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domingo, 31 de julho de 2011

O INUAF expande-se em Loulé

que é feito dos planos e terrenos para o novo edifício «de raíz»?

O Instituto Superior Dom Afonso III (INUAF) tem, desde o seu início, muitas «estórias» mal contadas. A começar pela «estória» dos fundadores e accionistas agrupados na CEUPA, de que pouco se soube na altura e muito pouco tem sido revelado até hoje.

Pode ser que, um dia destes, alguém se decida falar claro e os louletanos venham a saber muitas verdades, entre as quais a forma de contratação (?!) de empregados e «alegados» docentes, muitos recrutados entre licenciados armados em professores.

Isto independentemente dos bons serviços que o INUAF (também) tem prestado a Loulé, muito pela iniciativa ou pelo empenhamento do Dr. Sampayo.

Acaba, agora, de ser divulgado que o Instituto passa a dispor, a partir de Setembro, de mais 600 metros quadrados de salas e laboratórios, que irão acrescer oito salas e dois espaços de investigação às já existentes.

Esses espaços ficarão ao dispor das áreas da saúde, desporto e educação física; biologia do ambiente; simulação empresarial e marketing; produção multimédia, laboratórios de informática e de psicologia.

É bom perceber que a instituição progride, servindo, aparentemente, a área do município.

Mas se isso se percebe, há outros «mistérios» que ninguém se preocupa em investigar e desvendar.

Por exemplo: Lembram-se, com certeza que, em Outubro de 2001 foi assinado um protocolo entre a Câmara de Loulé e a CEUPA, protocolo ratificado, com pompa e circunstância em Maio de 2002, mediante o qual, a Câmara cedeu à segunda um terreno na Campina, “próximo da Mina de Sal e junto à Circular de Loulé", com a área de 20 mil metros quadrados, destinado à construção de um edifício de raiz para o INUAF.

Recordamos que, então, foram apresentados uns «bonecos» representando as futuras instalações que, se a memória não nos atraiçoa, corresponderiam ao projecto ou anteprojecto a executar pelos serviços da autarquia.

Depois… Fez-se silêncio sobre o assunto.

Perdeu-se o interesse pelas novas e modernas instalações anunciadas? Entendeu-se que a cedência (a título gratuito?) das instalações do convento eram mais que suficientes?

Ou passou algum cão e levou nos dentes o terreno disponível?

É que já passaram dez anos!...

Uma espécie de… gramofone

“fazendo de conta que” o quê? que era cego, surdo e mudo?

O semanário «barlavento», pela pena de Hélder Nunes, seu director, funcionou até há poucas semanas, como um gramofone… do segmento mais retrógrado do PS/Algarve, personificado numa «espécie» de líder algarvio de triste inacção e de nome de Miguel Freitas.

Isto, até ao momento em que os socialistas algarvios perceberam quem era esse Freitas que se fez rodear duma «espécie» de lacaios que, à sua volta, viviam para bajular a criatura. E, quando descobriram – tarde e a más horas – ao fim de seis anos, que Freitas suportava a postura dourada em viscosos pés de barro e lama, finalmente, empurraram-no porta fora.

O «barlavento» (ou o Hélder Nunes) parece que também só ao fim desses seis anos o percebeu e, agora, impiedosamente, reconhece que o homem não passa de «uma espécie»!


ESCRITO DO BARLAVENTO

  • Uma espécie
    Afirma-se como uma espécie de governador civil.

    O deputado Miguel Freitas, ao fim de seis anos, descobriu que os eleitores algarvios não tinham quem os representasse.

    Vai daí, decidiu ocupar o Governo Civil de Faro à segunda-feira para receber os cidadãos, fazendo de conta que os protestos e críticas que lhe forem apresentados terão eco no Parlamento.

    Quando o PS estava no poder, Miguel Freitas tinha o pensamento virado para Bruxelas e para a alta política, esquecendo-se que o povo que hoje quer ouvir já existia.
    E o povo, por vezes, é uma chatice – torna-se ingrato e não vota em quem não olha por ele”.

    Transcrição literal: «barlavento», 28 de Julho
E nós acrescentamos: e só agora, ao fim de seis anos, é que Hélder Nunes resolveu dizer o que já sabia e tinha o dever de denunciar? Para onde teria o pensamento virado?

sábado, 30 de julho de 2011

Uma «stockout» e peras!...

vai um geladinho a passar do prazo?
Aí está uma grande habilidade da associação de comerciantes ACRL – a feira de stocks de Quarteira! «Habilidade» que, aliás, já prevíamos.

Estas feiras, na sua génese, têm uma finalidade: dar hipótese aos comerciantes de se livrarem de «monos», podendo pôr a preços de custo, ou abaixo de custo, os artigos de que não foram capazes de «despachar» em tempo oportuno, recuperando «algum», ao mesmo tempo que arranjam espaço nas prateleiras para os novos stocks.

Quem organizar um evento destes sabe disto e, muito mais o deve saber uma associação de comerciante.

Assim, a ACRAL não teve qualquer dúvida em afirmar que ia promover o «Stockout – Feira de Stocks de Quarteira», para “promover o comércio tradicional e dar a possibilidade aos lojistas de escoarem os seus produtos, ao mesmo tempo que os compradores poderão adquirir esses mesmos produtos a preços mais atractivos”.

A feira lá se fez – sabe-se lá como. E que se viu? O comércio tradicional a escoar os seus produtos?

Bom, se comércio tradicional são os marroquinos e os seus espelhos e lanternas; se comércio tradicional é o comércio de cortadores de relva; se comércio tradicional é o que compra os sapatos e «trapos» nas lojas dos chineses para os irem vender no Calçadão pelo triplo do que os comercializam os chineses… eles lá estavam a tentar escoar esses tais produtos; mas como os compradores não são completamente tolos, as cruzetas continuam e continuarão enfeitadas pelos trapinhos, bikinis e calções.

Se o comércio tradicional que precisa de escoar os seus produtos são as ourivesarias e bijouterias, eles lá estavam a vender os seus pechibeques, ao preço que lhes convém… O que é ainda mais curioso é que – a menos que estivessemos muito distraídos – lá estavam as representações da Câmara de Loulé e da Associação Centro Loulé a «dar a cara» pela triste obscenidade de feira de stocks que ajudaram a criar. Mas da ACRAL – a associação que vive à custa da quotização dos comerciantes… nem rasto! - Uma atitude de irresponsabilidade senão de cobarde hipocrisia.

A menos que os senhores da ACRAL, das vezes que por lá passámos, tenham ido refrescar na geladaria que ali se instalou – em concorrência incompreensível às pastelarias e geladarias do Calçadão.

E que raio de stocks serão aqueles de que se queria livrar a geladaria? – barquilhos e bolachas fora de prazo, ou natas no seu limite?!

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Windows XP - um coleccionador de vírus

ou usa cópia legítima ou está desprotegido
Um estudo apresentado pela empresa de segurança informática Avast Software, revela que os computadores com Windows XP estão a tornar-se um reservatório de programas maliciosos.

Depois de analisar cerva de 600 mil computadores com o Windows, a Avast concluiu que 74 por cento das infecções com rootkits identificadas nesta análise encontravam-se em PC cujo sistema operativo era o XP, o que torna esta versão do Windows propícia ao surgimento de novas ameaças, que podem alastrar-se a outros sistemas operativos.

No pólo oposto encontra-se o Windows 7, que representa apenas 12 por cento das máquinas infectadas.

A empresa mostra-se preocupada com estes resultados, pois considera que os rootkits estão entre os tipos de malware mais sofisticados, na medida em que conseguem escapar muitas vezes aos sistemas de segurança dos computadores infectados durante muito tempo.

Segundo a Avast, a principal causa para o Windows XP ser o sistema operativo com mais rootkits prende-se com o facto de grande parte das cópias serem pirateadas e não foram actualizadas com os últimos patches lançados pela Microsoft.

Assim, “milhões de pessoas não estão actualizados e as suas máquinas estão desprotegidas”. Para evitar problemas de segurança, os investigadores aconselham os utilizadores a actualizarem o XP com uma cópia legítima do Service Pack 3, que continua a ser suportado pela Microsoft, ou a migrarem para o Windows 7.

Mais um conto para meninos tolos

a história do espião que se queixa de ser espiado
Era uma vez um lobo enxertado em madeira de carvalho que vivia na vizinhança de uma horta de saloios que tinha o nome esquisito de Lagutrop.

O lobo, aproveitando a candura do dono da horta, que era o mais saloio de todos, conseguiu ser contratado por ele para chefe dos vigilantes – o espião da horta.

O salário estava fixado: meio litro de leite por dia e dois cordeiros ao fim do mês. Ficou com o emprego, o lambão.

E, na qualidade de espião, o enxertado em carvalho ia recolhendo as informações que mais lhe convinham: a que horas iam os rebanhos para a pastagem, quais os cordeiros mais apetecíveis, as horas do descanso do pastor e do seu cão, onde o saloio mor escondia a chave da porta quando saía, o esconderijo do cofre… enfim, pormenores que um dia lhe poderiam ser úteis.

