“aglomerado desordenado e caótico de tendas”
Imagem: Os «comerciantes» do antigo mercado da roupa de Quarteira, impedem o estacionamento, dificultam trânsito de veículos e peões, cravam estacas na calçada, e chagam ao desplante de vedar, com correntes, o «seu» espaço.
A Câmara de Faro anunciou hoje, em comunicado, ter removido e relocalizado a área de venda que funcionava no Largo de S. Luís, na capital algarvia.
Segundo a autarquia, esta zona era constituída “por um aglomerado desordenado e caótico de tendas, que não cumpriam requisitos mínimos de apresentação, higiene e salubridade para estarem patentes ao público. Era uma péssima imagem para a cidade”.
(dos jornais algarvios)Em Quarteira, a Junta e a Câmara Municipal decidiram, há vários meses, que o chamado «mercado da roupa» deveria ser transferido para um local mais apropriado porque se tratava, igualmente, de “
um aglomerado desordenado e caótico de tendas, que não cumpriam requisitos mínimos de apresentação, higiene e salubridade para estarem patentes ao público. Era uma péssima imagem para a cidade”.
Assim o fez e em boa hora, no entender de alguns, e muito mal, no entender daqueles que, habitualmente, estão contra tudo e contra todos.
O pior é que um grupo de «resistentes» persistiram em permanecer no seu local «habitual» que, pelos vistos, e da forma como o ocupam, entendem ser «seu» por direito consuetudinário.
Durante o verão, então. é «um ver se te avias» a forma como tendeiros, ciganos, marroquinos, indianos, argelinos e quejandos, invadem o Calçadão, ocupando os bancos como se foram tendas expositoras, ou armando tenda onde lhes dá na gana.
Cremos que, por entenderem que aquele “aglomerado desordenado e caótico de tendas, que não cumpriam requisitos mínimos de apresentação, higiene e salubridade para estarem patentes ao público. Era uma péssima imagem para a cidade”, a Câmara providenciou, em frente dos Bombeiros de Quarteira, a colocação de algumas bancas «decentes».
Imagem: As bancas montadas em frente dos Bombeiros de Quarteira tiveram fraco aproveitamento
Nada feito. Numa só noite contámos 24 «tendas» selvagens, rulotes e outros «pontos de venda» no Calçadão o que, somado às dezenas de tendas que ocupam os estacionamentos do Largo Filipe Jones com «bancas fixas» continua a prestar uma «excelente» imagem terceiro-mundista à cidade.
Há que acrescentar ainda o mercado da fruta, autêntico «souk» marroquino, selvagem e sem quaisquer condições de funcionamento, onde, só um tendeiro ocupa com camiões, durante todo o ano, uma área de cerca de 200 m2, como se aquilo se tratasse de «loja» sua.
Do «mercado clandestino de peixe» nem vale a pena falar – apenas a ASAE e a GNR de Olhão fazem por lá umas incursões esporádicas e, logo a seguir, tudo volta à mesma.
E ninguém parece preocupar-se com esta multiplicidade de mercados ilegais. As autarquias fingem que ignoram, as autoridades policiais passam por todos esses caos como se eles fossem transparentes, a ASAE tem mais com que se preocupar.
E a Câmara de Loulé promove «noites brancas» para proteger o comércio tradicional, permitindo esta concorrência desleal por quem não paga impostos e vende mercadoria a todos os títulos suspeita.
É a sua forma bizarra de proteger o comércio tradicional de Quarteira.
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