promovem-se as «noites brancas»
Foto dos arquivos da CML
Temos ainda em nosso poder as notas de imprensa do ano passado em que se falava na «noite branca» de Loulé, “um produto diferenciador, ligado à parte comercial e a um projecto que é um centro comercial a céu aberto”.
Disse-se então que o evento se destinava a animar o comércio local que “vai estar aberto aos visitantes, com montras decoradas a rigor e com muitos descontos…” etc.
É verdade que os comerciantes, de um modo geral, garantiram que, se a festa se fez, com algum resultado, nas caixas registadoras, ele não produziu efeitos. Seja como for, as intenções eram boas.
Este ano, o evento repetiu-se , no passado sábado, com a segunda edição da «Noite branca», organizado pela Câmara Municipal (que na nota de imprensa, muito estranhamente, “ignorou" a “confortável” parceria do programa «Allgarve»).
A nota oficiosa congratula-se porque “a adesão da população surpreendeu”, por ter conseguido “reunir mais de 20 mil pessoas”.
Foto dos arquivos da CML
Ainda na nota de imprensa (???!) se acrescenta: “trabalhámos muito para criar uma noite mágica, e é muito gratificante perceber que as pessoas realmente se divertiram e passaram aqui bons momentos, afirma Seruca Emídio, presidente da Câmara de Loulé”.
“Loulé encerrou assim – ainda no dizer da referida nota oficiosa – com chave de ouro um Verão intenso, muito animado e recheado de propostas culturais”.
Nada se disse sobre a consecução (ou não) dos tais objectivos de “animar o comércio local”. Também nesse campo desejamos que a coisa tenha resultado. Pensamos que esta é uma iniciativa criada com uma excelente intenção, como atrás dissemos..
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E em Quarteira, como se anima o comércio local?
com vergonhosos «dias imundos»
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Foto tirada às 18 horas de hoje, 3/Set/2008
Em Quarteira não há noites brancas. Há dias imundos! Todas as quartas feiras, o comércio ambulante faz os possíveis por, no seu bizarro “centro comercial a céu aberto” destruir o já periclitante comércio local - aquele que paga os seus impostos.
Todas as quartas feiras, dezenas de milhar de visitantes têm a “feli-cidade” de poder admirar e mergulhar os seus passos na mais com-pleta imundície, imprópria até de um mercado de terceiro mundo.
Foto tirada às 18 horas de hoje, 3/Set/2008
Nos meses de Agosto, a “diversão” alarga-se a muitos mais milhares de pessoas… e, para usar a “terminologia oficial” da Câmara de Loulé, encerrando assim, com chave de ouro, um Verão intenso, sem animação e praticamente vazio de propostas culturais, nesta cidade de veraneio.
Loulé e Quarteira – duas cidades – duas realidades: uma é filha e a outra, enteada.
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