Na vizinhança da horta, morava outro saloio que também tina uma horta também com um nme esquisito; a Gniogno.

O dono desta Gniogno vivia no sonho de um dia «apanhar» a horta do outro saloio mas, para isso, tinha de descobrir alguns pormenores: a que horas iam os rebanhos para a pastagem, quais os cordeiros mais apetecíveis, as horas do descanso do pastor e do seu cão, onde o saloio escondia a chave da porta quando saía, o esconderijo do cofre…

Lembrou-se, então o dono da Gniogno que o lobo de carvalho lhe poderia ser útil e tudo ficou combinado. O lobo carvalho passava-lhe as informações e, quando o fizesse, teria à sua espera um tachinho que pagava um litro de leite por dia, quatro cordeiros e uma ovelha à escolha, todos os meses. E o negócio fechou-se.

Mas o Diabo, nesse dia estava de serviço e viu o espião passar as informações e, talvez porque tinha umas velhas contas pendentes, pegou em si, foi ter com um jornalista conhecido e contou-lhe tudo. Tudinho.

Bem, era a altura de a polícia entrar em acção e foi chamada.

Ah… não é nada disso que você está pensando! Você pensa que o saloio da Lagutrop se foi queixar? Mas assim a história não tinha piada nenhuma!

Quem foi apresentar queixa foi o espião. Diz ele que cometeram contra ele o crime grave de o terem visto a passar informações ao futuro patrão.

Este Lagutrop (ou o contrário, se preferirem) é mesmo um país de contos infantis, não é? Para entreter os saloios.

  • NOTÍCIA:
    O ex-director do Serviço de Informações Estratégicas de Defesa vai entregar hoje uma queixa-crime por violação de correspondência e utilização indevida da mesma, depois do jornal Expresso ter noticiado que Jorge Silva Carvalho cedeu informações confidenciais à Ongoing.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Feira de Stocks de Quarteira

a acral diz “promover o comércio tradicional” mas… promove?!
A Associação Centro Loulé e a ACRAL promovem, com os bons auspícios das autarquias, a terceira edição do «Stockout – Feira de Stocks de Quarteira», a partir de hoje, 28 até 31 de Julho, no Calçadão.

Aguarda-se a presença de quarenta representantes dos estabelecimentos comerciais do concelho de Loulé, nas áreas do vestuário, calçado, acessórios de moda, roupa interior, decoração, artigos de desporto, ourivesaria, jardinagem e acessórios para animais.

O objectivo é, no dizer dos promotores, promover o comércio tradicional e dar a possibilidade aos lojistas de escoarem os seus produtos, ao mesmo tempo que os compradores poderão adquirir esses mesmos produtos a preços mais atractivos”.

Até aqui, está tudo muito bem. Fica bem à ACRAL passar das palavras aos actos, na defesa dos seus associados, os empresários retalhistas.

Mas, para quem diz que pretende “promover o comércio tradicional” e também visa “que os compradores possam adquirir esses produtos a preços mais atractivos”, podem dizer quando tomaram alguma atitude junto das autarquias, ou das autoridades policiais (ASAE, GNR…), ou até mesmo na imprensa, para acabar com a concorrência desleal que são os vendedores clandestinos - ditos ambulantes - nas ruas de Quarteira?

Estes, sim, podem vender “a preços mais atractivos”: não pagam impostos, nem Segurança Social, nem renda das «lojas», nem luz, nem água, nem quotas à ACRAL (e às vezes nem os próprios produtos que vendem).

E, ainda por cima, com a sua presença terceiro-mundista, transmitem uma péssima imagem de Quarteira, do seu comércio, da sua população…

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Ampliação do heliporto de Loulé

permanência de meios aéreos: segurança, protecção e socorro
Num investimento que orçará os 722 mil euros (co-financiado em 70% do Programa Opera-cional Temático de Valorização do Território), segundo uma nota de imprensa da Câmara, irão ter início no mês de Agosto as obras de ampliação e remodelação do heliporto municipal.

Esta ampliação irá permitir criar, no quartel de Bombeiros de Loulé, as condições para a permanência de meios aéreos para operações de segurança, protecção e socorro.

Para tal, será construído um novo edifício de dois pisos, que irá albergar quartos para as tripulações, recepção, central de comunicações e outras funcionalidades.

Ficarão assim criadas as condições necessárias para garantir a instalação dos meios huma-nos de protecção e socorro (helicóptero de emergência médica do INEM, com uma equipa permanente 24 horas por dia, e os serviços da Autoridade Nacional de Protecção Civil).

O prazo para execução da obra é de 360 dias.

terça-feira, 26 de julho de 2011

Teatro em Quarteira

camões em interpretação livre

No próximo dia 4 de Agosto, a partir das 22:00 horas, a Companhia de Teatro do Algarve estará na Praça do Mar, em Quarteira, para apresentar o espectáculo de rua “Canto Nono”, uma criação colectiva a partir dos Lusíadas.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Os Vira-casacas Algarvios

onde se fala de cores, coluna vertebral, jobs e de auto-estradas
É costume e todos lhe conhecemos os contornos: de cada vez que há mudanças no poder, logo surgem, como cogumelos, as mudanças de opinião. Muitas vezes, essas mudanças são lentas e graduais; outras vezes são drásticas e repentinas, mal se percebe que as coisas estão prestes a mudar.

O «Zé-pagode» conhece os figurões e, desde os tempos da Tomada da Bastilha, crismou-os de «vira.casacas». São os que navegam à bolina, desprezando os valores éticos, morais, políticos e culturais.

Quase sempre são os mesmos que, até então, bajulavam e aplaudiam o poder, aqueles que «descobrem», de um momento para o outro, que andavam enganados e correm a aplaudir o novo poder. Representam eles o pior extracto da sociedade.

Para eles, contam apenas as «regras» que lhes viabilizam vantagens pessoais. Não lhes importam os meios - o que não significa que não saibam que são atitudes reprováveis. Mas o que lhes sobra em esperteza, falta-lhes em verticalidade na coluna vertebral.

São os mesmos que correm a rodear os «novos senhores», satisfazendo-lhes o ego e o narcisismo. Aconteceu há meses à volta de Passos Coelho, como aconteceu agora com António Seguro.

Mas ai dos que derem ouvidos aos encómios de momento; mais mês menos mês, haverá que pagar as fidelidades. Governo que se deixe rodear por essa corja estará para sempre refém dessa espécie de boys, por mais que jure e tresjure que consigo não contarão com jobs.

Veja-se o que aconteceu no governo de Guterres e agora, apesar do «aviso prévio» da não criação de jobs para os seus boys, veja-se o que já aconteceu na Caixa Geral de Depósitos, numa penada enxameada por «fiéis» sem currículo – e o novo governo só cumpriu o primeiro mesinho de mandato.

O vira-casaquismo já está na berlinda: mesmo perante o aumento de impostos associado à retenção do equivalente a metade do 14.º mês - uma medida intrinsecamente má que todos condenariam no governo anterior – muitos não tiveram pingo de pudor em elogiá-la, como se uma medida pudesse ser boa ou má conforme a cor de quem a decide.

O mesmo se tem passado à volta do pagamento das auto-estradas. O actual governo, quando ainda o não era, acorrera peremptório: «ou pagam todos, ou não paga ninguém». Depois assumiu o poder e as portagens continuam a ser como enfeites de Natal nas tais ainda Scuts, apesar de todos sabermos da inevitabilidade dessa cobrança, para um governo que precisa de dinheiro como o pão para a boca.

No Algarve, os «politiquinhos» têm andado como seara oscilando ao vento: Mendes Bota - um bocado mais esperto que os outros - um dos mais acérrimos algozes do pagamento de portagens, tem-se, aos poucos, apagado e silenciado; Freitas – outro que sonhou um dia vir a ser «vice-rei dos Algarves» - coitado, já nem sabe o que dizer, manifestando-se num dia «sim», noutro «não» e num terceiro «nim», clamando pela «conclusão» das obras da 125 – como se isso fosse previsível para os próximos tempos ou servisse para alguma coisa.

Faltava o terceiro que ambiciona vir a ser o Alberto João do Algarve: Macário Correia. Ainda há semanas, quando tínhamos um governo «socrático», jurava «fidelidade eterna» aos que condenam o pagamento de portagens na A22. Dizia em Abril que “a introdução das portagens é e sempre será uma injustiça […] A nossa causa (as anti-portagens) deve namter-se e presistir, independentemente de qualquer desculpa que o governo arranje”.

Dizem-nos que chegou a apelar à desobediência civil (essa passou-me). Agora resolveu que esta casaca não lhe ficava bem: “As portagens são uma inevitabilidade […] Compreendemos aquilo que o governo actual e o anterior vinham defendendo”.

Compreendeu? Agora? À pergunta, em discurso directo, não sabe justificar essa tardia e oportuna «compreensão» e, por isso, temos de inferir: ou Macário aguarda por um novo «brinquedo» (brinquedo vulgarmente conhecido por job); ou Macário é de compreensão (muito) lenta!

domingo, 24 de julho de 2011

Quarteira Activa 35 minutos por dia

pode não perder peso… mas não é o fitness que engorda
Decorre actualmente e até final de Agosto, a 9ª edição do Projecto Quarteira Activa, dinamizado pela associação Dinamika, com o apoio da Câmara de Loulé e da Junta de Quarteira.

