
Curioso foi ver como os «históricos lá foram, praça abaixo, na cauda do pelotão: o Oliveira, o Carlos da EDP, o Rui, o Eduardo, o Baptista, o número dois de São Clemente, o Cabral, o Pele-e-Osso… Sem alarido, como se aquilo não fosse nada com eles, ao contrário dos recém-chegados à política, que pareciam os mais empenhados em dar nas vistas (eles lá sabem porquê), de telemóveis em punho, foto daqui, foto dali… Uma foto original – Alegre a olhar para o poeta de cobre, eternamente sentado à porta do café, com um molhito de cravos no colo.


E que bem disposto, sorridente e loquaz que estava o Aleixo! Terá mesmo sido por essa «partida» com sabor a vingançazinha? Tudo é possível; costuma dizer-se que a política é porca.
Bem, se é porca, aqui em Loulé onde os espíritos também são pequeninos, a política não passará de uma leitoa!
Impante, esse sim, como um galo no poleiro, esse era o Filipe Madeira: todo sorrisos, todo «supremo», todo «estilo pai-da-pátria».- um político «à maneira», estilo retro.
Parece que saíram dali para irem até aos «Miúdos»; mas estávamos mais interessados em chegar a Faro antes da caravana, para termos tempo de comer um preguinho e estacionar perto da sala de espectáculos, onde Alegre iria falar a seguir, numa plateia para três centenas de pessoas.
Claro que, antes dele, outros trataram de botar figura: o insuportá-vel Miguel Freitas, que agora deu, por tudo e por nada, para atacar o «seu» próprio Governo, o Madeira…
Ah, o Madeira… o mandatário de Alegre, resolveu delirar, dando largas a um desvario de Cavaco Silva há mais de um ano, «desco-brindo» o advogado de Alte que, “mais grave que o caso BPN” foi que “houve pessoas, ou uma pessoa, que cometeu um crime previsto no Código Penal de conspiração contra a República. O caso das escutas foi de uma gravidade extrema e o responsável (o ainda presidente Cavaco, claro) respondeu que nem sim nem não e até promoveu o seu assessor de imprensa para outro lado […] noutro país este caso teria custado o cargo ao responsável pela aleivosia”. Nessas palavras «imponentes» de Filipe Madeira até parece que sim, que isto foi o mais grave que aconteceu em Portugal no «reinado» de Dom Cavaco.
Os «leitanitos» também lá vão sendo espalhados por Faro...
Depois, na busca de pretextos para o confronto, foi «desenterrar» a ausência do Presidente no funeral de Saramago e a sua veia tecnocrática: “precisamos de um Presidente que não confunda Portugal com um manual de finanças. A economia é importante, mas um país não é só economia, porque o país não é uma sebenta de finanças. O país é os Lusíadas, é a Mensagem de Fernando Pessoa, é Teixeira Gomes, são os seus grandes poetas e as suas grandes figuras" – disse o candidato-poeta.
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2 comentários:
Uiiiiiii... e então os jotas???? Aquilo é que são politicos..... tudo há procura de tachinho.... hoje Alegre, amanhã, Sócrates... no outro dia Seguro... depois o António Costa... e a seguir o Assis........
O pior é que ficam a xuxar no dedo porque em Loulé estão arrumados para muitos anos e para a AR só entram 3 no maximo de todo o Algarve.....
Pior: esses lugares já têm dono!!!!
E eles todos a abanar o rabinho atraz do Alegre!!!!
O Aleixo já anda outra vez a querer um lugarinho?
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