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terça-feira, 8 de abril de 2008

A piscina coxa que vamos ter

ignorância, maldade ou estupidez natural?

Acabei de ler, no jornal local «Carteia», uma boa descrição da - “maior obra de sempre em Quarteira”: as piscinas municipais que serão inauguradas no dia da cidade, ou seja, em 13 de Maio.

A designação de “maior obra de sempre” é do presidente da Junta de Freguesia que não é capaz de destrinçar a diferença do que é uma “maior obra de sempre”, do que é, eventualmente, a maior obra municipal de sempre, em Quarteira.

E digo «eventualmente», porque só uma mente muito curta não é capaz de entender que a maior obra de sempre foi a que permitiu à cidade crescer e desenvolver-se como cidade: o rasgar das avenidas de Ceuta, e Sá Carneiro.

Quanto às maiores obras de sempre de Quarteira foram, com certeza: a marina de Vilamoura, o porto de pescas, o Marinotel…

Não vamos falar nas «filosóficas» considerações que o mesmo presidente da junta exprimiu ao jornalista, a propósito das “vacinas para a saúde” e do “equipamento que é já uma loucura”. Quanto ao «complexo desportivo» … havemos de falar noutra altura, para agora não nos tornarmos muito maçadores porque do que queremos falar hoje é mesmo das piscinas municipais.

Na foto acima: as piscinas municipais de Loulé; nas restantes fotos: piscinas de Quarteira
Recordemo-nos que a cidade de Loulé tem um complexo de piscinas; uma interior, com pistas de 25 metros, que não permite competições oficiais: nem de natação nem de pólo aquático; outra exterior, com medidas olímpicas, mas que, por ser exterior e não reunir os equipamentos actualmente julgados essenciais, não pode albergar competições desportivas de nível internacional.

Parece que o executivo autárquico anterior, do PS, terá escolhido um espaço, na Abelheira, onde se poderia construir uma piscina moderna para Quarteira, que reunisse todas as condições para albergar as oito pistas de 50 metros que possibilitassem a competrição oficial de desportos aquáticos.

Com a habitual prática dos políticos «à portuguesa», quem vem a seguir acha que tudo o que foi feito ou imaginado pelos seus antecessores está errado e, vai daí, os que vieram depois decidiram que as piscinas não seriam construídas no espaço anteriormente destinado e toca a mudar.

Para onde? Para um espaço onde não cabia aquela construção.
Então, vá de fazerem um novo projecto que coubesse nesse local.

E quem foi ouvido, com conhecimentos desportivos sobre a matéria? O Instituto do Desporto Português? A Federação Portuguesa de Natação? Atletas praticantes das modalidades de piscina? Não nos consta.

Devem ter escutado a douta opinião de José Mendes e outros «pró-ceres catedráticos» do desporto, da natação e da educação física locais e, vai daí, trataram de construir, perante a indiferença generalizada e com o particular aplauso do executivo da Junta de Freguesia de Quarteira… uma piscina com seis corredores de 25 metros e… dois (!!!) corredores com as medidas certas: 50 metros! Uma piscina coxa!

Pergunta-se: para quê, esses dois corredores? Para que um ou dois atletas possam treinar para os jogos olímpicos ou para competições oficiais? Sim, é que não nos consta que na natação haja corridas de perseguição, como no ciclismo, em que os atletas competem dois a dois, nem contra-relógio, em que cada um corre sozinho. Portanto, competições a sério, nas piscinas de Quarteira… nunca.

De útil, para competições de trazer por casa, restam seis corredores de 25 metros que, com um truquezinho se podem transformar em oito, de piscina curta.

Como a estupidez de quem decide projectar e fazer aberrações não paga licença, os apreciadores das competições de natação ou os jogadores de pólo aquático do nosso concelho continuarão a ter que se deslocar a Faro ou Portimão, enquanto Quarteira ficou com uma piscina coxa que, ou nos enganamos muito ou vai ser motivo de chacota nacional e nunca vai poder albergar um evento internacional ou oficial de grande nível.

É assim que se pretende fazer evoluir o turismo e a economia local? Para não falar nos incentivos ao desporto... (ah, pois, desculpem-me a distracção: para a Câmara de Loulé, desporto significa… futebol).

Não queremos aqui alimentar divergências entre as duas cidades mas que dá ideia de que o actual executivo autárquico pensou assim: «Se em Loulé, não temos… Quarteira não há-de ter!».

Se não foi isso... parece. Ou então, para além de ignorância, tratou-se, pura e simplesmente, de estupidez natural.

A mesma estupidez que entende que uma sala de espectáculos com 180 lugares basta para a população fixa e sazonal de Quarteira…
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terça-feira, 13 de maio de 2008

“Habemos piscinae”

em dia de festa, recebemos a piscina coxa

Foto dos arquivos da Câmara de Loulé
Logo de manhã, a “cerimónia oficial”. Presumo que o hastear da Bandeira e o Hino Nacional entoado pela boa-vontade do grupo de teatro. Presumo. Porque, a essa hora, estava eu a abrir a firma, que não se condói com “feriados locais”.

Depois, deixando o trabalho a correr normalmente, sempre me decidi aparecer, para espreitar a “peregrinação” às obras de Santa Engrácia… perdão: às obras do futuro «centro autárquico», uma obra que esteve concluída (em cartaz) há mais de dois anos, mas que deverá estar pronta (com uma grande oportunidade política), aí um ou dois meses antes das próximas eleições para as autarquias.

Dali, seguiu a “procissão” para as novas piscinas, estas já prontinhas para a bênção do senhor cura.