O projecto prevê 21 aulas de 35 minutos cada, da modalidade de fitness, gratuitas, por semana, junto de quatro palcos junto ao areal: na Praça do Mar; em frente do Hotel Dom José, em frente do Lendário e no Calçadão nascente.
Imagem: Foto de arquivo da CML

Vai «fermoso» e… não seguro

mas revisão constitucional… nem pensem!
Os resultados parciais da votação para secretário-geral do PS, dão Seguro como vencedor das eleições, com 65 a 70 por cento dos votos.

Com a maior parte dos votos já apurados, António José Seguro obteve 17.604 votos contra 7.969 votos de Francisco Assis. O que significa que, dos cerca de 1.850 delegados que irão ao Congresso Nacional do PS, que se realizará entre 9 e 11 de Setembro, a candidatura de Seguro deverá ter eleito 1.058 contra os 258 afectos a Francisco Assis.

Na sua primeira declaração como secretário-geral do PS, António José Seguro já avisou o Governo que irá rejeitar uma nova revisão constitucional.

Falando «para dentro» do partido, Seguro disse que, no âmbito da “modernização” e “abertura” do PS à sociedade, [...] haverá novidades” no Congresso; mas foi adiantando que é sua intenção dar liberdade de voto aos deputados socialistas.

Vamos ver até onde as palavras correspondem a actos e não apenas a … intenções.

sábado, 23 de julho de 2011

A luta continua: manifestação sai à rua

mais um dia a andar devagarinho na 125
A denominada «Comissão de Utentes da Via do Infante», realizou ontem, no Patacão, uma conferência de imprensa para apresentar ideias sobre «novas formas de luta contra a introdução de portagens na Via do Infante».

A comissão anunciou a formação de uma «associação para a mobilidade em geral e segurança» e a realização de uma marcha lenta na EN 125, num dia não definido do mês de Agosto.

Além disso, a comissão manifestou-se profundamente desagradada com as recentes posições de Macário Correia a quem «responsabiliza» pelo "agravamento da crise da região e o aumento de mortes e feridos na EN125”, e a quem acusou de se ter aproveitado das acções da «plataforma anti-portagens», servindo-se delas “para ter protagonismo”, pelo que se sentem “ofendidos e traídos”.

Não há um interlocutor válido no Algarve para falar sobre as portagens na Via do Infante. A recente atitude de Macário Correia ditou a morte da plataforma que existia. Reafirmamos que não enjeitamos qualquer tipo de luta, desde que não se traduza em violência ou ilegalidade”, afirmou João Caeteno que, juntamente com João Vasconcelos, José Amaro, Fátima Conceição, José Domingos, António Almeida, João Martins e José Vitorino, integra a referida «associação para a mobilidade em geral e segurança».

Vitorino, sempre na brecha, à cata de dividendos; mas, definitivamente: a dita - «comissão de utentes» ainda não percebeu nada do que se está a passar em Portugal…
Imagem: Foto da reunião, retirada do sítio do «Região Sul»

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Eleições no Partido Socialista

em loulé e quarteira agarram-se às bóias de salvação
O Partido Socialista vai eleger, entre hoje e amanhã, 22 e 23 de Julho, o secretário geral do seu partido, que substituirá José Sócrates.

Na disputa, estão António José Seguro (Lista A), com a moção global de estratégia «O novo ciclo para cumprir Portugal», e Francisco Assis (Lista B), com a moção «A força das ideias».

Simultaneamente, o PS vai eleger os delegados afectos a ambas as listas, que integrarão o congresso nacional que se realizará em Setembro.

Chegam-nos às mãos as respectivas listas que, sem que nos tragam grandes surpresas, não podem deixar da causar algumas perplexidades:

Uma das listas da concelhia de Loulé – afecta a Francisco Assis – é encabeçada por Joaquim Vairinhos, o candidato humilhantemente derrotado das últimas eleições autárquicas e que resignou ao cargo de vereador, para que foi eleito.

Outra das listas – afecta a José Seguro – que elegerá os delegados ao congresso por Quarteira – integra, entre outros, o actual presidente da concelhia de Loulé, Victor Faria, e ainda o coordenador da secção de Quarteira, Carlos Carmo, mais Lígia Brito, João Carrapa e Cristina Brito, membros do anterior secretariado ou da comissão concelhia louletana.

O curioso (?!) é que estes nominados defendem agora ideias de Seguro que ainda há pouco rejeitavam: “Eu valorizo muito a militância partidária. Os militantes do PS são cidadãs e cidadãos válidos e empenhados na defesa da sua terra e do nosso país. Eu quero dar mais voz e mais poder aos militantes do PS” (Seguro, em Portimão).

Defendem ainda “A vontade de devolver o partido aos militantes e abri-lo à participação dos simpatizantes. A vontade de revitalizar o PS, promovendo o debate, a reflexão e a concepção de propostas alternativas a este governo liberal e conservador".

No seu «manifesto», os integrantes da lista quarteirense afirmam ainda que “para nós, os militantes não são um problema, os militantes são uma das maiores riquezas do nosso PS. Contamos consigo para fazer parte de uma nova forma de fazer política”.

Só falta aparecer nesta lista Hugo Nunes, o anterior presidente da concelhia de Loulé.

Porque todos os nominados neste post já se esqueceram do seu procedimento nas últimas eleições autárquicas, quando impuseram as suas escolhas, rejeitando liminarmente, a discussão e escolha dos militantes de Quarteira e Loulé.

Mudaram de ideias porque reconheceram o seu erro? Ou porque pressentem que esta será a forma de conseguirem manter-se a flutuar, esperando que um eventual candidato lhe venha dar depois a possibilidade de rejeitarem amanhã o que hoje defendem e ontem rejeitaram?

Confuso? Nem tanto, nem tanto!

Mas não será com gente desta que o PS apresentará “cidadãos válidos e empenhados na defesa da sua terra e do nosso país” – como quer Seguro.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

A anedota do dia

a via do infante e as vias transversais…
A Concelhia de Faro do Partido Socialista apelida Macário Correia de "incoerente" pela sua recente mudança de posição quanto à introdução de portagens na Via do Infante.

No comunicado do PS/Faro, afirma-se que "o Partido Socialista, nestas matérias teve sempre a mesma posição, que mantemos".

Que posição? A de Miguel Freitas, favorável às portagens ou contra elas?

Parece que, neste ponto, o PS/Algarve tem sido muito coerente, não acham? Somos um povo de memória curta. Mas não tão curta!

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Alunos quarteirenses entre os vencedores do «N@Escolas»

o prémio consiste numa viagem de 15 dias através da europa
O grupo de alunos «100 Comentários», da Escola Secundária Drª Laura Ayres, de Quarteira, foi. juntamente com o grupo «Bússula Estudantil», da Secundária de Loulé, um dos seis grupos vencedores da quarta edição do concurso “N@Escolas”, um projecto dirigido a estudantes do ensino secundário e profissional.

Trata-se de uma iniciativa de âmbito nacional, promovida pelo Diário de Notícias, e os premiados vão partir para uma viagem de autocarro, de quinze dias, através da Europa, percorrendo seis países e doze cidades.

O concurso consistiu na concepção dum jornal, integrando o editorial, entrevistas, reportagens, participação num painel de debate e realização de uma conferência de imprensa.

Os estudantes de Loulé foram os vencedores na área «Política» e os de Quarteira foram os vencedores da secção «Sociedade».

Neste passeio através da Europa, os alunos continuarão no papel de jornalistas já que, cada grupo, fará duas reportagens sobre duas das cidades visitadas.

Antes da partida, os jovens foram recebidos pelo presidente da Câmara de Loulé, que lhes fez a entrega de lembranças do concelho, para os alunos do município oferecerem a instituições dos países por onde irão passar.

Ainda a Noite Branca 2011

noite branca só não se fará se a acral não quiser
Como oportunamente noticiámos, o evento louletano «Noite Branca 2011», previsto para 27 de Agosto, foi suspenso pela Câmara, alegando “a necessidade de contenção económica”.

A Associação de Comerciantes da Região do Algarve (ACRAL) vê com “estranheza” o cancelamento do evento e, de forma aparentemente estranha e descabida, associa esta suspensão não só à não realização do Modcom de Quarteira, como... ao “facto de estar aprovada, pela autarquia de Loulé, a instalação do IKEA”.

Rosado, o presidente daquela associação, diz que “é de lamentar o cancelamento deste evento que trazia ao concelho de Loulé um grande retorno financeiro e por arrastamento ao comércio local”, pois o fluxo de visitantes nessa noite era atraído à cidade, permitia, ao concelho de Loulé “um bom retorno económico”, particularmente ao comércio...

Acrescenta ainda o representante da ACRAL: “Não podemos (?!) aceitar que a autarquia [...] tome mais outra decisão que muito prejudica o comércio do concelho de Loulé”.

Bem, então está encontrada a solução: como o evento traz “um bom retorno económico”, a ACRAL pode assumir a responsabilidade de o levar avante, recebendo esse retorno e reinvestindo-o particularmente na defesa do comércio – do qual é representante!

