
Será um sinal de que a juventude portuguesa começa mesmo a interessar-se seriamente pela política?

Será um sinal de que a juventude portuguesa começa mesmo a interessar-se seriamente pela política?

A medida foi hoje homologada pelo Secretário de Estado do Turismo, Bernardo Trindade, no âmbito do «Plano de Obras de 2009» da Zona de Jogo de Loulé, e destina-se ao financiamento de projectos que visam a reabilitação turística e patrimonial do concelho de Loulé.
Entre estes projectos destacam-se as remodelações do Cine-Teatro de Loulé e da “artéria turística de Quarteira” e a beneficiação do Posto de Turismo desta cidade.
Ficamos na dúvida do que se deve entender por «artéria turística de Quarteira»...

Diz-se no comunicado – que se baseia no discurso de Joaquim Vairinhos no jantar de apresentação da sua candidatura - que “há na política pessoas que não são capazes de se adaptar às circunstâncias do tempo em que vivem".
Acrescenta o documento que o candidato socialista “demonstrou ser um homem com um pensamento do século passado e com propostas de acção centradas, exclusivamente, na mesquinhez política, no ataque pessoal e na tentativa de desacreditação da actividade do actual executivo da Câmara Municipal”.
Entre críticas, umas mais pertinentes que outras, refere ainda o comunicado a “infeliz presença na Assembleia Municipal, a cujas sessões faltou sistematicamente” e afirma que Vairinhos varre “para debaixo da mesa todos os atropelos à democracia que protagonizou nos dez anos em que esteve no governo municipal” e, além de denunciar que o professor pretendeu apoderar-se da autoria de obras que foram feitas pelo Estado ou por Vítor Aleixo, o comunicado é taxativo: “o candidato do Partido Socialista não tem uma única proposta válida e credível para a vida do concelho”.
Assim, o PSD/Loulé, lamentando “que se regresse em Loulé a uma política marcada por manifestações de pouco elevação cultural”, garante que Seruca Emídio “irá pugnar para que se inverta o rumo da discussão política e se destaquem as propostas que possam contribuir para a melhoria de vida de toda a população do concelho”.
É isso que os louletanos de todos os quadrantes desejam.
Mas dispensava-se muito bem a referência à “vida «colorida»” de Joaquim Vairinhos. Isso não contribui para a “elevação cultural” do debate político.

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Surpreende, porém que a Câmara de Loulé quase tenha deixado passar o facto, sem dele ter dado conhecimento. Na informação que divulgou no seu site, nem sequer fez referência ao espectáculo. Para a autarquia de Loulé, no dia 20, apenas se indica que um tal Xico Barata actuará no Calçadão.
Mas fez referência aos “de fora”: Teatro ao Largo, no dia 12 e ACTA, no dia 18. Para cada um destes espectáculos fez mesmo informação especial que divulgou.
Mas os da casa… esses não mereceram qualquer referência.
São de Quarteira. É só isso. Não vale a pena…
Imagens: Fotos retiradas na Net
"A noite decorria mansamente, no Calçadão. Um serão de Sábado igual a tantos outros, com toda aquela gente de um lado para o outro, arrastando-se numa moleza a que só esporádicos gritos de criança emprestavam um pouco de alegria.
Ontem, sexta-feira, estive em Faro, à noite. Ida do jardim, subindo a rua de Santo António, devagar, deslocava-se uma patrulha ciclista. Próxima das pessoas. Se houver crime ou infracção, eles darão com isso, certamente.
Diferente modo de proceder! Mas a GNR de Quarteira tem outras prerrogativas?
Agora digam-me que é por falta de efectivos que, nesta cidade, as patrulhas se fazem de carro, mesmo nos lugares reservados exclusivamente aos peões.
Ah, sim, se fossem a pé, iam ter trabalho
".Quem é capaz de discordar do que diz o nosso leitor? Nós não o faremos.
O país está envolto numa neblina política que promete manter-se até Outubro. Os meios de comunicação, os cartazes, as cerimónias públicas, as inaugurações, tudo concorre para uma concepção redutora: a ‘fulanização’ da política nacional.

