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quarta-feira, 9 de abril de 2008

Não há baile para ninguém

… mas há luz nos olhos dos idosos

A Câmara Municipal de Castro Marim, apoiada por outras institui-ções locais e regionais, conseguiu financiamento para meia centena de operações às cataratas da população idosa do seu concelho. A acção de operação às cataratas iniciou em 2002 e, até agora, conseguiu dar resposta a todos aqueles que procuraram ajuda.

O presidente da Câmara de Castro Marim teve, pois, razões para se orgulhar do que faz pelos mais velhos, num jantar em que reuniu os já operados.

Isto, sim, é uma acção notável pela “dignificação e melhoria da qualidade de vida" dos idosos! Não é um bailinho qualquer nem um jantar anual no casino, como se passa no concelho de Loulé…
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terça-feira, 8 de abril de 2008

Baile da Primavera

para o outono da vida
A Câmara de Loulé quer reunir 400 idosos de todo o concelho num evento a que deu o nome de «Baile de Primavera», no próximo dia 12, no Salão de Festas de Loulé.
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Com o teclista Valter Reis a animar a função, pretende a autarquia - “propiciar o convívio e confraternização entre a população deste grupo etário, contribuindo para a ocupação saudável dos seus tempos livres, minorando o seu isolamento e solidão e promovendo a dignificação e melhoria da qualidade de vida destes idosos”, a quem, no final, oferece um lanche.

Que pena que só quando o rei faz anos é que as pessoas se lembrem da “dignificação e melhoria da qualidade de vida" dos que estão no Outono da existência! Nos outros trezentos e sessenta dias podem ficar lá no "seu isolamento e solidão", não?
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A piscina coxa que vamos ter

ignorância, maldade ou estupidez natural?

Acabei de ler, no jornal local «Carteia», uma boa descrição da - “maior obra de sempre em Quarteira”: as piscinas municipais que serão inauguradas no dia da cidade, ou seja, em 13 de Maio.

A designação de “maior obra de sempre” é do presidente da Junta de Freguesia que não é capaz de destrinçar a diferença do que é uma “maior obra de sempre”, do que é, eventualmente, a maior obra municipal de sempre, em Quarteira.

E digo «eventualmente», porque só uma mente muito curta não é capaz de entender que a maior obra de sempre foi a que permitiu à cidade crescer e desenvolver-se como cidade: o rasgar das avenidas de Ceuta, e Sá Carneiro.

Quanto às maiores obras de sempre de Quarteira foram, com certeza: a marina de Vilamoura, o porto de pescas, o Marinotel…

Não vamos falar nas «filosóficas» considerações que o mesmo presidente da junta exprimiu ao jornalista, a propósito das “vacinas para a saúde” e do “equipamento que é já uma loucura”. Quanto ao «complexo desportivo» … havemos de falar noutra altura, para agora não nos tornarmos muito maçadores porque do que queremos falar hoje é mesmo das piscinas municipais.

Na foto acima: as piscinas municipais de Loulé; nas restantes fotos: piscinas de Quarteira
Recordemo-nos que a cidade de Loulé tem um complexo de piscinas; uma interior, com pistas de 25 metros, que não permite competições oficiais: nem de natação nem de pólo aquático; outra exterior, com medidas olímpicas, mas que, por ser exterior e não reunir os equipamentos actualmente julgados essenciais, não pode albergar competições desportivas de nível internacional.

Parece que o executivo autárquico anterior, do PS, terá escolhido um espaço, na Abelheira, onde se poderia construir uma piscina moderna para Quarteira, que reunisse todas as condições para albergar as oito pistas de 50 metros que possibilitassem a competrição oficial de desportos aquáticos.

Com a habitual prática dos políticos «à portuguesa», quem vem a seguir acha que tudo o que foi feito ou imaginado pelos seus antecessores está errado e, vai daí, os que vieram depois decidiram que as piscinas não seriam construídas no espaço anteriormente destinado e toca a mudar.

Para onde? Para um espaço onde não cabia aquela construção.
Então, vá de fazerem um novo projecto que coubesse nesse local.

E quem foi ouvido, com conhecimentos desportivos sobre a matéria? O Instituto do Desporto Português? A Federação Portuguesa de Natação? Atletas praticantes das modalidades de piscina? Não nos consta.