Ora digam lá se esta não é uma boa ideia: faz-se a festa, a ACRAL recebe um bom «estorno económico”, o comércio do concelho de Loulé não sai prejudicado e os que tinham este dia marcado na agenda não precisam de o riscar.

Ah! E mais: não cobramos nada pelo alvitre! E só não haverá Noite Branca se a ACRAL não quiser...

terça-feira, 19 de julho de 2011

Chamarizes e outros truques eleitorais

quarteira tem presidente de junta ou boneco de palha?
As habilidades que os partidos (de todas as cores) usam para tornear, não só a lei como, sobretudo, a vontade das populações, começam a confranger.

  • Os mais velhos devem recordar-se ainda dos truques que, há algumas décadas, usavam os caçadores de patos para atraírem os palmípedes para onde os chumbos dos seus cartuchos os pudessem alcançar: disfarçavam-se entre os juncos das lagoas, punham a flutuar na água um pato de madeira ou de cortiça e usavam uma espécie de apito que imitava o grasnar dos patos. Estes, vinham ao engano, pensando ter encontrado companhia, alimento e segurança e… pum! Já está: o caçador recebia o prémio da sua astúcia e velhacada, levando para a panela a carniça do inocente marreco.

Pois os nossos políticos, a quem faltam capacidades e inteligência mas sobra em esperteza e lábia, estão a usar exactamente os mesmos truques: acenam com um qualquer boneco pintado ao povoléu para o atraírem ao alcance do tiro e… pum! – aí está o votinho.

Alcançado o objectivo, vão-se, saracoteando, saborear um melhor guisado, mais suculento e proveitoso.


Assim se passou em Quarteira nas últimas autárquicas; José Mendes foi o chamariz, todo bonito, todo muito bem pintado, todo ele disfarçado de candidato à Junta.

Apanhado o pato… Perdão: apanhado o voto do inocente quarteirense, logo se alçou para outro poleiro, esquecendo o seu «acrisolado amor» a Quarteira e deixando em seu lugar um boneco de palha.

Teoricamente, Mendes é o presidente da Junta.

Uma ova! Quem o quiser encontrar vai ter de o buscar num confortável gabinete com ar condicionado, nas Câmara de Loulé, a papar à custa do Orçamento, a assessorar o presidente sabe-se lá em quê - talvez como conselheiro das tintas e vernizes – aguardando a hora do regresso a casa, à janta fumegante e aos braços da diligente Glorinha, sua esposa, que lá anda tratando do negócio familiar.

Cá, deixou um tal Catarino, o boneco de palha em quem ninguém votou, homem sem ideias, sem discurso, sem projectos, sem carisma, que lhe herdou o gabinete na Junta de Freguesia onde, à falta de competência e iniciativa, gasta o tempo às voltas com a Internet.

E Quarteira não pode dizer que não tem presidente da Junta. Nem o contrário!

os quarteirenses não cabem todos no monitor do computador de Catarino e talvez um dia ainda se fartem de ser os patos da velhacaria política.
ais dia menos dia, quando virem o pato chamariz a nadar na lagoa, talvez se lembrem de se juntar em bando e… pum! - «largarem o lastro» em cima do caçador.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Câmara cancela Noite Branca 2011

autarquia prefere não comprometer a qualidade do evento
A Câmara de Loulé acaba de noticiar a sua a decisão de não realizar, no corrente ano, a Noite Branca.

Justifica a autarquia que a sua decisão tem por base a necessidade de contenção orçamental pois, sendo um evento gratuito que envolve um grande investimento, em si, não gera retorno financeiro directo.

A autarquia “preferiu não comprometer a qualidade do evento com uma edição mais simples, e adiar a sua realização, considerando ainda a necessidade de definir prioridades de investimento num momento em que o país atravessa sérias dificuldades”.

A Câmara de Loulé, com a sua resolução,”procura assim uma melhor racionalização do erário público, focando a sua atenção no apoio às pessoas, nomeadamente aos grupos sociais mais frágeis. O momento difícil pelo qual estamos a passar exige uma grande responsabilidade por parte das organizações públicas” – diz a nota da Câmara.

Frisa a autarquia que com este cancelamento – que tem “um efeito pontual” - dá o seu contributo voluntário e “global para a recuperação económica da região e do país”.

O ‘Calçadão’ apoia e louva a coragem desta determinação.

Parafraseando o José Carlos: Cartão verde para a CML !

Copiar as ideias dos outros pode ser bom, sabem?

ou só nos interessa retirar o êxito aos nossos vizinhos?

Um dos grandes problemas do Algarve e do seu turismo é que poucos procuram inovar e todos se querem copiar:


  • o concelho N faz um festival de folclore e tem tido êxito? Aí está: vamos fazer também um festival de folclore;

  • o concelho X tem uma feira da serra e parece que dá resultado? Bem, façamos também uma feira da serra…

  • o concelho Y organiza marchas populares e parece que resulta? Bem, façamos também um desfile de marchas!

  • concelho Z tem uma feira de velharias e parece que é bem frequentada? Bom, então vamos também fazer uma feira de velharias…

E assim, retirando a originalidade aos outros, não fazendo senão roubar ideias e êxito uns aos outros, vão-se arremedando, copiando, num festival canibalesco.

E fazem-se festivaizinhos de folclore, feirinhas de serra sem gracinha nenhuma, imitações de marchas sem qualquer originalidade, feiras de velharias sem sal nem piada…

Somos assim: por preguiça, não inovamos; por falta de ideias, não empreendemos; por inveja e estupidez, devoramo-nos uns aos outros!

Mas as ideias que copiamos são todas boas? E isso que interessa? Outros pensaram por nós e criam o know-how.

As ideias boas, as que deveriam ser copiadas porque não são autofágicas, essas ficam muitas vezes ou quase sempre de lado…

Veja-se o exemplo da ideia (que só é inédita no nosso país) da Câmara de Vila Real de Santo António que, numa parceria, criou o serviço de «Taxi parking», que funciona desde15 de Julho até 31 de Agosto, 24 horas por dia.

O «Taxi parking» consiste num serviço de estacionamento com recolha e entrega de passageiros nos seus hotéis ou residências, com um custo fixo, mediante o qual, através de uma chamada telefónica, o utente tem a possibilidade de ser levado ao seu hotel ou residência e de voltar novamente ao seu veículo, sem qualquer custo adicional.

Pretende conseguir-se, com isto, facilitar e organizar o trânsito que, nesta altura do ano, se torna mais complicado, devido à grande afluência de turistas.

Podia ser uma boa medida, não? Sem fazer concorrência (sem prejudicar) aos nossos «irmãos» e aportando um pouco mais de qualidade à nossa oferta turística.

À mesma hora em todas as federações

a força das ideias contra a força da inércia
Hoje, dia 18 de Julho, às 21:00 horas, todas as federações distritais do PS recebem plenários da “Força das Ideias”, na iniciativa “Um por todos, todos pelo PS”.

Francisco Assis irá participar numa reunião plenária com os militantes do Tâmega e Sousa, na concelhia de Paços de Ferreira.

Ao mesmo tempo,à mesma hora, por todo o país, haverá sessões plenárias moderadas por apoiantes da candidatura de Francisco Assis a Secretário-Geral do Partido Socialista.

Em Faro, será Marcos Perestrello que apresenta a “Força das Ideias”, na Sede da Federação Distrital do PS/Faro.

Vamos ver se, sem futebol, sem máquina partidária a fazer tudo, sem as quantias de que dispõe José Seguro, haverá «força de vontade» suficiente para encher a pequena sala da sede do PS algarvio, o que ontem, com diversas desculpas, Seguro não conseguiu.

domingo, 17 de julho de 2011

Um sítio exemplar o do Loulé Concelho?

dois meses para pôr um pdf é responsabilidade de quem?
Há cerca de um mês, fui abordado por um amigo que, indignado, manifestava o seu enorme desagrado porque um assunto respeitante à legalização de obras efectuadas num prédio seu - há cerca de 30 anos, quando esse mesmo prédio ainda não lhe pertencia – fora aprovado em reunião de câmara mas com o «chumbo» dos vereadores do Partido Socialista que, sobre isso, teriam apresentado uma declaração de voto que lhe merecia – a ele, meu amigo - um violento repúdio.

Dizia ele que o «chumbo» se ficara a dever a uma posição política dos vereadores PS o que ainda o indignava mais, na medida que, desde que há eleições livres em Portugal, sempre votou no «partido da mãozinha», como dizia Maria Barroso nos comícios de então.

A revolta do meu amigo pareceu-me legítima mas, entre o «parecer» e o «ser» há, muitas vezes uma distância do tamanho do mundo. E formar opinião sem estar na posse de elementos em que a baseie, não costuma ser meu hábito, como sabem os meus leitores.

Estamos no fim do ano lectivo, em vésperas dum outro que ainda não se sabe bem se será diferente do anterior e, sem trabalhos para corrigir nem notas para dar, tive hoje uma disponibilidade de tempo para procurar a informação de que necessitava. E lá fui dar uma volta às actas da Câmara.

