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quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Assim nos trata o poder central

macário não gostou de ser ignorado
Macário Correia, presidente da Câmara de Faro, em nota enviada hoje à comunicação social, lamentou hoje não ter sido informado ou convidado para participar numa visita que o ministro da Saúde realizou ao Hospital Central do Algarve.

Diz que soube da visita do ministro Paulo Macedo por uma "informação puramente particular".

E, porque não foi informado pelas "vias oficiais e protocolares usuais [praticadas] há dezenas de anos, por vários Governos", Macário fez o que lhe competia: deixou o ministro a coçar-se sozinho.

Fez bem.

Se o governo pretende menosprezar os algarvios, por que raio haviam os algarvios de prestar vassalagem ao seu representante?

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Protestos contra portagens cada vez mais suaves

cada vez menores as concentrações
A ideia era fazer um cordão humano entre Vale da Venda e Patacão para protestar contra a introdução de portagens na Via do Infante.

Umas duas dezenas de «convocados» apareceram. José Vitorino, patrono de causas perdidas, apareceu também, com meia dúzia de «apóstolos».

Aquele punhado de gente não deu nem para cordão nem para cordinha.

Um fiasco, como seria de esperar, perante o excesso de conformismo com que o Zé Povinho tem enfrentado a vaga de «assaltos» à carteira e ao bem-estar, de que temos sido vítimas. Uns, por passividade, outros por angélica inocência de quem quer acreditar ainda que a culpa foi do «outro».

Assim se vai perdendo o «direito à indignação».

Quanto às portagens… Passos Coelho tem estado calado mas, perante estes fracos protestos (protestos?! – não, murmúrios) é capaz de perceber que é altura de passar das palavras às obras. Nessa altura se confirmará que o governo se está borrifando para o facto previsível de que portajar a Via do Infante trará consequências graves para a região.

Entretanto, os promotores anunciam estarem dispostos a encetar novas formas de luta “ainda mais”(?)tumultuosas, "assim que sair a resolução do Conselho de Ministros a definir o preço das portagens, as discriminações positivas".

Vasconcelos, da comissão promotora, afirmou que “Isto é o início de um conjunto de acções que iremos ter no futuro contra a introdução de portagens”.

domingo, 14 de agosto de 2011

«Uma festa de unidade e proximidade»

o calçadão vai vestir-se hoje com cor de laranja

A denominada «Festa do Pontal», que, pela mão do PSD/Algarve, marca a reentrada política do Partido Social-democrata irá realizar-se logo, pelas 20 horas, no “Calçadão” de Quarteira.

Para além das intervenções políticas do presidente do Partido, Pedro Passos Coelho e do presidente do PSD Algarve, Luís Gomes, a festa contará com intervenções de dirigentes locais e regionais do PSD.

O jantar será animado pela actuação dos grupos algarvios Projecto M90 e IRIS.

Luís Gomes foi dizendo: “Queremos que seja uma festa de unidade e proximidade”.

sábado, 13 de agosto de 2011

Presidente da AR provoca acidente em Faro

festejos laranja começam com fruta ácida

Assunção Esteves vinha distraída? Depressa demais, lá isso, vinha; porque é velocidade excessiva a que não permite parar no espaço disponível à sua frente.

E como a presidente da Assembleia da República vinha,,, um bocadinho nas nuvens, há bocado, à saída de Faro, não reparou que dois carros à sua frente tinham parado para dar passagem a uma idosa que atravessava na passadeira.

Vai daí… pimba! bateu com estrondo no veículo que estava à sua frente, o qual, por sua vez, foi atirado para cima da velhota.

Resultado: a senhora idosa foi parar em estado grave, ao hospital. Três carros ficaram amolgados e os donos com as férias estragadas.

E Assunção Esteves? Bem, essa deve estar arrependida de ter vindo, atrás de Cavaco e de Passos Coelho, passar férias ao Algarve, como se o país estivesse a nadar em prosperidade.

