consignação da Obra do Hospital de Loulé”!
Palavras bem airosas para enfeitar as novas promessas do acto eleitoral para a autarquia, que está já à distância de um ano e picos…
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ALZEIMER RECEBE SUBSÍDIO

a associação trabalha para todo o concelho
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À Associação Humanitária de Doentes de Parkinson e Alzheimer, foi atribuído, pela Câmara de Loulé, um subsídio no valor de 15 mil euros.
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A verba foi atribuída no âmbito do apoio autárquico às Instituições Particulares de Solidariedade Social, uma vez que esta associação presta os seus serviços especialmente junto dos estratos mais vulneráveis.
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A Associação Humanitária de Doentes de Parkinson e Alzheimer, que aplica os seus esforços junto da população de todo o concelho, tem a sua sede em Quarteira, e presta apoio aos familiares e doentes portadores destas doenças, proporcionando aos doentes e seus familiares informações e conselhos sobre as formas mais correctas para as enfrentar.
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Sempre será melhor empregue este dinheiro aqui do que em festarolas desatinadas e foguetórios parolos…
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