Agora, o espanto e a indignação são meus: então mão é que a última acta do sítio da Câmara de Loulé tem a data de … 4 de Maio?!

É este o «site» exemplar que a autarquia se orgulha? Desde 4 de Maio, o responsável (o vereador responsável pelo pelouro da informação, o vereador da informática, o candidato a deputado encarregado da publicidade e imprensa?) não teve tempo de meter as actas?

Qualquer acta é aprovada na sessão seguinte, ou seja, a acta da reunião de 11 de Maio terá sido aprovada em 18 desse mês. No dia 19 podia estar à disposição do público – se a Câmara quisesse informar; se o sítio da Câmara não tiver de estar actualizado só nas baboseiras que o presidente assina (mas não escreve) no «Correio da Manhã»; se esse mesmo sítio fosse, realmente, um sítio «exemplar» e, finalmente, se os responsáveis políticos acima mencionados fossem… pessoas responsáveis.

Assim, já se sabe, quando o ‘Calçadão’ começar a girar em fotocópias pelos gabinetes da câmara, na segunda feira, quem vai «pagar as favas» vai ser um funcionário menor, desses que, coitados, só têm de fazer aquilo que lhe mandam e quando lho mandam.

Cartão vermelho para a Câmara de Loulé!

sábado, 16 de julho de 2011

Sem gravata, se faz favor...

vamos lá tirando os farrapinhos para não termos calor
A «super» ministra Assunção Cristas publicou um despacho destinado a dispensar os seus funcionários do uso de gravata, o símbolo universal da formalidade.

A ministra juntou todo o seu staff «desengravatado» para mostrar às câmaras de televisão como os funcionários se podem apresentar, em conformidade com a nova norma.

Disse a ministra que o objectivo é poupar energia, sem gastar nada pois, segundo disse, “há estudos” que demostram que prescindir da gravata permite descer em 2 graus centígrados a temperatura do ar condicionado.

Assunção Cristas diz que não se trata de uma medida simbólica, pois é inspirada pelo “Ar Cool” do governo japonês.

Uma comunicação enviada ontem a todos os serviços do ministério de Cristas, estabelece que os homens estão dispensados do uso da gravata e que o ar condicionado deve ser regulado para 25º C.

Senhora Ministra!!! Parece que isso é sexismo... E as mulheres, coitadinhas, acha que podem suportar os calores?

O ‘Calçadão’, cheio de pena das infelizes esquecidas da ministra,dá uma ajudinha: Dona Cristas, mande lá um despacho a dispensar as mulheres de alguma roupinha!

Se calhar, se forem todas trabalhar de bikini, até podem regular o ar condicionado para 24 ou 23graus!

Cool!

António Seguro amanhã em Faro

“em surdina” fala-se em botelho para sucessor de freitas
O candidato à liderança do Partido Socialista, António José Seguro, vai estar amanhã, domingo, 17, em Faro, para uma sessão pública que versará "O Novo Ciclo", o lema da sua lista - a lista A.

Os primeiros subscritores da lista algarvia de "O Novo Ciclo" são Paulo Neves, José Apolinário e Adelaide Martins.

Como oportunamente noticiámos, após a eleição nacional do secretário-geral, Miguel Freitas, o ainda líder do PS/Algarve, irá apresentar a demissão e marcar um congresso regional.

Segundo o seminário «barlavento»”em surdina” menciona-se Jorge Botelho – outro membro do clã do actual presidente da federação - para se candidatar à sucessão de Freitas.

É caso para dizer que o PS/Algarve vai sair da lama e já pensa em meter-se no atoleiro…

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Sociais-democratas repartem funções

deputados do psd/algarve definem funções de áreas sectoriais

Os deputados eleitos pelo PSD/Algarve repartiram entre si as áreas sectoriais de intervenção.

Mendes Bota, que fará a coordenação do grupo, será responsável, entre outros pelos sectores: ética, cidadania, comunicação, assuntos constitucionais, segurança, justiça, defesa, negócios estrangeiros, igualdade, desenvolvimento regional, turismo e obras públicas.

Pedro Roque ficará, também entre outros, com os sectores de: trabalho , emprego, formação profissiona, segurança social, família, assuntos europeus, administração pública, educação e desporto.

Elsa Cordeiro ficou com a cobertura das seguintes áreas: orçamento, finanças, saúde, toxicodependência e cultura.

Cristóvão Norte fica com as seguintes áreas: agricultura, pecuária, pescas, desenvolvimento rural, florestas, ambiente, ordenamento, poder local e juventude.

Aparentemente, poderá ser uma boa medida; no entanto, não foram divulgados nem objectivos, nem funções, nem o âmbito de acção de cada deputado nos respectivos sectores. Esperemos para ver. Pode ser que, desta vez, Bota tenha acertado...

quinta-feira, 14 de julho de 2011

“No jobs for the boys”?

há uns anos, alguém afirmou o mesmo; o resultado, viu-se
Passos Coelho afirmou no Conselho Nacional do PSD de ontem, que os ministros não poderão fazer nomeações para altos cargos da administração pública – directores-gerais, presidentes de institutos e afins - antes de haver novas regras, o que deverá acontecer nos próximos 45 dias.

Não podemos repetir os erros do passado’ – disse, enquanto recomendava “exigência e rigor”.

Antes da reunião – que, como prevíramos, elegeu Matos Rosa para novo secretário-geral do partido, Coelho teve um encontro restrito com os presidentes das distritais, num primeiro sinal de que a gestão partidária em tempos de governação.

Quarteira saúda: Vivó Brasil!

sinalização horizontal, saudade do Brasil ou apenas mau-gosto?
Vocês recordam-se daquele cântico «verde-amarelo» com que os nossos irmãos do outro lado do mar acompanhavam os jogos da «selecção canarinha»?

Pois o verde-amarelo deve ter chegado a Quarteira pela mão de um brasileiro que alguém encarregou de pintar os lancis nos cruzamentos, passadeiras e rotundas da cidade.

Se o tom da cor amarela escolhido já era feio, agora vejam o efeito quando alguém se lembrou de pintar os lancis de algumas rotundas com um verde-bandeira de um mau gosto sem precedentes. Será uma nova cor de sinalização horizontal?

Quem seria o génio da Câmara de Loulé que mandou fazer aquela linda obra? Provavelmente, algum daltónico…

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Biblioteca móvel regressa a Quarteira

para ler à beira-mar ou levar para casa
O projecto Biblioteca de Praia, em Quarteira, decorrerá entre 20 de Julho e 31 de Agosto, das 10h45 e as 17h45. A Biblioteca de Praia estará situada na Avenida Infante Sagres, em frente da Praça do Mar.

Na viatura estarão à disposição dos leitores cerca de 1400 livros, e revistas que podem ser consultadas numa esplanada com vista privilegiada para o mar.

Para além da consulta local, os livros estarão disponíveis para empréstimo, dois de cada vez, por um período de cinco dias, mas com hipótese de renovação.

O mar – história e recursos

concurso de fotografias inéditas

A Câmara de Loulé está a promover o concurso de fotografia “O Mar – História e recursos, integrado no Programa Bandeira Azul 2011 e da actividade “Promoção do ambiente marinho e costeiro”.

As inscrições são gratuitas e abertas a todos os cidadãos, que poderão concorrer até ao dia 19 de Agosto (Dia Mundial da Fotografia).

Os trabalhos a concurso devem ser imagens inéditas, de superfície ou subaquáticas, e serão avaliados por um júri que levará em conta critérios de: enquadramento, originalidade e qualidade técnica da imagem.

A entrega dos prémios será efectuada no dia 3 de Setembro, em Quarteira, por ocasião da acção de limpeza subaquática, sendo os trabalhos seleccionados expostos na “Noite Branca”, em Loulé, em 27 de Agosto.

Festa africana em Quarteira

ritmos quentes para escutar, cantar e dançar No próximo dia 23 de Julho, a partir das 22:00 horas, decorrerá, na Praça do Mar, em Quarteira, a «FestÁfrica – Festival de Música e Cultura Africana do Algarve».

É uma organização da Apalgar – Associação de Amizade dos Palop no Algarve, com o apoio da Câmara Municipal e da Junta de Freguesia.

A música e a dança serão as componentes em destaque no evento. Pelo palco, irão passar o organista Quim Gonçalves, o Grupo de Capoeira Contemporânea, o Grupo de Dança da APALGAR, o Grupo de Dança “Tropical Girl’s” e o teclista Julião Moçambicano.

A entrada é livre.

terça-feira, 12 de julho de 2011

Sócrates foi um mentiroso!

… coelho defronta-se com a realidade e as agências
Toda a gente se recorda que, quando José Sócrates ganhou as eleições por KO a Santana Lopes, conquistando a maioria absoluta para o PS, tinha prometido que não iria aumentar os impostos e a primeira coisa que fez mal foi nomeado primeiro-ministro,foi precisamente aumentar os impostos.

- Mentiroso! Mentiroso!

