
Ora, segundo se diz na nota daquela associação, “não existe o reconhecimento público da Universidade Internacional, no Algarve, nem o curso de Direito anunciado está reconhecido e autorizado para funcionar nas instalações anunciadas”; acrescenta que a formação numa universidade “sem o prévio reconhecimento de interesse público nos termos da lei determina a irrelevância, para todos os efeitos, do ensino ministrado no estabelecimento”.
A Lusa acrescenta que todos os esforços para clarificar a situação junto da Universidade Internacional, não teriam obtido resultados, até à hora de divulgação da notícia.
O Calçadão pode acrescentar que, no final de Maio de 2007, o Ministério do Ensino Superior retirara à Universidade Internacional o reconhecimento de interesse público, requisito indispensável ao seu funcionamento, com a seguinte justificação:
"Nas informações elaboradas pela Direcção-geral do Ensino Superior referentes à Universidade Internacional de Lisboa e à Universidade Internacional da Figueira da Foz ficou provado que estes estabelecimentos não possuem as condições mínimas exigidas pela lei para continuarem a ser reconhecidos como instituições de interesse público, requisito indispensável de funcionamento".
E acrescentava: "Com efeito, nem estão em funcionamento os cursos exigidos por lei nem, relativamente aos cursos abertos, o corpo docente cumpre os requisitos mínimos indispensáveis".
Por isso mesmo, pensámos que o anúncio da assinatura do acordo de cooperação para entrada em funcionamento do Curso da Licenciatura de Direito em Quarteira, significasse que a instituição teria contestado o despacho e a tutela tivesse anulado a medida anunciada. Afinal, parece que as coisas estão ainda muito confusas. Aguardemos o desenvolvimento nos próximos dias.
E que tudo se possa resolver da melhor forma. Para que se não venham a repetir as situações de triste memória que, num passado ainda recente, marcou o destino da então “Escola Profissional de Quarteira”.
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1 comentário:
As coisas que vêm cair em Quarteira são sempre como essa da Escola Profissional. Não admira que a gente esteja sempre de pé-atraz
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