
Mas ainda há poucas décadas Quarteira era uma «aldeia típica de pescadores», marcada pelos ritmos, usos e costumes, pelos medos e esperanças daqueles que faziam do mar a sua razão de ser.
Foram estes homens crestados pelo rigor do mar que fizeram Quarteira.
Mas a cidade vai, aos poucos, esquecendo o que lhes deve. Dois toscos bonecos de pedra, numa discreta rotunda da cidade, nos quais, só «por favor» se podem evocar os antigos pescadores algarvios, ou um estilizado pescador de tarrafa – técnica que por estes lados pouco – ou nada - era utilizada, são as únicas homenagens com que os «poderes públicos» entenderam perpetuar a memória dos ancestrais.
Que o dia de hoje, 31 de Maio, o Dia Nacional do Pescador, sirva para que se reflicta sobre o que deve ser uma verdadeira homenagem.
Imagem: Monumento ao pescador e aua família, na Praia de Mira
5 comentários:
Querem lá eles saber dos pescadores querem é os votos deles
A melhor maneira de homenagear os pescadores é fazendo o Museu(para o qual existe algum do material)e a Arte Chávega "a sério"que é imprescindível no apoio ao futuro Museu.Mas deixem-me que lhes diga,acredito pouco nesta gente.
Ligam tanto aos pescadores que queriam tirar a festa do pescador da praça do mar....
E a estátua do poeta pardal. Também era pescador.
Também temos o monumento da âncora simbolizando as armações de Quarteira.
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