Devem ter escutado a douta opinião de José Mendes e outros «pró-ceres catedráticos» do desporto, da natação e da educação física locais e, vai daí, trataram de construir, perante a indiferença generalizada e com o particular aplauso do executivo da Junta de Freguesia de Quarteira… uma piscina com seis corredores de 25 metros e… dois (!!!) corredores com as medidas certas: 50 metros! Uma piscina coxa!

Pergunta-se: para quê, esses dois corredores? Para que um ou dois atletas possam treinar para os jogos olímpicos ou para competições oficiais? Sim, é que não nos consta que na natação haja corridas de perseguição, como no ciclismo, em que os atletas competem dois a dois, nem contra-relógio, em que cada um corre sozinho. Portanto, competições a sério, nas piscinas de Quarteira… nunca.

De útil, para competições de trazer por casa, restam seis corredores de 25 metros que, com um truquezinho se podem transformar em oito, de piscina curta.

Como a estupidez de quem decide projectar e fazer aberrações não paga licença, os apreciadores das competições de natação ou os jogadores de pólo aquático do nosso concelho continuarão a ter que se deslocar a Faro ou Portimão, enquanto Quarteira ficou com uma piscina coxa que, ou nos enganamos muito ou vai ser motivo de chacota nacional e nunca vai poder albergar um evento internacional ou oficial de grande nível.

É assim que se pretende fazer evoluir o turismo e a economia local? Para não falar nos incentivos ao desporto... (ah, pois, desculpem-me a distracção: para a Câmara de Loulé, desporto significa… futebol).

Não queremos aqui alimentar divergências entre as duas cidades mas que dá ideia de que o actual executivo autárquico pensou assim: «Se em Loulé, não temos… Quarteira não há-de ter!».

Se não foi isso... parece. Ou então, para além de ignorância, tratou-se, pura e simplesmente, de estupidez natural.

A mesma estupidez que entende que uma sala de espectáculos com 180 lugares basta para a população fixa e sazonal de Quarteira…
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sábado, 5 de abril de 2008

Mais creches no Algarve

o investimento corresponde a sete milhões e meio

Em todo o distrito, vão ser criados cerca de oitocentos novos lugares em creche, através de um investimento de aproximadamente 7,5 milhões de euros, no âmbito da segunda fase do Programa de Alargamento da Rede de Equipamentos Sociais (PARES).

Os contratos de financiamento, que vão permitir também a criação de setenta lugares em lares de idosos, foram assinados ontem, 4 de Abril, em cerimónia presidida pelo secretário de estado da solidarie-dade social, Pedro Marques, com quinze Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS’s) da região, entre as quais o Centro Paroquial de Quarteira.

Nas duas fases do PARES já foram aprovados a nível nacional, 16 mil novos lugares em creches e cerca de 15 mil na área de apoio a idosos.
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Faro: o maior número de crimes per capita

a governadora civil diz que a leitura é enganosa

Foto: Polícia de proximidade; protecção a idosos isolados - retirada da Net
Segundo o Diário de Notícias, que divulgou ontem o relatório anual da Segurança Interna de 2007, o Algarve registou no ano passado 69 crimes por cada mil habitantes, tendo registado um acréscimo de 2,1 por cento relativamente ao ano anterior.

Com estes números, o Algarve é referido, pelo Relatório Anual de Segurança Interna, como sendo o distrito que tem o maior número de crimes per capita.

A governadora civil, que é também a coordenadora do Gabinete de Segurança Distrital, Isilda Gomes, contrapõe: “A notícia é baseada nos últimos censos e no rácio per capita e como nós sabemos esses dados são falsos” e acrescenta: “no Algarve não há só 400 mil habitantes. Há mais 70 mil imigrantes legalizados, e dois milhões e meio de turistas só no Verão.

Relativizar é uma forma cómoda de governar: relativizaram-se os maus resultados dos alunos nas escolas – estamos com os alunos mais mal preparados da Europa; relativizaram-se os maus resultados da estruturação agrícola – temos os piores índices de produção; relativizaram-se os números de acidentes rodoviários – temos os condutores mais incivilizados e a pior rede de estradas dos países “a 17”… E por aí fora.

