
Morreu hoje, às 10.50 horas, de doença cardio-vascular grave, informou o hospital de Santa Maria, em Lisboa.
Até à sua morte foi director da Casa do Artista, sociedade de apoio aos artistas situada em Carnide, Lisboa, que fundou juntamente com Armando Cortez, entre outros.
Raul Solnado, estreou-se a 14 de Fevereiro de 1953, na revista "Canta Lisboa", e afirmou em entrevista à Lusa, em 2002, ter-se tornado desde então "uma fábrica de rir".
Raul Augusto de Almeida Solnado nasceu em Lisboa, a 19 de Outubro de 1929, na Madragoa, bairro onde pela primeira vez pisou o palco, na Sociedade Guilherme Cossul.
Desde o palco da Sociedade Guilherme Cossul, Solnado tornou-se primeira figura em diversas revistas do Parque Mayer, em Lisboa, ao lado de nomes como António Silva, Humberto Madeira, Vasco Santana entre outros, e de muitas comédias "que se mantinham em cartaz durante anos".
Actor de revistas, comédias, telenovelas e vários filmes, Solnado é, na opinião da actriz Alina Vaz, que várias vezes contracenou com ele, "uma das últimas vedetas a sério em Portugal".
"A guerra de 1908" (1961) ou "É do inimigo?" tornaram Raul Solnado um nome de primeiro plano da cena portuguesa, popularidade que a televisão, através da série "Zip Zip" (1969), aumentou extraordinariamente.
A televisão trouxe-lhe "milhões de admiradores", como afirmou à imprensa, recordando outros êxitos de sua autoria, designadamente, "A visita da Cornélia" e "E o resto são cantigas" ou "Querido avô".
Até à sua morte foi director da Casa do Artista, sociedade de apoio aos artistas, situada em Carnide, Lisboa, que fundou juntamente com Armando Cortez.
5 comentários:
"Almoças cá ca gente"
"Maria Albertina" e "Malandrice" foram a marca de guerra que o grande Solnado nos legou. Eu que fui tropa nos idos de 1961/1964 lembro as brincadeiras de caserna com alguns camaradas de armas que se dispunham a imitar o nosso grande idolo Raul Solnado.
Paz a sua grande Alma
DINIS
Deixa saudades!
Descanse em Paz
partiu-se a guita. Disparou e não voltou.
Felizmente, tem muitos êxitos guardados e por isso estará sempre entra nós.
Sempre que estou na mó de baixo é este tipo de personalidade que me dá a força para acreditar....
Obrigado Raul pelos bons momentos
que passei ao longo da minha vida
ouvindo-te e vendo-te na televisão
no cinema e por ai.
obrigados por se lembrarem do Raul
E façam favor de ser felizes
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