Lindas. Por fora.

Lá dentro, já se sabe: temos uma piscina coxa, onde só duas, das suas oito pernas regulamentares, “cresceram” a uma estatura adequada: os 50 metros; as outras ficaram... a meio.

Mas que julgam, amigos? Que a Câmara se envergonha da “linda obra” apresentada? Nem pensem!

Pasme-se com as palavras da nota que a autarquia de Loulé enviou à imprensa : O complexo contempla seis pistas de 25m e duas pistas de 50m. Pretende-se que seja um edifício polivalente, direccionado para a prática de natação de competição, natação recreativa, pólo aquático, natação sincronizada, salvamento e socorrismo, ginástica aquática aeróbica, etc.

Nem mais! Pretende-se que seja “direccionado” para isso tudo. Mas a "direcção" saiu errada e não vai lá chegar, não atingindo jamais a “pretensão” da autarquia.

Autarquia ignorante, ainda por cima. Senão, vejamos:

*------ Natação de competição? - só para as camadas jovens e iniciadas já que uma piscina curta não permite competições oficiais de outra natureza. Qualquer iniciático sabe que as chamadas “pisci-nas olímpicas” têm as dimensões de 50 X 21 metros, com oito corredores.

*------ Pólo aquático? - só na cabecinha dos eleitos locais, que tinham obrigação de saber que uma piscina de 25 metros não tem as dimensões mínimas para a prática desse desporto. Por isso mesmo, a equipa de pólo aquático do Louletano tem de disputar as suas provas em Faro ou em Portimão.

*------ Natação sincronizada? Numa piscina de dois metros e dez centímetros de profundidade máxima? Mas nem, ao menos, consultaram os técnicos de natação? Que burrices, meus amigos!

A propósito, deixem-me que vos conte uma história verídica (os protagonistas estão aí quase todos, para não nos deixarem mentir):

Estava-se a dias da inauguração do Estádio Municipal de Quarteira. À data, era presidente da Câmara um sujeito de nome Vairinhos. Lembram-se?

Procedia-se à aplicação da pista de tartan, com seis corredores de oitenta centímetros de largura.

Nessa altura, foi visitar as obras o saudoso Manuel Correia, infelizmente já falecido que, ao ver aquela aberração, terá dito ao encarregado da obra que, desde 1950 não se fazia, em nenhuma parte do mundo, tamanho disparate, nem pistas de competição com menos de oito corredores, nem com aquela largura. E lá se foi, desgostoso, o nosso Manuel Correia.

Agora, vejam o resultado:

O responsável da obra, nesse mesmo dia, contou ao presidente da Câmara da conversa do técnico de atletismo.

No dia seguinte (reparem: no dia seguinte!), de manhã, o tartan foi arrancado. Em sua substituição, dias depois foi aplicado... aquilo que lá está: os oito corredores regulamentares.

Bem, isso foi com o Vairinhos, que dizem que era um tipo autoritário e arrogante. Seria... mas escutava quem "sabe da poda".

Agora temos um presidente de Câmara democrata… Autista, mas democrata. E que, pelos vistos, acha que o que Quarteira e os quarteirenses merecem é uma piscina coxa!
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terça-feira, 22 de janeiro de 2008

ORÇAMENTO DA CÂMARA DE LOULÉ

165 milhões de euros para gastar este ano
ou seja: trinta e três milhões de contos

A Câmara de Loulé confirma, através de “nota de imprensa” que o orçamento, já aprovado, da autarquia de Loulé para 2008, prevê uma receita global e uma despesa global no montante de 164.353.670 euros.

Segundo a mesma nota, “a maior fatia” dos principais investimentos previstos destinam-se a transportes e comunicações, em que se destaca a beneficiação da estrada nacional que faz a ligação Loulé/Faro, a construção da ilustração de Ernie Kwiat / Net++ avenida de Loulé referente à saída para S. Brás, a construção e reparação de estradas e caminhos municipais, o prolongamento da Avenida Sá Carneiro até à Fonte Santa e a aquisição de terreno para a construção do aeródromo.

No que respeita à construção de escolas, a autarquia anuncia a construção das escolas nº 4 de Quarteira e da Fonte Santa.

Surpreendentemente, a autarquia anuncia que “tal como nos últimos anos, em 2008 a Câmara de Loulé vai continuar a ter uma preocupação particular com a área da cultura” (!!!) e que “também o desporto continua a ser uma das áreas de intervenção da edilidade, sendo o complexo de Piscinas de Quarteira, a principal obra. (E nós a pensarmos que a nossa «piscina-coxa» já ia ser inaugurada no próximo mês, como tinha sido anunciado no Dia da Cidade!...)

Ainda para Quarteira, a Câmara anuncia a realização do «projecto» para construção do quartel de bombeiros.

Para saneamento básico, protecção do meio ambiente, administração geral e descentralização dos serviços administrativos, a nota não refere um único centavo para Quarteira.

No total para transferências para as Juntas de Freguesia, a autarquia irá transferir € 2.595.000.

Finalmente, a nota de imprensa refere que, “no que diz respeito ao orçamento da receita, prevê-se que no presente ano, as receitas correntes representem um acréscimo de 20,7% e as receitas de capital cresçam 21,5% em relação a 2007”.

Exceptuando a «anedota» de "tal como nos últimos anos" a Cultura ser coisa que merece preocupação à autarquia, a nota não diz nada que se não soubesse já.
É claro que a nota de imprensa não diz, mas a gente não esquece que… para o ano haverá eleições...
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