Se continuarmos a relativizar, nem Sócrates, nem o Menino Jesus conseguirão pôr este país nos eixos.
Venha, mas é, essa polícia de proximidade!
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Vamos lá às eleições!

lagos já tem candidato laranja

A assembleia de militantes do PSD de Lagos indicou Nuno Marques, presidente concelhia, para concorrer à câmara municipal daquela cidade, em 2009.

Depois de o CDS-PP ter dado o pontapé de saída, com a indicação de que Alexandre Freitas será o seu candidato em Albufeira, aí está, agora, o PSD a começar "oficialmente" a sua pré-campanha.

Em Faro, é Vitorino a estrebuchar, tentando impor-se como cabeça de lista e parecendo não querer perceber que nem o Justino nem o Bota o querem ver nem pintado; até porque Bota já encomendou umas sondagens... só para ver se o Apolinário se aguenta, não vá o Diabo tecê-las!

Em Vila Real e Castro Marim, já não se fala noutra coisa senão em eleições e candidatos às ditas; e em Tavira, o socialista Jorge Botelho empertiga-se já para enfrentar Macário, a ver se tem mais sorte que Jovita e Fialho.

Mas essas são as pré-campanhas semi-encapotadas.

Ora! Vamos admirar-nos de quê? Há que tempos que os partidos começaram a campanha eleitoral nas autarquias que governam!
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sexta-feira, 4 de abril de 2008

Tenho um sonho!

“a nossa luta sempre, no alto plano da dignidade”

Martin Luther King pronunciou o seu célebre discurso «I have a dream» em 28 de Agosto de 1963, enquanto liderava uma manifestação com mais de 200 mil pessoas.

É desse discurso fantástico que retiramos estes dois excertos:

“Temos de conduzir a nossa luta sempre no nível elevado da dignidade e disciplina. Não devemos deixar que o nosso protesto realizado de uma forma criativa degenere na violência física. Teremos de nos erguer uma e outra vez às alturas majestosas para enfrentar a força física com a força da consciência.”

“Quando permitirmos que a liberdade ressoe, quando a deixarmos ressoar de cada vila e cada aldeia, de cada estado e de cada cidade, seremos capazes de apressar o dia em que todos os filhos de Deus, negros e brancos, judeus e gentios, protestantes e católicos, poderão dar-se as mãos e cantar as palavras da antiga canção negra:
Liberdade finalmente! Liberdade finalmente! Louvado seja Deus, todo-poderoso, estamos livres, finalmente!»”.

Luther King não cumpriu o seu sonho. Morreu assassinado, faz hoje, 4 de Abril, 40 anos.
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Mostra gastronómica de Quarteira

só entra quem a câmara de loulé quiser

Uma iniciativa da Câmara de Loulé, que já teve uma edição no ano passado, decorrerá em Quarteira, entre 30 de Maio e 15 de Junho: «Sabores à beira mar», que a autarquia apresenta como uma “mostra gastronómica da cidade de Quarteira”.

Como a finalidade anunciada é “dar a conhecer ao visitante e ao público em geral a diversidade da oferta gastronómica do concelho”, não se estranha que o evento seja dirigido aos “estabelecimentos de restauração e bebidas que estejam devidamente licenciados na câmara”, mas já se torna esquisito que tais estabelecimentos tenham de estar “compreendidos no perímetro urbano da cidade de Quarteira, podendo no entanto a CML por razões de excepção, integrar restaurantes das zonas limítrofes”. Não se percebe o critério; não se sabe o que se deve entender por perímetro urbano da cidade, se Vilamoura ou a Fonte Santa ferem ou inferem esses limites; e, muito menos, se compreende por que razão os restaurantes eventualmente fora do alcance desses limites não podem contribuir para a “oferta gastronómica do concelho”…

A Câmara de Loulé esclarece que o evento “não tem cariz de concurso, pelo que não haverá prémios pecuniários”, apenas distribuirá “um diploma comprovativo de participação”. Entende-se que, portanto, não há «classificações» e, sem incentivos, é difícil enxergar o que pode mover os restaurantes a inscreverem-se.