Pina acumulava o cargo (como já acumulara o de Governador Civil) com a reforma do Ministério da Educação. António Pina não poderá acumular a reforma e o posto de trabalho, em virtude de se ter reformado com apenas 36 anos de descontos.
Ganhar o ordenado inteiro e mais um terço de reforma… privilégio de políticos!...

Desta vez, não sabemos se foi para justificar a sua decisão de tro-car a Medicina pela “profissão mais nobre e importante para qual-quer cidadão: ser Político”, se foi para dar mostras dos seus hábitos de higiene, se foi para demonstrar a sua democraticidade, ou se foi, pura e simplesmente, um ajuste de contas entre congéneres.
"Por estes dias ficámos a saber que a direcção do PS não irá viabilizar a duplicação de candidaturas às eleições legislativas e autárquicas. Não interessa aqui aferir da bondade de tal decisão, conquanto esse critério não foi observado nas recentes eleições para o Parlamento Europeu, o que sempre pode configurar uma medida de puro circunstancialismo político-partidário para convencer os mais incautos, com vista aos próximos actos eleitorais.
O que interessa saber é se esta decisão se filia na perspectiva dos partidos proverem a dignificação do que entendo ser a profissão mais nobre e importante para qualquer cidadão: ser Político. Ao contrário, veja-se o que se passa com os ‘políticos profissionais’ que gravitam na política nacional e também local, onde o concelho de Loulé não deixa de ser bem exemplo. Por isso, é nossa convicção que é a partir de actos de ‘higienização’, vitais à democracia, que a ética política se constrói."
in «Diário da Manhã», 16/jun/2009, por Seruca Emídio

Porém, hoje, ao entrarmos na pastelaria onde costumamos ir tomar a bica, deparamos com a agenda «Verão’09 Quarteira», que inclui o programa de eventos estivais para os meses de Julho, Agosto e Setembro.
Muito bem. Ou quase…
É que, infelizmente, a agenda não corresponde à que foi oportunamente divulgada no sítio da CML. Coisas feitas sem apuro, sem demonstrarem grande consideração pelos utentes.
NOTA: Ah, é verdade: já corrigimos a nossa agenda no banner, segundo as indicações do livrinho...

Este ano, a concentração aguarda perto de 25.000 motociclistas – ou motards, como eles gostam agora de ser chamados – o que trará maior confusão no trânsito nas entradas da cidade, seja pela IC1, seja pela EN125 ou pela Via do Infante, e em todos os circuitos de movimentação entre a concentração, a praia de Faro e o centro da cidade.
Por isso, foi reforçado o contingente da GNR destinado à vigilância, controlo e prevenção: mais de 900 militares da GNR vigiarão, a partir de hoje, e durante quatro dias, todos esses percursos.
Isto significa que, a cada agente da GNR corresponderão cerca de… 27 motoqueiros!
Surpreendente, não é? Numa região onde avistar uma farda começa a ser quase tão difícil como encontrar um trevo de quatro folhas…

Que não está tudo correcto… isso sabemos.
Ainda ontem, no palco ao fundo do Calçadão, actuavam os «Fina Flor», um conjunto de música popular, a poucas dezenas de metros de um bar onde a música ao vivo se misturava com a que vinha do palco. Mal feito. Responsabilidade de quem?
Imagem: A música ao vivo a dar oportunidade a um passinho de dança
Percorrendo a marginal, viemos encontrar outro bar com música ao vivo, a atrair os passeantes a um bailarico improvisado. Depois, mais aqui e ali, outros bares, outras músicas, mais discretas.
Na praça do Mar, nada. E que bem ali assentaria um bailarico com os «Fina Flor»! E chegámos à Rua Vasco da Gama. Dali, debandava já um qualquer rancho folclórico que em parte alguma víramos anunciado.
Quer dizer: perdoando ainda a mendicidade disfarçada de vendedo-res de balões mascarados de palhaços ou de homens mais ou menos estátuas, perdoando ainda a miserável feira de pechibeques, mala-quecos ambulantes e fotógrafos-tecnológicos, a animação não falta.
O que falta é que alguém coordene, alguém que publicite. Alguém com cabeça.