Deixe lá Assunção. A festa no «pontal de Quarteira» irá ajudá-la a descalçar esta «bota»…

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Bota faz jus à fama de irrequieto, com nova proposta

para que os europeus reformados possam adquirir aqui habitação
O deputado Mendes Bota, eleito pelo PSD/Algarve, considerando que existem 350.000 fogos construídos por vender, e que Portugal tem apenas 150.000 proprietários estrangeiros de segunda habitação, contra dois milhões na Espanha, questionou o ministro da Economia, Álvaro Pereira, sobre a possível criação de um «Estatuto do Cidadão Europeu Reformado e Residente», associado a um plano de incentivos fiscais.

Segundo Bota, isso iria “atrair investimento estrangeiro, criar empregos, dinamizar a economia, aumentar as receitas do Estado, combater a crise do sector da imobiliária turística e reforçar a liquidez do sistema bancário” e lembrou que existem 20 milhões de reformados nos países do Norte da Europa, com mais de 55 anos, e com rendimentos médios de 55.000 euros anuais, com os quais teriam, além de um clima excepcional, "um nível de vida muito mais elevado em Portugal".

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Umas espécie de… afundanço

jornalistas do «barlavento» batem em bloco com a porta
O semanário «barlavento» (propriedade da Mediregião, cujo capital é detido em 50 % pela Alicoop e em 40% Alisuper, sendo os 10% restantes propriedade do director) atravessa um momento difícil, com a saída em bloco, hoje, dos cinco jornalistas, incluindo a chefe de redacção.

Não se trata apenas de problemas económicos, se bem que estes comecem a ser incomportáveis para o jornal; mas a "falta de diálogo interno e de vontade de concretizar ideias para mudar a situação", trouxeram problemas insanáveis acumulados em 11 anos, e que atingiu o clímax com as recentes atitudes do director Helder Nunes.

O mal-estar interno já era conhecido do ‘Calçadão’, que soube do impacto na redacção do semanário provocado pelas reacções exteriores, inclusive do nosso post intitulado «Uma espécie de… gramofone», do passado dia 31 de Julho, em que se denunciava uma espécie de… mudança de casaca de Hélder Nunes.

Este, procurando minimizar as reacções dos jornalistas, apenas garante que “o jornal vai continuar”.

Mas, certamente, sem o corpo redactorial actual já que, segundo o «Observatório do Algarve», Elisabete Rodrigues, chefe de redacção, anuncia “um novo projecto, com edição online e impressa que deverá nascer no final deste ano”.

Quem cala consente

utentes da via do infante indignados com macário correia

A Comissão de Utentes da Via do Infante não desarma. Divulgou um comunicado a condenar “as lamentáveis declarações do Eng. Macário Correia, onde este, de forma inequívoca, aceita as portagens na Via do Infante”, e afirma a sua estranheza pelo “silêncio comprometedor da AMAL sobre a gravidade de tais declarações”, uma vez que esta “não tomou qualquer posição pública na sua última reunião do passado dia 25 de Julho”.

Afirma a referida comissão que esta entidade, ao não tomar qualquer posição perante as recentes declarações do seu presidente, “além de consenti-las, tornou-se conivente com as mesmas e, assim, desacredita-se totalmente perante os algarvios”.

Segundo o comunicado, “nada justifica a colocação de portagens no Algarve [e] os algarvios já demonstraram que rejeitam inequivocamente as portagens na Via do Infante” e, finalmente anuncia que “novas grandes lutas irão ocorrer no Algarve, nos próximos tempos, contra as portagens na Via do Infante”, entendendo que “o êxito das reivindicações depende de uma forte mobilização de todos os algarvios”.

Mas quem é que não tem reivindicações actualmente, neste país? Chegou-se a um ponto em que até a banca acha que tem de reivindica; como não acharemos nós que temos de pagar todos os desvarios de sucessivos governos desde o do próprio Cavaco Silva, que agora descobriu a maneira de botar discurso diariamente sem nada dizer, ou desdizendo hoje o que disse ontem?!...

