ikea: "não há volta atrás" e auchan vai avançar
Não há semana em que nos escapemos de ter a nossa caixa de e-mail invadida por mensagens pró e contra a instalação do complexo IKEA. São recados, fotocópias de notas de imprensa, citações de planos, projectos e leis...
Ora são partidos políticos os remetentes, ora são «Razões Lógicas», ora é «O Legal É Isto», ora «A.M.», ora uma «Consciência Louletana», ora «R.M.» ou o «Louletano d’Avenida», ora chegam simples mensagens anónimas, de e-mails fictícios.
Uns e outros buscando apoio para as suas ideias e posições, que às vezes só são antagónicas em pormenores «de chacha» e não raro, bizarros.
Todos têm razões a favor de si e contra «o outro», muitas vezes com factos deturpados, razões copiadas de comunicados, por vezes repetindo à exaustão meias verdades ou excêntricas interpretações de despachos e leis.
Se a ideia é «informarem-nos», os esforços são vãos porque conhecemos à exaustão a realidade, desde os primeiros esboços desenhados no campo das hipóteses, há quase 3 anos, e desde o primeiro «post», avançado, já lá vai bem mais de um ano.
O curioso, é que nada ou quase nada mudou desde esse último momento, excepto, de um lado, o incrementar dos esforços para obter apoios de instituições e, do outro, as acções e tácticas, discretas mas linearmente eficazes, junto das entidades oficiais para, paulatinamente, levarem a água ao seu moinho.
Entretanto, com tanta «informação» emitida – até porque alguma imprensa regional tem feito eco de mensagens idênticas às que recebemos -, o comum dos mortais tem razões para cada vez entender menos o que realmente se passa. Se calhar é isso mesmo que os nossos amáveis informadores pretendem.
Nas últimas semanas, então, tem sido um regabofe, a que temos tentado ser insensíveis, porque ‘O Calçadão de Quarteira’ não se destina a «propaganda».
Na semana passada, as duas «partes» sentaram-se à mesa, não se entende bem para quê, já que o que transpirou foi o que se sabia: que no princípio, Auchan e Ikea pensaram num projecto comum e que o segundo se desinteressou porque a localização proposta não lhe convinha.
E daí? Sempre se soube disso. Só não se entende por que razão isso se transformou numa guerra, em que o grupo que integra o Auchan «teima» em trazer o Ikea para onde este não quer e onde diz que não cabe… E “daqui não há volta atrás” – dizem.
Agora «giro, giro» é o leilão que se instalou: se vocês investem 200 milhões e criam 3.000 postos de trabalho, nós investimos 400 e criamos 4.000 directos e 3.000 indirectos.
Que bom. Oxalá apareça um terceiro grupo que invista a sério: 600, 800, mil milhões, de forma a acabar com o desemprego no concelho. No concelho? Melhor: no Algarve!
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