Agora estranho, estranho é que, em pleno século XXI, num país cuja Constituição estabelece que é regido pelos princípios da Democracia, o regulamento difundido pela câmara afirme que “a CML reserva o direito de não aceitar a inscrição de estabelecimentos sem necessidade de justificação para tal atitude”.

Sem necessidade de justificação?!!!... Agora, que a Igreja Católica já há anos rejeitou o dogma da «infalibilidade papal», chegou a era da «infalibilidade presidencial da CML»?!
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quinta-feira, 3 de abril de 2008

Festa da Mãe Soberana

a imagem ainda se detém em frente da câmara

No Domingo, 6 de Abril, é o dia da “Festa Grande” da Mãe Soberana, em honra de Nossa Senhora da Piedade, em Loulé.

A festa começa às 10.00 horas, com a eucaristia dominical, a que se segue a saída da imagem, da igreja de São Francisco, para junto do monumento ao Engenheiro Duarte Pacheco, onde também se celebra missa em louvor de Nossa Senhora. Às 16.00, uma nova missa celebrada pelo bispo do Algarve, precederá a procissão que às 18.00 horas, iniciará a subida para o santuário.

Fogo de artificio lançado perto da ermida, por volta das 22.30, marcará o fim da festividade.

Entretanto, a procissão fará uma pausa diante dos Paços do Concelho, porque era aí que, dantes, se elegiam os mordomos e se nomeavam os homens do andor - uma homenagem aos homens que detinham o poder local e que deveriam evidenciar qualidades de «piedade», «honestidade» e «sofrimento».

E agora? Que são os homens do andor, os homens do poder local, os mordomos?
Mãe Soberana!!!… rogai por nós!

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Basta!

«no meu tempo é que era bom!»

A propósito do triste espectáculo do telemóvel na escola do Porto, sentimo-nos com toda a autoridade para dizer «Basta!», uma vez que o ‘Calçadão’ foi dos primeiros a dar a informação e a divulgar o vídeo.

Mas já enoja o aproveitamento que os media têm feito sobre o assunto. Quando lhes falta um “caso Madie”, um ajuste de contas dos gangs do Porto, uma manif em frente de S. Bento, jornais e televisões passam o tempo a «encher chouriços», explorando até à exaustão as imagens, os comentários, as «doutorices» de governan-tes e governados, pais e professores, psicólogos e psiquiatras e tudo o mais que estiver à mão.

Até o Procurador-geral e o Presidente da República têm qualquer ideia para debitar sobre o assunto, sendo já quase uma «moda» que todos nos armemos em moralistas para, com uma palavra «inteligen-te», culpabilizar e criminalizar os jovens deste país.

Quase sem excepção, a ideia dominante é: «isto está um caos; no meu tempo é que era bom – haviam ordem, respeito e disciplina».

Pois, e havia reguadas, bofetadas, ponteiradas e… medo.

Porque o medo não pode ser a base da disciplina e do respeito; porque a desresponsabilização de grande parte das famílias e da maior parte das escolas tem conduzido ao esvaziamento dos conceitos de educação e civilidade; porque cada um de nós esquece a sua quota-parte de responsabilidade, mesmo que não concordemos em absoluto com tudo o que ele diz, vale a pena ler o que hoje escreveu Leonel Moura.

E reflectir.

“Estes miúdos não são mais mal comportados do que nós o fomos no nosso tempo. Não são criminosos em potência como agora se pretende com uma extrema leviandade. Têm, e ainda bem, outras referências, outros interesses, outras ambições. Vivem num planeta diferente. Já agora, um planeta na maioria dos aspectos bem melhor do que o das nossas adolescências. Por isso e como diziam os Pink Floyd: «deixem os miúdos em paz»”.
in «Jornal de Negócios» - online, por Leonel Moura, 3 /Abril
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Cem anos do mercado de Loulé

festa com uma exposição e um filme promocional

No mercado municipal de Loulé, vai ser inaugurada amanhã, 4 de Abril, a exposição “Antes do Mercado”, onde serão apresentadas cerca de duas dezenas de peças encontradas em escavações arqueológicas realizadas no mercado, durante a sua construção e durante as obras de remodelação.

A seguir à inauguração da exposição, será apresentado o filme - “Mercado municipal de Loulé – 100 anos”, no qual, Seruca Emídio fala sobre a requalificação do edifício e explica porque neste se mantém um comércio tradicional.