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Neves, Apolinário e o assessor

com explicações sobre o uso do twitter e muito mais

Em tempos, fomos bons utilizadores do Twitter e, através dele e dos muitos amigos que temos por aí, íamos sabendo, «na hora», as novidades.

Foi assim que pudemos anunciar em primeiríssima mão, o conteúdo e deliberações de todas as reuniões da Comissão Política Nacional do PSD, desde Santana Lopes e Filipe Meneses até à queda de Manuela Ferreira Leite.

Foi assim que, antes que qualquer órgão de informação o pudesse publicar, anunciámos a «escolha» de Gonçalo Amaral para candidato à Câmara de Olhão; foi assim que, dez minutos após a recusa liminar deste nome por parte da Manuela, o ‘Calçadão’ transmitiu a notícia e a reacção amarga de Mendes Bota.

Foi assim, ainda, que soubemos da designação de Silva Gomes para assessor do Governo Civil de Faro.

Foi assim que pudemos dar a constituição das listas, tanto do PS como do PSD, candidatas às últimas autárquicas em Loulé, Faro, Portimão, Lagos e Tavira, antes que outro «órgão noticioso» pudesse fazê-lo.

Foi assim que estas e muitas outras notícias, de interesse regional ou local, foram publicadas no ‘Calçadão’, antes que outros tivessem oportunidade de as divulgar. O Twitter era, então o nosso mais precioso auxiliar.

Depois percebemos os riscos que as chamadas «redes sociais» podem constituir para os seus utilizadores e cortámos com o Twitter. Definitivamente e com muita pena.

Hoje, as notícias chegam-nos mais devagar. Às vezes pela própria imprensa ou pelos noticiários televisivos – exceptuando as reuniões partidárias onde algum dos responsáveis deste blogue ainda tem entrada. O ‘Calçadão’ ficou a perder, em termos de «sprinter». Talvez tenha ganho em termos de tempo para reflexão, análise e consulta de imprensa.

Essas foram as razões por que só hoje nos debruçamos sobre os efeitos da eleição do secretário-geral do PS nas assembleias algarvias.

Paulo Neves e José Apolinário derrotados por assessor

Este é o título com que o jornal «barlavento» assinala o desaire da lista promovida pelos candidatos à Câmara de Faro e Entidade Regional do Turismo do Algarve, num arranjo pré-combinado.

As coisas ficaram pretas para ambos, com esta derrota. Acossado pela presença de Joaquim Vairinhos (que regressa às lides com a eterna mira do turismo algarvio, teimando em não perceber que a sua vexatória derrota nas últimas autárquicas, em Loulé, deitaram sobre a sua sepultura política a última pá de terra), a Paulo Neves (que, na última reunião da Comissão Federativa, foi «cruel» para com Miguel Freitas) restaria a disputa da Câmara de Faro, barrando o caminho a José Apolinário, seu camarada de viagem (que também não chegou a perceber que Faro sempre olhou qualquer olhanense com desconfiança).

O assessor

Pareceria que a derrota desta lista decretaria também o velório de Miguel Freitas.

Com o que não contava a dupla Apolinário/Neves era com a intromissão de outro boy, o tal «assessor» de que fala o «barlavento»: Luís Graça, saído da «cantera» de Freitas, onde outros pontificam ainda, à espera do maná (António Pina, Jamila Madeira, Sérgio Viana, Fernando Anastácio, Hugo Nunes, António Eusébio, Célia Rodrigues Célia Brito, José Graça, Nuno Aires, etc, etc).

Com efeito, este moço está condenado a ser assessor. Foi assessor de Apolinário na Câmara de Faro e, com a derrota deste, recebeu a carta de boy para assessor do presidente da Segurança Social de Faro. Um assessor tão… assessor, tão assessor, que, ao que se soa por aí, nem tem serviço distribuído e parece que a sua missão é a de limpar o pó da secretária do chefe e tirar umas fotos nas «visitas oficiais» do responsável maior da SS de Faro às IPPS algarvias.