Ganhou logo ali o epíteto que o levaria até ao final do mandato. Mas foi levando a água ao seu moinho, recuperando, com Teixeira dos Santos, de uma situação à beira da catástrofe, que vinha dos tempos em que Cavaco desbaratou, em Centros Culturais de Belém e auto-estradas, o dinheirinho que veio de Bruxelas; que passou por Guterres que saiu a meio do «pântano»; de que Barroso fugiu, quando percebeu onde estava metido; onde Santana nem chegou a perceber qual a diferença entre os submarinos de Portas, as medidas sociais de Bagão e as sestas no gabinete de chefe do governo antes das noitadas da Caras.

E, quando tudo parecia correr pelo melhor na governação de Sócrates, que começava a demonstrar que, como disse mais tarde Cavaco, "há vida para além do défice"… pimba! – cai-lhe em cima uma crise internacional e tudo começa a resvalar de novo. Aqui e em toda a Europa.

A direita rejubilou: o «mentiroso» desculpava-se com a crise mundial! Mentiroso!

No entanto, Sócrates foi conseguindo manter o seu projecto de Governo, apesar das agências de rating que, em seis anos, fizeram «cair» Portugal cinco posições.

Queda com «sabor» a ouro sobre azul, para a direita: a culpa da queda do rating era do «mentiroso» e do seu governo sem credibilidade, que insistia em não parar as obras estruturantes com que julgavam colmatar a falta de investimento.

Mas Sócrates segurou-se, enquanto pôde, procurando sacrificar ao mínimo as famílias.

A direita continuou o seu trabalho de sapa, a Europa dava sinais de fraqueza crescente. O cansaço de Sócrates e Teixeira fazia-os vacilar, persistindo ainda no seu projecto, com aplauso dos seus pares europeus. Para mais, a direita fizera eleger para Presidente um dos seus «ícones», precisamente o que escolhera Sócrates para seu «ódio de estimação».

E Sócrates, perante a aliança da direita com a estrema esquerda, caiu, substituído por sangue novo, ainda que inconsistente. Caiu perante as promessas de que Coelho não iria aumentar os impostos!

E a primeira coisa que este fez… foi aumentar os impostos e tirar parte do subsídio de Natal.

Voltam as agências de rating, as agências que tem por missão avaliar (apenas avaliar) o estado das finanças dos países – as mesmas que, em seis anos, preconizaram a queda de cinco pontos ao governo de Sócrates – e, só uma delas, logo na primeira semana, percebe que Portugal não mostra fiabilidade e atira-o pelas escadas abaixo, «sacando-lhe» quatro posições e atirando-o para o segmento financeiro do «lixo».

Pois aí veio um bruaá: que as agências são as culpadas desta catástrofe nacional. Malandros, que só nos querem «lixar»!

Repararam? Em vez do treinador procurar o sistema que lhe permita equilibrar a partida, prefere queixar-se do árbitro que apenas validou um golo limpo ao adversário!

Entretanto, se na primeira semana, tal como Sócrates, Coelho aumentou os impostos (e não só), só se fala no eventual erro do árbitro e ainda não se ouviu gritar contra o treinador:

- Mentiroso!

Conselho Nacional do PSD vai eleger o secretário-geral

matos rosa deverá substituir miguel relvas
O Conselho Nacional do PSD vai reunir-se logo à noite, em Lisboa, para eleger o novo secretário-geral do partido, em substituição de Miguel Relvas, que deixou este cargo depois de ter tomado posse como ministro, já que os estatutos do PSD estabelecem que “o secretário-geral não pode acumular com o exercício de funções governativas”.

Agora, também em termos estatutários, cabe à direcção nacional propor ao Conselho Nacional um nome para o cargo de secretário-geral do PSD. Segundo fontes bem informadas, o mais provável é que o escolhido seja José Matos Rosa, um dos três secretários-gerais-adjuntos do partido.

domingo, 10 de julho de 2011

Levem-no lá para o Cáucaso!

nomearam o «nosso» deputado soares para o azerbeijão
A Organização para a Segurança e Cooperação na Europa é uma organização de países do Ocidente voltada para a promoção da democracia e do liberalismo económico na Europa.

O deputado do PS João Soares, eleito pelo Algarve, candidatou-se para secretário geral dessa organização; mas os seus 230 pares chumbaram a sua candidatura.

À laia de compensação, Petros Efthymiou, o presidente da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa, nomeou-o «alto representante para o Cáucaso», ou seja, para países como a Geórgia, a Arménia ou o Azerbeijão.

Quem terá ido, lá para essa organização, delatar que Soares é deputado pelo Algarve há alguns anos e os algarvios ainda não o viram fazer nada de jeito?

Podiam ficar lá com ele? Por favor…

Benémola: Paisagem Protegida Local

para protecção e conservação dos valores sociais e culturais
Em Querença realizou-se ontem, 9 de Julho, uma sessão extraordinária da Assembleia de Freguesia, para dar a conhecer o novo estatuto jurídico de «Paisagem Protegida Local,» da Fonte Benémola.

Este local paradisíaco era, anteriormente, um «Sítio Classificado» e, mercê do novo estatuto, a sua gestão passa a ser assegurada pela Câmara Municipal de Loulé, através de uma comissão directiva presidida pelo vereador Aníbal Moreno.

Sendo uma «Paisagem Protegida Local», deverá cumprir os objectivos que assegurem, segundo nota de imprensa da autarquia, “a protecção e conservação dos valores biofísicos, estéticos e paisagísticos e biológicos do Barrocal; fomentar de forma equilibrada e sustentada, o desenvolvimento económico, social e cultural da região, incentivando e apoiando as actividades tradicionais, a recuperação de povoados e construções antigas de arquitectura tradicional, potenciando os recursos naturais e humanos; promover o ordenamento do território para que o seu uso seja feito sem prejuízo dos fins referidos; promover a divulgação dos seus valores naturais, arquitectónicos/arqueológicos e estéticos, bem como criar condições para a divulgação destes valores, como pólos de atracção turística ou de lazer”.

Durante a sessão, foi também assinado um protocolo entre esta comissão e a Quinta da Ombria, com vista à “recuperação das levadas inactivas há dezenas de anos, e que vão potenciar o retomar da agricultura nas margens da ribeira”.

Sem querer deslustrar a classificação da Fonte Benémola de Querença (com o que muito nos congratulamos), desculpem lá a pergunta:

- E para quando a classificação da Foz do Almargem, em Quarteira?

sábado, 9 de julho de 2011

Jovens fazem vigilância florestal

primeira brigada já está no terreno
Começou no passado dia 4 de Julho, a 4ª edição do programa de voluntariado jovem «Vigilância Florestal – 2011».

Esta actividade, dirigida a jovens com idades entre os 13 e os 18 anos, terá uma forte componente pedagógica, em que se pretende que os jovens tenham contacto com as freguesias do interior do concelho enquanto realizam também a vigilância e prevenção dos incêndios florestais; sensibilizando e informando as populações, ao mesmo tempo que interagem com a população mais idosa e isolada.

Antes de saírem para o terreno, os jovens participarão numa sessão de sensibilização nas instalações do Serviço Municipal de Protecção Civil, onde são abordadas noções sobre a Protecção Civil, a importância da floresta e a sua preservação, cuidados com o fogo e os princípios do voluntariado.
Imagem: Foto de arquivo da CML

sexta-feira, 8 de julho de 2011

A inauguração do Hospital de Loulé

mas sobre as nossas dúvidas… haverá alguém que as esclareça?
À hora que estamos a teclar estas notas, deve estar o senhor Presidente da República, de tesoura em punho, a fazer um discurso laudatório, preparando-se para cortar a fita da inauguração de um hospital que há muito foi inaugurado, extinto e, finalmente, restaurado e reconstruído.

Pouco importa ao senhor Dr. Cavaco Silva que «aquilo» já esteja a funcionar há meses. Hoje é uma sexta-feira de Verão, a convidar para um rico fim-de-semana algarvio, a muita gente que virá na comitiva presidencial…

Já se sabe: as inaugurações e visitas de trabalho no Algarve, às sextas-feiras, calham sempre muito bem aos políticos. Até porque, pelo menos, as deslocações serão pagas com o dinheirinho dos nossos impostos – que isso de contenção e sacrifícios são para o «maralhal» e não devem afectar as prerrogativas dos que já estão «instalados»; não é, senhor Presidente da República?

Mas vamos lá ao que mais interessa porque estas questões são «pintelhos», no dizer do ideólogo das áreas das Finanças e da Economia do nosso actual primeiro-ministro.

Tirando os pelinhos púbicos do senhor Catroga, vamos então falar da obra que agora se diz que ficou por cerca de quatro milhões e meio.

Porque ninguém explicou bem, com transparência, honestidade e rigor, como se chegou a uma quantia tão elevada, saída dos nossos impostos.

Porque é preciso também que se explique às pessoas que daquele «Hospital de Loulé» o que resultou foi uma clínica privada guiada por interesses económicos e que o que sobrou para o Zé-povinho é um conjunto de 21 camas, a designada «Unidade de Longa Duração e Manutenção», destinada a cuidados continuados, subsidiada pelo Estado, através do Programa Modelar.

Interessava saber como foi feito o «negócio» e se não se trata de um caso lamentável de promiscuidade entre os empresários da saúde e o poder local.