O ‘Calçadão’ do que gostaria era que o edil explicasse porque é que, durante a campanha eleitoral, ele criticava a falta de estacionamen-to para o mercado e, depois das obras, os lugares para estaciona-mento, em vez de aumentarem… foram reduzidos a quase nada.
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Projecto Algarve Central

para “a formulação de estratégias de cooperação”

Loulé, Faro, Olhão, S. Brás de Alportel e Tavira estabeleceram uma parceria com a Direcção Geral de Ordenamento do Território para uma acção denominada “Algarve Central – Uma parceria territorial”, consequente de uma candidatura às “Redes Urbanas para a Competitividade e a Inovação”.

O projecto visa “promover a formulação de estratégias de cooperação e a constituição de uma rede de cidades com massa crítica suficiente para atrair e desenvolver novas funções urbanas e actividades inovadoras”.

As palavras são bonitas; o investimento para a acção preparatória é de 210 mil euros, sendo 100 mil pagos pela Direcção Geral e 30 mil pela a câmara de Loulé.
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quarta-feira, 2 de abril de 2008

Fazer atletismo em Quarteira

só se for no quarteirense?
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Relativamente ao e-mail que ontem publicámos, enviado por um amigo nosso, depois de uma série de consultas, estamos em condições de poder comentar o que se passou na sessão de câmara que se realizou em Quarteira, no dia 26 de Março:

Artur Domingos, um já antigo atleta de gabarito foi, durante vários anos, treinador de atletismo no Quarteirense. A certa altura, porém, as relações entre ele ou entre a secção de atletismo e a direcção do Quarteirense ter-se-ão deteriorado a tal ponto que o treinador terá preferido abandonar o clube.

Sabe-se que, muitas vezes, as relações de afecto que se estabelecem entre os treinadores das chamadas «modalidades pobres» e os seus atletas fortalecem-se de tal forma que, ao sair o treinador, os atletas preferem segui-lo para outros clubes.

Neste caso, Artur Domingos não foi para outro clube: porque o artigo 46º da Constituição da República Portuguesa diz que “os cidadãos têm o direito de, livremente e sem dependência de qualquer autorização, constituir associações, desde que estas não se destinem a promover a violência e os respectivos fins não sejam contrários à lei penal”, o treinador preferiu rodear-se dos seus pupilos e criar a sua própria agremiação.

Nasceu, deste modo, o Centro Desportivo de Quarteira, clube que mantém em actividade nada menos que sete dezenas de atletas federados e mais uns quantos não federados.

Ora, um clube de atletismo não faz sentido se não tiver condições para treinar, a menos que a sua única modalidade seja a corrida de fundo, em estrada.

O Estádio Municipal de Quarteira tem uma pista de tartan e Artur Domingos, convicto de que a letra da Constituição da República é para ser cumprida, porque esta, no seu artigo 70º, diz que “os jovens gozam de protecção especial para efectivação dos seus direitos económicos, sociais e culturais, nomeadamente (…) d) Na educação física e no desporto”, e acrescenta que “o Estado, em colaboração com as famílias, as escolas, as empresas, as organizações de moradores, as associações e fundações de fins culturais e as colectividades de cultura e recreio, fomenta e apoia as organizações juvenis na prossecução daqueles objectivos”, por várias vezes procurou ir, com os jovens que treina, utilizar a pista.

Com grande espanto, tem-lhe sido vedada essa utilização e, por isso, Artur tem, repetidamente, dirigido à autarquia um pedido de audiência que, sistematicamente, tem sido ignorado.
Para pôr as coisas em pratos limpos, Artur Domingos, munido de toda a documentação, foi assistir à reunião da Câmara, mas, apesar das suas repetidas afirmações de que não pretende qualquer subsídio mas apenas a utilização de um bem público, o presidente da Câmara, de forma pouco coerente, ter-lhe-á sugerido que a sua saída do Quarteirense se destinou apenas a ir mamar na teta do subsídio autárquico e que o Quarteirense poderá sempre receber quem pretenda fazer atletismo.

Paulo Bernardo, vereador com o pelouro do desporto, por sua vez, terá por várias vezes tentado confundir o treinador (e a assistên-cia?) dizendo que a Câmara só atribui subsídios aos clubes que têm «utilidade pública».