Punhaladas fraternas em Loulé

Outro «ponto quente» desta pugna pós eleitoral do secretário-geral e pré-eleitoral do Congresso Federativo, pode estar em Loulé, com o regresso de Vairinhos, apoiante de Assis, em oposição à lista de Vítor Faria, Presidente da Concelhia (lista encabeçada pelo coordenador de Quarteira, que sempre se manifestou pró-Aleixo e anti-vairinhista).

Faria foi director de campanha de Vairinhos, nas últimas autárquicas e saiu a meio, batendo estrondosamente com a porta, quando percebeu que Vairinhos não o incluiria na lista para a vereação.

Faria saiu, enviando uma nota de imprensa em que prometia «pôr a boca no trombone» mal passassem as eleições. Não o fez – sabia perfeitamente que, tal como acontecera em 2001, relativamente a Aleixo, ele fora, uma vez mais, um dos principais fautores da derrota de Vairinhos.

domingo, 31 de julho de 2011

Uma espécie de… gramofone

“fazendo de conta que” o quê? que era cego, surdo e mudo?

O semanário «barlavento», pela pena de Hélder Nunes, seu director, funcionou até há poucas semanas, como um gramofone… do segmento mais retrógrado do PS/Algarve, personificado numa «espécie» de líder algarvio de triste inacção e de nome de Miguel Freitas.

Isto, até ao momento em que os socialistas algarvios perceberam quem era esse Freitas que se fez rodear duma «espécie» de lacaios que, à sua volta, viviam para bajular a criatura. E, quando descobriram – tarde e a más horas – ao fim de seis anos, que Freitas suportava a postura dourada em viscosos pés de barro e lama, finalmente, empurraram-no porta fora.

O «barlavento» (ou o Hélder Nunes) parece que também só ao fim desses seis anos o percebeu e, agora, impiedosamente, reconhece que o homem não passa de «uma espécie»!


ESCRITO DO BARLAVENTO

  • Uma espécie
    Afirma-se como uma espécie de governador civil.

    O deputado Miguel Freitas, ao fim de seis anos, descobriu que os eleitores algarvios não tinham quem os representasse.

    Vai daí, decidiu ocupar o Governo Civil de Faro à segunda-feira para receber os cidadãos, fazendo de conta que os protestos e críticas que lhe forem apresentados terão eco no Parlamento.

    Quando o PS estava no poder, Miguel Freitas tinha o pensamento virado para Bruxelas e para a alta política, esquecendo-se que o povo que hoje quer ouvir já existia.
    E o povo, por vezes, é uma chatice – torna-se ingrato e não vota em quem não olha por ele”.

    Transcrição literal: «barlavento», 28 de Julho
E nós acrescentamos: e só agora, ao fim de seis anos, é que Hélder Nunes resolveu dizer o que já sabia e tinha o dever de denunciar? Para onde teria o pensamento virado?

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Os Vira-casacas Algarvios

onde se fala de cores, coluna vertebral, jobs e de auto-estradas
É costume e todos lhe conhecemos os contornos: de cada vez que há mudanças no poder, logo surgem, como cogumelos, as mudanças de opinião. Muitas vezes, essas mudanças são lentas e graduais; outras vezes são drásticas e repentinas, mal se percebe que as coisas estão prestes a mudar.

O «Zé-pagode» conhece os figurões e, desde os tempos da Tomada da Bastilha, crismou-os de «vira.casacas». São os que navegam à bolina, desprezando os valores éticos, morais, políticos e culturais.

Quase sempre são os mesmos que, até então, bajulavam e aplaudiam o poder, aqueles que «descobrem», de um momento para o outro, que andavam enganados e correm a aplaudir o novo poder. Representam eles o pior extracto da sociedade.