Aqui há umas semanas, o semanário «O Algarve» demonstrava que a obra foi financiada integralmente com dinheiros públicos: a Câmara de Loulé comparticipou, à partida, com 1,2 milhões euros, atribuiu à Santa Casa da Misericórdia de Loulé um subsídio de 800 mil euros e, por fim, num negócio só possível num país como o nosso, comprou, por 1,1 milhões, à Misericórdia, um edifício que era pertença, ao que consta, da Fábrica da Igreja - o Convento de Santo António.

Assim, a Misericórdia «recebeu» um edifício restaurado parcialmente e construído de raiz na outra parte; entregou a exploração do equipamento à empresa HL – Hospital de Loulé SA, sem que essa entrega tenha sido precedida de qualquer concurso, tanto quanto se (não) sabe e nem sequer são conhecidas as contrapartidas que esta empresa dará. Nem a renda que pagará.

Ignorantes de tudo isto, é natural que os louletanos acorram à inauguração e achem que, como diz a nota de imprensa da autarquia, que “este será um dia duplamente festivo para a comunidade louletana, pois para além da presença da principal figura do Estado português em Loulé, será inaugurado um dos mais desejados investimentos para a cidade e para o concelho”. Pois batam palmas.

Mas será ESTE hospital o que era desejado pelos louletanos?

Aditamento

O hospital foi inaugurado esta tarde. Mas as respostas aguardadas não chegaram. Vieram palavras de circunstância de Semião, o presidente da «mesa» da Misericórdia.

Veio um discurso pouco esclarecedor mas equilibrado de Seruca Emídio, que fez questão de vincar - e reafirmar - que sempre foi apologista do Serviço Nacional de Saúde, ainda que admitindo a existência, em paralelo, da medicina privada.

Seruca Emídio salientou ainda que a autarquia não tem nem terá qualquer interferência na gestão e funcionamento do Hospital de Loulé - que já não é – como se compreende - da Nossa Senhora dos Pobres...

Finalmente, veio o discurso do Presidente da República. Um discurso em que o mais alto magistrado da Nação foi claro, no seu neoliberalismo mais puro e - diríamos mesmo... reaccionário.

Que os cidadãos têm o direito a circular; mas o Estado não tem que construir estradas - disse -; que todos os cidadãos têm o direito à saúde; mas o Estado não tem que construir hospitais; que os pescadores têm o direito de ser orientados no mar; mas o Estado não é obrigado a construir faróis...

Depois de terem destruído o Estado-social e de quase terem relegado o Estado-providência para o baú das recordações, ao escutarmos isto, dá-nos vontade de perguntar se os nossos impostos só servem para pagar salários, viagens e caprichos da classe política.

Com ideias destas, percebe-se o porquê da adopção cega dos PAC, que nos deixou sem recursos mas merecemos os elogios dos que nos chamavam «bons alunos»...

E adivinha-se que nem daqui a vinte anos volteremos a ser «um imenso Portugal».
Imagem: Foto gentilmente cedida por R. Gomes, do «Jornal de Notícias»

Bota com ética e cidadania

água mole em pedra dura…
O social-democrata e deputado algarvio Mendes Bota foi eleito presidente da Comissão Parlamentar para a Ética, a Cidadania e a Comunicação, da Assembleia da República.

Inês de Medeiros, do PS, e Catarina Martins, do BE, ficaram com as vice-presidências da mesma comissão, que terá agora que estabelecer as suas normas de funcionamento. Mas antes, já teve que se pronunciar sobre o pedido de renúncia do ex-deputado Fernando Nobre.

Mendes Bota é o único deputado eleito pelo Algarve a presidir a uma comissão, na presente legislatura.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

A invasão de motos no Algarve

a grande festa das motos é na próxima semana
Moto Clube de Faro prevê ter 30 mil inscritos na 30ª Concentração Internacional de Motos que se realiza entre os dias 14 e 17 de Julho, em Faro, com um investimento estimado em 800 mil euros.

Espectáculos, alegria, alguns copos a mais, o tradicional "strip tease" e… muito barulho, por aí.

Mas a novidade será uma exposição de motos em que a vencedora vai depois representar Faro nos Estados Unidos, em Agosto.

Curioso: esperam 30 mil motoqueiros e têm um orçamento de 800 mil euros. Quantos espectadores (a 20 euros) terá o torneio de futebol a feijões, onde vão gastar um milhão?

Torneio do Guadiana joga-se no Estádio Algarve

a ver se entendo: um milhão de euros por três jogos de futebol? A edição de 2011 do Torneio do Guadiana vai ser jogada a 80 quilómetros do Guadiana; mais precisamente, o torneio que foi criado em Vila Real de Santo António, jogar-se-á no Estádio Algarve.

Ontem foi feita a apresentação, a cargo do empresário João Peres, proprietário da empresa organizadora do evento.

Disse o senhor que “o potencial crescimento do torneio” justificou a decisão de transferir a prova de Vila Real de Santo António para o Estádio Algarve.

Bem diferente do que soa em Vila Real, onde as más línguas dizem que as despesas que a Câmara suportava não conseguiam retribuição satisfatória.

Este ano, ainda por cima, nem o Sporting, nem as equipas espanholas e inglesas manifestaram qualquer interesse na sua participação. Assim, o torneio será disputado por apenas três equipas: Benfica (que está comprometido com o torneio até 2015), Paris Saint Germain e Anderlecht.

Macário Correia, presidente de câmara de Faro, manifestou-se muito satisfeito com a mudança de palco para o Estádio Algarve. Até porque isso «só» custará um milhão de euros.

Quanto a Seruca Emídio, presidente do Município de Loulé, limitou-se a salientar que este é “o melhor na região sul do país, está mais uma vez, posto à disposição para interesse da região”.

A cidade de Quarteira também «entra» no torneio – já que o Paris Saint Germain utilizará o estádio de Quarteira como campo de treino.

Mas… esperem lá: dizem por aí que a Câmara de Faro não entra nem com um tostão para a manutenção daquele estádio. Dizem que não tem dinheiro para gastar com elefantes brancos. E não tem. Por isso, o município louletano suporta sozinho os custos daquela manutenção.

Se as câmaras vão gastar um milhão e se a Câmara de Faro não tem nem um eurinho para gastar «em bonecada»… quem é que vai pagar esse milhão por três jogos «a feijões»? Quem é?

E não é o interesse de um empresário privado que está «em jogo»? Ou sou eu que estou a pensar mal?

Quem é que disse que estamos em crise? Ou a crise só não dá para uma animaçãozinha em Quarteira? É que não me parece que os rapazes parisienses consigam animar o Calçadão…

Orquestra do Algarve actua em Vilamoura

orquestra: nove anos – mil concertos
Amanhã, sexta-feira 8 de Julho, a Orquestra do Algarve dará, no Hilton de Vilamoura, o seu milésimo concerto, na comemoração do seu nono aniversário.

Sob a direcção musical do seu maestro titular, Pedro Neves, serão interpretadas as Danças de Galanta do húngaro Zoltán Kodály e o tema musical do o ballet Pulcinella, de Stravinsky.

No espectáculo participarão ainda vários solistas: o tenor Fernando Guimarães, o barítono Job Tomé e a soprano Alexandra Moura.
Imagem: Foto promocional da Orquestra do Algarve

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Portugal ao nível… do lixo

por que será que já não convencemos ninguém?
Passos Coelho avisou logo que ia ser «mais papista que o papa»; isto é, que as suas medidas iriam ser mais exigentes do que as da própria «troika».

Parecia impossível; no entanto, o governo presidido por ele tem apertado, sobretudo a chamada «classe média – que cada vez é menos média e cada vez mais mínima. Até já nos leva parte do subsídio de Natal, enquanto se prepara para nos levar o resto no próximo ano, juntamente com o subsídio de férias, e hoje mesmo, as prestações dum crédito à habitação de 100 mil euros poderão ser agravadas e até ao final do mês, vão ser publicados em Diário da República os preços a praticar, já em Setembro, nas quatro SCUT que ainda estão em regime de circulação gratuita.

Para agradar «lá fora», aprovou hoje um decreto-lei que põe fim aos direitos especiais do Estado enquanto accionista na EDP, na Galp Energia e na Portugal Telecom.

O primeiro ministro pensa que, assim, vai convencer «os mercados».

Pois não convence.

E porque não convence, as acções da EDP, da Portugal Telecom e da Galp Energia acentuaram as perdas, em bolsa, após o anúncio.

E, porque não convence, o “crescente risco” de que Portugal tenha de pedir um segundo empréstimo antes de regressar aos mercados e a crescente possibilidade de uma renegociação da dívida levaram a agência de rating Moody’s a descer, em quatro escalões, a nota de Portugal para um nível considerado lixo (junk).

Parece que «lá fora» não são tão… ingénuos como os portugueses.

terça-feira, 5 de julho de 2011

As ‘golden shares’ acabaram. E então?

porque é que o coentrão não tinha uma golden share?
Quero cá saber se o Conselho de Ministros aprovou hoje o fim das golden shares. Eu nunca encontrei nenhuma, não conheço nenhum quarteirense que tenha alguma e nem sei para que servem as golden shares...