De nada serviram as insistentes afirmações de Artur, repetindo até à exaustão que nunca pediu qualquer subsídio. Paulo Bernardo fingiu (?) que não percebeu.

Mas o pior ainda estava para vir: a certa altura José João Guerreiro, presidente do Quarteirense pediu a palavra e falou, falou, falou, numa clara tentativa de humilhação do treinador, a quem chegou a acusar… de que a sua mulher trabalhou para o Quarteirense e recebia até «uma pequena quantia»…

Depois do escândalo que foi a lavagem de roupa suja da Apromar, numa sessão da Assembleia de Freguesia de Quarteira, veio agora o presidente da Câmara a Quarteira permitir que uma reunião autárquica se transformasse numa assembleia de ajuste de contas do Quarteirense…
E os atletas de Artur Domingos, continuam sem lugar para treinar!
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terça-feira, 1 de abril de 2008

Subsídio em nome do comércio local

xico-esperteza ou inovação propagandística?
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Na última reunião de Câmara foi aprovada a atribuição de um subsídio à associação ACRAL para esta realizar um conjunto de actividades de animação na cidade de Quarteira, no âmbito duma candidatura a um «Mod-com – Projecto de Promoção e Animação de Quarteira», projec-to que, teoricamente, se destina a proteger o comércio tradicional local, atraindo os consumidores à zona comercial da cidade.

O projecto incluirá uma «feira de retalho», um «desfile infantil no dia da criança», a criação de um «logotipo do comércio de Quarteira», um «roteiro do comércio local» e a criação de um «sistema de som nas ruas do comércio local de Quarteira, que permita difundir todo o tipo de conteúdos, desde publicidade do comércio local, institucional e de outros produtos e serviços, informação de interesse para a população, assim como música ambiente», como se não nos bastasse já o incómodo que provoca a poluição sonora, no Natal…

Projecta-se, com isto, um investimento teórico com um tecto de 77 mil euros, dos quais, 31 mil saem directamente dos cofres municipais.

Estaremos enganados ou o tal «projecto Modcom» é uma imitação de uma “xicoesperteza” que, em Loulé, realiza coisas como as «noites brancas» e as «noites das bruxas»? Se for assim… serão mais uns a esbanjar o nosso rico dinheiro em actividades em que só os organizadores vêm vantagens?!...
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São para isso as reuniões de câmara?

dispensamos peixeiradas em reuniões autárquicas

"(...) recomendo-lhe, vivamente, que se informe dum facto ocorrido na última reunião de Câmara que decorreu aí em Quarteira.
Disseram-me que um treinador de ginástica ou atletismo foi praticamente humilhado em público só porque pediu à Câmara que seja facultada, ao clube que dirige, a possibilidade de utilizar as pistas de atletismo do Estádio Municipal de Quarteira e que o Dr. Seruca lhe terá dito, mais ou menos isto: «se querem praticar atletismo, inscrevam-se no Quarteirense». Disseram-me ainda que o dito treinador vem pedindo, há vários meses, para ser atendido pelo Vereador do Desporto da Câmara, que será o mais jovem da Vereação, mas que este não o recebe com o pretexto de, segundo me disseram também, não querer atribuir subsídios a esse clube, subsídios que aliás, parece que ninguém pediu. Parece que, depois disso e com a benevolência do Dr. Seruca, um director do Quarteirense transformou o assunto numa espécie de comício (...) "

O que acima está transcrito é parte de um longo e-mail que nos foi enviado por pessoa amiga. Demorámos dois ou três dias a informar-nos e, depois de escutar várias fontes fidedignas, parece que estaremos em condições de relatar o que se terá passado nessa reunião autárquica, que decorreu em 26 de Março. No entanto, vamos procurar ainda confirmar alguns pontos obscuros, antes de o deixarmos à consideração dos leitores.

Será lamentável se se confirmar que, depois do escândalo que foi a lavagem de roupa suja da Apromar, numa sessão da Assembleia de Freguesia de Quarteira, tenha vindo agora o presidente da Câmara, a Quarteira, permitir que uma reunião autárquica se transformasse numa assembleia de ajuste de contas do Quarteirense… Haja decoro!
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