Para eles, contam apenas as «regras» que lhes viabilizam vantagens pessoais. Não lhes importam os meios - o que não significa que não saibam que são atitudes reprováveis. Mas o que lhes sobra em esperteza, falta-lhes em verticalidade na coluna vertebral.

São os mesmos que correm a rodear os «novos senhores», satisfazendo-lhes o ego e o narcisismo. Aconteceu há meses à volta de Passos Coelho, como aconteceu agora com António Seguro.

Mas ai dos que derem ouvidos aos encómios de momento; mais mês menos mês, haverá que pagar as fidelidades. Governo que se deixe rodear por essa corja estará para sempre refém dessa espécie de boys, por mais que jure e tresjure que consigo não contarão com jobs.

Veja-se o que aconteceu no governo de Guterres e agora, apesar do «aviso prévio» da não criação de jobs para os seus boys, veja-se o que já aconteceu na Caixa Geral de Depósitos, numa penada enxameada por «fiéis» sem currículo – e o novo governo só cumpriu o primeiro mesinho de mandato.

O vira-casaquismo já está na berlinda: mesmo perante o aumento de impostos associado à retenção do equivalente a metade do 14.º mês - uma medida intrinsecamente má que todos condenariam no governo anterior – muitos não tiveram pingo de pudor em elogiá-la, como se uma medida pudesse ser boa ou má conforme a cor de quem a decide.

O mesmo se tem passado à volta do pagamento das auto-estradas. O actual governo, quando ainda o não era, acorrera peremptório: «ou pagam todos, ou não paga ninguém». Depois assumiu o poder e as portagens continuam a ser como enfeites de Natal nas tais ainda Scuts, apesar de todos sabermos da inevitabilidade dessa cobrança, para um governo que precisa de dinheiro como o pão para a boca.

No Algarve, os «politiquinhos» têm andado como seara oscilando ao vento: Mendes Bota - um bocado mais esperto que os outros - um dos mais acérrimos algozes do pagamento de portagens, tem-se, aos poucos, apagado e silenciado; Freitas – outro que sonhou um dia vir a ser «vice-rei dos Algarves» - coitado, já nem sabe o que dizer, manifestando-se num dia «sim», noutro «não» e num terceiro «nim», clamando pela «conclusão» das obras da 125 – como se isso fosse previsível para os próximos tempos ou servisse para alguma coisa.

Faltava o terceiro que ambiciona vir a ser o Alberto João do Algarve: Macário Correia. Ainda há semanas, quando tínhamos um governo «socrático», jurava «fidelidade eterna» aos que condenam o pagamento de portagens na A22. Dizia em Abril que “a introdução das portagens é e sempre será uma injustiça […] A nossa causa (as anti-portagens) deve namter-se e presistir, independentemente de qualquer desculpa que o governo arranje”.

Dizem-nos que chegou a apelar à desobediência civil (essa passou-me). Agora resolveu que esta casaca não lhe ficava bem: “As portagens são uma inevitabilidade […] Compreendemos aquilo que o governo actual e o anterior vinham defendendo”.

Compreendeu? Agora? À pergunta, em discurso directo, não sabe justificar essa tardia e oportuna «compreensão» e, por isso, temos de inferir: ou Macário aguarda por um novo «brinquedo» (brinquedo vulgarmente conhecido por job); ou Macário é de compreensão (muito) lenta!

sábado, 23 de julho de 2011

A luta continua: manifestação sai à rua

mais um dia a andar devagarinho na 125
A denominada «Comissão de Utentes da Via do Infante», realizou ontem, no Patacão, uma conferência de imprensa para apresentar ideias sobre «novas formas de luta contra a introdução de portagens na Via do Infante».

A comissão anunciou a formação de uma «associação para a mobilidade em geral e segurança» e a realização de uma marcha lenta na EN 125, num dia não definido do mês de Agosto.

