
"O Algarve precisa de um Alberto João Jardim", disse Fausto Nascimento, arquitecto paisagista da Universidade do Algarve (UALG), no decorrer de um debate sobre Regionalização, no passado dia 2 de Junho em Quarteira.
Para o arquitecto, a Região Administrativa do Algarve faz todo o sentido, não concebendo que o poder central mande e desmande numa região sem estar presente, sendo que não nota verdadeira vontade política algarvia sobre o assunto.
"Não é um Governo centralista que nos vai impedir de ser região. Mas faz falta um Alberto João Jardim ao Algarve, com poder de reivindicação", considerou o arquitecto, responsável pelo projecto Quinta da Umbria, em Querença.
Fausto Nascimento disse mesmo que estava "horrorizado" com o que ouvira dos restantes oradores na sessão, uma vez que, ou duvidavam que a Regionalização fosse adiante nos próximos anos, ou referiam-se a ela com "sim" muito ambíguo.
O debate, organizado pelo Grupo de Intervenção Cultural de Quarteira, teve lugar no Hotel Dom José, e contou também com o presidente da AMAL, Macário Correia; o ex-reitor da UALG, Adriano Pimpão; e o deputado PS, Hugo Nunes.
A organização colocou três perguntas. "Regionalização: O quê? Quando? Para quê?". A unanimidade verificou-se em dois pontos: a Regionalização é importante do ponto vista "económico e de políticas de proximidade". […]
João Vargues, in “Região Sul”, 5de Junho de 2007