Dizem-me que são direitos especiais do Estado quando este é accionista de empresas privadas, como a EDP, a Galp Energia ou a Portugal Telecom.

Parece que o Sócrates usou uma golden share para evitar que uma empresa fosse vendida a estrangeiros. Parece; mas não tenho a certeza.

Do que tenho a certeza é que o Real Madrid «roubou» ao Benfica (por 30 milhões de euros) o Fábio Coentrão!

Isso é que é importante! – uma tragédia para o Benfica e para o Jorge Jesus, já que só o Coentrão valia mais que meia equipa.

Acho mesmo que o Fábio «era» o Benfica e que agora, que foi embora, o Benfica vai ser uma espécie de saco de gatos, como o Sporting ou o Bloco de Esquerda.

Rai's partam o Real Madrid! E rai's partam o senhor Filipe Vieira que deixou o moço ir ensinal portunhol na equipa do Mourinho.

Quero lá saber que o senhor Passos Coelho mande retirar as golden share à EDP ou à Galp Energia! Quero lá saber que o espanhóis comprem a Portugal Telecom! Agora comprarem o Coentrão, não passava pela cabeça de ninguém!

Caramba, Filipe Vieira, por que é que você não tinha uma golden share do Coentrão?!

A dar razão aos que não acreditaram nele

fernando nobre renunciou ao lugar de deputado
Fernando Nobre abandonou a Assembleia da República. A renúncia ao mandato de deputa-do foi dada a conhecer por carta enviada aos serviços da Assembleia.

Fernando Nobre afirma que renuncia ao mandato de deputado pelo PSD com “alguma tristeza”, mas justifica a decisão por sentir-se mais útil na acção humanitária, numa carta em que elogia o presidente social-democrata, Pedro Passos Coelho.

A renúncia de Fernando Nobre não constitui uma surpresa, pois, à partida, afirmara que se não fosse presidente da Assembleia da República não faria o mandato de deputado.

Esta renúncia e estas atitude responsabilizam-no a ele e ao partido que o apresentou, tanto mais que parte de alguém que fez uma campanha presidencial muito critica relativamente aos agentes políticos.

O ex-candidato à presidência da República, agora também ex-deputado, encabeçou a lista do PSD por Lisboa e foi o primeiro nome escolhido pelos sociais-democratas para presidente da Assembleia da República, tendo falhado por duas vezes a eleição.

Esta renúncia vem dar razão a quem votou contra este senhor, que demonstra falta de respeito pelos eleitores e falta de vergonha. Lembremo-nos que ainda na semana passada garantia que ficaria como deputado até ao fim da Legislatura.

Viu-se!

Se Passos Coelho escolher tão bem os seus colaboradores como escolhe deputados…

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Feira Popular de Loulé

à moda antiga, com entretenimento e animação

A Feira de Artesanato de Loulé, vai na sua 20ª edição e, segundo nota da autarquia, “inspirado no certame que nos anos de 1946 e 1952 animou a antiga Quinta do Pombal (hoje Parque Municipal de Loulé), com assinalável êxito”, vai mudar de nome, passando a designar-se Feira Popular de Loulé, em bancas típicas, criando "o ambiente de outros tempos [e com] uma opção diversificada de entretenimento e animação nas noites quentes de Verão”.

A grande «novidade» será o cinema ao ar livre, com filmes antigos portugueses a preto e branco e, diariamente, um filme do “Noddy”, para os mais novos.

O evento funcionará, diariamente, das 20:00 às 24:00 horas, de 13 a 17 de Julho.

Programa Musical

13 Julho – 22;00 horas - Musicalbi (música folk)
14 Julho – 22;00 horas - Luis Galrito (cantautor português)
15 Julho – 22;00 horas - Baile com Mário Neves
16 Julho – 22;00 horas - Festival de Folclore
17 Julho – 22;00 horas - Noite de Fado Amador.

domingo, 3 de julho de 2011

Ó p’ra eles !...

as voltas que o mundo dá!...
A colagem a António José Seguro pelos dois deputados socialistas eleitos pelos algarvios (um lisbonense e um beirão) foi imediata; logo a seguir à «linda obra» que fizeram durante a campanha, da qual se deveriam envergonhar. Para mais, um deles era (e ainda é, por obra e graça de habilidades polítiqueiras e pela ingenuidade de uns tantos) o responsável máximo do PS/Algarve, onde o partido alcançou os piores resultados eleitorais do país.

A sua passagem da qualidade de cadáveres políticos (viúvos de Sócrates) à de adesivos, foi imediata. Na altura, não tinham percebido que o candidato-dandy poderia vir a ter opositor.

Hoje terão já percebido (terão?) que Seguro é uma embalagem; um ovo-kinder, mas sem surpresa lá dentro. Nada! Pose, fatos Armani, cabeleireiro das avenidas novas, frases feitas e bem repetidas, que, partindo com seis ou sete anos de treino, parte com vantagem sobre um adversário amanhado à pressa, de fato descuidado comprado no pronto-a-vestir da esquina, gravata à banda, e uma cabeleira desgrenhada… mas a cobrir um crânio com massa cinzenta.

Ainda faltam uns dias e o candidato dos adesivos procura fugir ao debate de ideias directo com Assis, porque ainda se sente à frente e não pretende perder a vantagem que lhe dá a elegância do seu Armani.

E se as coisas se inverteram ainda e o ovo de chocolate for derrotado pelo bolo de arroz sem graça? Que será da vida dos adesivos «algarvios»? Mudarão de campo, com certeza. Porque as suas carreiras de meninos inúteis, sem o chapéu de boy, correm o risco de chegar ao fim, sem honra nem glória.

E o r€sto… também.
Imagem: fotocopiada da página 16 do «Expresso» de 2 de Julho 2011

sábado, 2 de julho de 2011

Cavaco Silva não copiou… por medo de ser apanhado

e a gente a pensar que poderia ser por uma questão de carácter!
O Presidente da República, Cavaco Silva, rodeado por jovens participantes nos programas apoiados pela Associação de Empresários pela Inclusão Social, confrontado com perguntas directas dos miúdos, meteu os pés pelas mãos e foi preciso que a mulher lhe bichanasse respostas, para que não ficasse completamente enredado.

Quando um dos putos lhe perguntou como tinha descoberto a sua vocação para a política, Cavaco Silva ficou perfeitamente engasgado: "Cair na política foi uma razão que não conseguimos explicar...” e Maria Cavaco Silva lá teve de vir em seu socorro, para que ele concluísse: “... coisas do destino…"

Confidenciou depois que a sua verdadeira vocação sempre foi ser professor.

Não sabemos se foi na qualidade de professor que, sem ninguém lhe «encomendar o sermão», Cavaco Silva se saltou com esta: "a matemática não é fácil".

Para um professor por vocação não está mal, não senhores: chama-se a isto estimular! Talvez seja uma nova «qualidade» de um professor: não ter lido nada sobre pedagogia nem sobre psicologia infantil (aí fica à consideração de Nuno Crato, o novo ministro - o que escreveu sobre «A matemática das coisas»).

Mas o professor poria a cereja em cima do bolo quando um miúdo lhe perguntou se nunca copiou. Que não, respondeu – pouco convincentemente – e concluiu: “Tinha medo de copiar. Tinha muito medo de copiar. Tinha medo de ser apanhado”.

Ou seja: afinal temos um Presidente que teria preferido cabular. Só o não fez… por medo.

Um homem da Cultura Laranja

coelho demitirá viegas ou o director de finanças de cascais?
Conheci Francisco José Viegas há uns anos e devo dizer que nunca tomámos «umas copas» juntos. Não por falta de oportunidade. Não calhou, pronto!

Também a vontade não era muita; pelos menos da minha parte, depois de saber de umas «partes gagas» do escritor e de reconhecer que, como «homem da cultura», o cronista era uma espécie de balão de hélio.

Talvez por isso, a sua nomeação para secretário de estado não me aqueceu nem arrefeceu. Nem sequer me surpreendeu. Achei mesmo que a secretaria de estado estava mesmo a precisar duma personagem como ele. Como o governo de Passos Coelho estava a precisar… Nem que fosse para uma comparação com excelente gente da Cultura como foram os ministros José Maria Carrilho, ou mesmo Gabriela Canavilhas.

Quando esta ex-ministra se recusou a recebê-lo para lhe transmitir a pasta, lá sabia porquê. Eu, não. Nem me interessa.

Mas, se não me surpreendeu a sua nomeação para o governo, devo confessar que também não me surpreendeu a peça do Diário de Notícias que dava hoje a notícia de que Francisco José Viegas foi alvo de uma penhora das Finanças de Cascais, no valor de 41 863 euros que as Finanças de Cascais consideram que ele deve e que se reporta ao seu IRS de 2007.

Bonito começo para o governo de Passos Coelho, que se diz rodeado de gente impoluta e competente.

Para um «governo de transparência», não se pode dizer que as Finanças de Cascais não deram já o seu contributo…

Por suspeitas relativas a um imposto que pagou e que respeitava a uma quantia muitíssimo menor do que a dívida de Viegas, o socialista António Vitorino, simplesmente… demitiu-se.