Além disso, a comissão manifestou-se profundamente desagradada com as recentes posições de Macário Correia a quem «responsabiliza» pelo "agravamento da crise da região e o aumento de mortes e feridos na EN125”, e a quem acusou de se ter aproveitado das acções da «plataforma anti-portagens», servindo-se delas “para ter protagonismo”, pelo que se sentem “ofendidos e traídos”.

Não há um interlocutor válido no Algarve para falar sobre as portagens na Via do Infante. A recente atitude de Macário Correia ditou a morte da plataforma que existia. Reafirmamos que não enjeitamos qualquer tipo de luta, desde que não se traduza em violência ou ilegalidade”, afirmou João Caeteno que, juntamente com João Vasconcelos, José Amaro, Fátima Conceição, José Domingos, António Almeida, João Martins e José Vitorino, integra a referida «associação para a mobilidade em geral e segurança».

Vitorino, sempre na brecha, à cata de dividendos; mas, definitivamente: a dita - «comissão de utentes» ainda não percebeu nada do que se está a passar em Portugal…
Imagem: Foto da reunião, retirada do sítio do «Região Sul»

quinta-feira, 21 de julho de 2011

A anedota do dia

a via do infante e as vias transversais…
A Concelhia de Faro do Partido Socialista apelida Macário Correia de "incoerente" pela sua recente mudança de posição quanto à introdução de portagens na Via do Infante.

No comunicado do PS/Faro, afirma-se que "o Partido Socialista, nestas matérias teve sempre a mesma posição, que mantemos".

Que posição? A de Miguel Freitas, favorável às portagens ou contra elas?

Parece que, neste ponto, o PS/Algarve tem sido muito coerente, não acham? Somos um povo de memória curta. Mas não tão curta!

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Copiar as ideias dos outros pode ser bom, sabem?

ou só nos interessa retirar o êxito aos nossos vizinhos?

Um dos grandes problemas do Algarve e do seu turismo é que poucos procuram inovar e todos se querem copiar:


  • o concelho N faz um festival de folclore e tem tido êxito? Aí está: vamos fazer também um festival de folclore;

  • o concelho X tem uma feira da serra e parece que dá resultado? Bem, façamos também uma feira da serra…

  • o concelho Y organiza marchas populares e parece que resulta? Bem, façamos também um desfile de marchas!

  • concelho Z tem uma feira de velharias e parece que é bem frequentada? Bom, então vamos também fazer uma feira de velharias…

E assim, retirando a originalidade aos outros, não fazendo senão roubar ideias e êxito uns aos outros, vão-se arremedando, copiando, num festival canibalesco.

E fazem-se festivaizinhos de folclore, feirinhas de serra sem gracinha nenhuma, imitações de marchas sem qualquer originalidade, feiras de velharias sem sal nem piada…

Somos assim: por preguiça, não inovamos; por falta de ideias, não empreendemos; por inveja e estupidez, devoramo-nos uns aos outros!

Mas as ideias que copiamos são todas boas? E isso que interessa? Outros pensaram por nós e criam o know-how.

As ideias boas, as que deveriam ser copiadas porque não são autofágicas, essas ficam muitas vezes ou quase sempre de lado…

Veja-se o exemplo da ideia (que só é inédita no nosso país) da Câmara de Vila Real de Santo António que, numa parceria, criou o serviço de «Taxi parking», que funciona desde15 de Julho até 31 de Agosto, 24 horas por dia.

O «Taxi parking» consiste num serviço de estacionamento com recolha e entrega de passageiros nos seus hotéis ou residências, com um custo fixo, mediante o qual, através de uma chamada telefónica, o utente tem a possibilidade de ser levado ao seu hotel ou residência e de voltar novamente ao seu veículo, sem qualquer custo adicional.

Pretende conseguir-se, com isto, facilitar e organizar o trânsito que, nesta altura do ano, se torna mais complicado, devido à grande afluência de turistas.

Podia ser uma boa medida, não? Sem fazer concorrência (sem prejudicar) aos nossos «irmãos» e aportando um pouco mais de qualidade à nossa oferta turística.

À mesma hora em todas as federações

a força das ideias contra a força da inércia
Hoje, dia 18 de Julho, às 21:00 horas, todas as federações distritais do PS recebem plenários da “Força das Ideias”, na iniciativa “Um por todos, todos pelo PS”.

Francisco Assis irá participar numa reunião plenária com os militantes do Tâmega e Sousa, na concelhia de Paços de Ferreira.

Ao mesmo tempo,à mesma hora, por todo o país, haverá sessões plenárias moderadas por apoiantes da candidatura de Francisco Assis a Secretário-Geral do Partido Socialista.

Em Faro, será Marcos Perestrello que apresenta a “Força das Ideias”, na Sede da Federação Distrital do PS/Faro.

Vamos ver se, sem futebol, sem máquina partidária a fazer tudo, sem as quantias de que dispõe José Seguro, haverá «força de vontade» suficiente para encher a pequena sala da sede do PS algarvio, o que ontem, com diversas desculpas, Seguro não conseguiu.

sábado, 16 de julho de 2011

António Seguro amanhã em Faro

“em surdina” fala-se em botelho para sucessor de freitas
O candidato à liderança do Partido Socialista, António José Seguro, vai estar amanhã, domingo, 17, em Faro, para uma sessão pública que versará "O Novo Ciclo", o lema da sua lista - a lista A.

Os primeiros subscritores da lista algarvia de "O Novo Ciclo" são Paulo Neves, José Apolinário e Adelaide Martins.

Como oportunamente noticiámos, após a eleição nacional do secretário-geral, Miguel Freitas, o ainda líder do PS/Algarve, irá apresentar a demissão e marcar um congresso regional.

Segundo o seminário «barlavento»”em surdina” menciona-se Jorge Botelho – outro membro do clã do actual presidente da federação - para se candidatar à sucessão de Freitas.

É caso para dizer que o PS/Algarve vai sair da lama e já pensa em meter-se no atoleiro…

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Sociais-democratas repartem funções

deputados do psd/algarve definem funções de áreas sectoriais

Os deputados eleitos pelo PSD/Algarve repartiram entre si as áreas sectoriais de intervenção.

Mendes Bota, que fará a coordenação do grupo, será responsável, entre outros pelos sectores: ética, cidadania, comunicação, assuntos constitucionais, segurança, justiça, defesa, negócios estrangeiros, igualdade, desenvolvimento regional, turismo e obras públicas.

Pedro Roque ficará, também entre outros, com os sectores de: trabalho , emprego, formação profissiona, segurança social, família, assuntos europeus, administração pública, educação e desporto.

Elsa Cordeiro ficou com a cobertura das seguintes áreas: orçamento, finanças, saúde, toxicodependência e cultura.

Cristóvão Norte fica com as seguintes áreas: agricultura, pecuária, pescas, desenvolvimento rural, florestas, ambiente, ordenamento, poder local e juventude.

Aparentemente, poderá ser uma boa medida; no entanto, não foram divulgados nem objectivos, nem funções, nem o âmbito de acção de cada deputado nos respectivos sectores. Esperemos para ver. Pode ser que, desta vez, Bota tenha acertado...

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Bota com ética e cidadania

água mole em pedra dura…
O social-democrata e deputado algarvio Mendes Bota foi eleito presidente da Comissão Parlamentar para a Ética, a Cidadania e a Comunicação, da Assembleia da República.

Inês de Medeiros, do PS, e Catarina Martins, do BE, ficaram com as vice-presidências da mesma comissão, que terá agora que estabelecer as suas normas de funcionamento. Mas antes, já teve que se pronunciar sobre o pedido de renúncia do ex-deputado Fernando Nobre.

Mendes Bota é o único deputado eleito pelo Algarve a presidir a uma comissão, na presente legislatura.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

A invasão de motos no Algarve

a grande festa das motos é na próxima semana
Moto Clube de Faro prevê ter 30 mil inscritos na 30ª Concentração Internacional de Motos que se realiza entre os dias 14 e 17 de Julho, em Faro, com um investimento estimado em 800 mil euros.

Espectáculos, alegria, alguns copos a mais, o tradicional "strip tease" e… muito barulho, por aí.

Mas a novidade será uma exposição de motos em que a vencedora vai depois representar Faro nos Estados Unidos, em Agosto.

Curioso: esperam 30 mil motoqueiros e têm um orçamento de 800 mil euros. Quantos espectadores (a 20 euros) terá o torneio de futebol a feijões, onde vão gastar um milhão?

domingo, 3 de julho de 2011

Ó p’ra eles !...

as voltas que o mundo dá!...
A colagem a António José Seguro pelos dois deputados socialistas eleitos pelos algarvios (um lisbonense e um beirão) foi imediata; logo a seguir à «linda obra» que fizeram durante a campanha, da qual se deveriam envergonhar. Para mais, um deles era (e ainda é, por obra e graça de habilidades polítiqueiras e pela ingenuidade de uns tantos) o responsável máximo do PS/Algarve, onde o partido alcançou os piores resultados eleitorais do país.

A sua passagem da qualidade de cadáveres políticos (viúvos de Sócrates) à de adesivos, foi imediata. Na altura, não tinham percebido que o candidato-dandy poderia vir a ter opositor.

Hoje terão já percebido (terão?) que Seguro é uma embalagem; um ovo-kinder, mas sem surpresa lá dentro. Nada! Pose, fatos Armani, cabeleireiro das avenidas novas, frases feitas e bem repetidas, que, partindo com seis ou sete anos de treino, parte com vantagem sobre um adversário amanhado à pressa, de fato descuidado comprado no pronto-a-vestir da esquina, gravata à banda, e uma cabeleira desgrenhada… mas a cobrir um crânio com massa cinzenta.

Ainda faltam uns dias e o candidato dos adesivos procura fugir ao debate de ideias directo com Assis, porque ainda se sente à frente e não pretende perder a vantagem que lhe dá a elegância do seu Armani.

E se as coisas se inverteram ainda e o ovo de chocolate for derrotado pelo bolo de arroz sem graça? Que será da vida dos adesivos «algarvios»? Mudarão de campo, com certeza. Porque as suas carreiras de meninos inúteis, sem o chapéu de boy, correm o risco de chegar ao fim, sem honra nem glória.

E o r€sto… também.
Imagem: fotocopiada da página 16 do «Expresso» de 2 de Julho 2011

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Confederação de Turismo deita água na fervura

“o algarve é um local que não tem casos de violência”
O presidente da Confederação de Turismo, José Carlos Pinto Coelho, considera que o Algarve “é um local que não tem casos de violência, o que fica é a sensação de se tornou um sítio perigoso, muito por causa de uma imprensa sensacionalista inglesa”.

Para este responsável, citado hoje no jornal «i», “o Algarve é um sítio calmo, bastante mais seguro do que muitos outros locais”. Pinto Coelho concorda, porém, que “nos picos de afluência, como no Verão, o Algarve deve ter reforço policial à medida desses fluxos”.

Pinto Coelho esqueceu-se de referir a imprensa sensacionalista portuguesa.

Basta ver o Correio da Manhã, que se empenha, quase diariamente, em referir a grandes títulos sensacionalistas, pequenos furtos e desacatos.

Basta ver (e meditar) sobre que razões terão levado o semanário «Expresso» a dedicar duas imensas páginas da sua última edição para referir um roubo de esticão, furtos juvenis de telemóveis e, pela enésima vez, o caso do desequilibrado que feriu levemente um polícia a tiro e mobilizou um exército de policiais… só para o retirarem do prédio onde se abrigara e onde, nem sequer, fez desacatos…

Alguém está (muito) empenhado em destruir o Algarve como destino turístico!...
Imagem: Pinto Coelho, presidente da Confederação de Turismo