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sábado, 17 de janeiro de 2009

Sal da Terra: turismo mineiro em Loulé

"protocolo de intenções" de interesse regional
Apesar de o apresentar como “uma iniciativa inovadora e ímpar não só em Portugal mas no mundo inteiro”, a ideia copia um projecto similar existente nos Estados Unidos: a Câmara Municipal de Loulé assinou hoje um protocolo, com a CUF, do Grupo Mello, através do qual, será constituída uma parceria público-privada, destinada a desenvolver um projecto de turismo mineiro, na mina de sal-gema, na Campina de Cima, em Loulé.

Segundo palavras de Seruca Emídio, presidente da Câmara, “este protocolo de intenções é o ponto de partida” e poderá constituir um foco de interesse e atracção turística que “não é só de Loulé, é um projecto da região”.

A parceria público-privada ontem assinada desenvolver-se-á medi-ante uma candidatura ao Programa de Valorização Económica dos Recursos Endógenos (PROVERE), para o respectivo financiamento, assumindo a designação “Sal da Terra” e englobará um centro de armazenagem documental, um parque temático e um hotel.

A armazenagem documental visa a preservação dos documentos a longo prazo devido ao clima aqui ser seco e fresco, protegido contra roubos e desastres naturais. Na imagem: desenho projecto do centro de interpretação e museu
O parque temático terá um museu (com a exposição das máquinas e equipamentos utilizados ao longo do tempo nesta mina) e um centro de interpretação do património geológico e mineiro (com projecção de audiovisuais sobre a história sal) e uma área educativa e lúdica.

A unidade hoteleira será alicerçada na própria estrutura da mina e, paralelamente, será criado um SPA e um centro de terapia e bem-estar, constituindo-se como uma área-chave do empreendimento, aproveitando os benefícios do sal para contrariar as doenças respiratórias.

A autarquia terá especiais responsabilidades no que respeita ao enquadramento paisagístico, acessibilidades e renovação urbana, o que, na elaboração do plano de urbanização de Loulé já está previsto.

A Câmara prevê que a sua responsabilidade no projecto ascenda a 6,8 milhões de euros. Das muitas décadas de exploração da mina, cujos acessos são feitos a partir de dois poços verticais, situados no respectivo parque mineiro, resultaram mais de 38 km de galerias, com uma média de 4,5m de altura e 10m de largura (máximo de 20m de altura e 17m de largura) configurando o maior espaço subterrâneo visitável em Portugal. O volume total de escavação é superior a 1575000m3 e, no seu securíssimo interior, a temperatura mantém-se constante, entre os 23ºC e os 24ºC.

Apesar de, como dissemos no início, a ideia não ser inovadora, a realidade é que se trata de um projecto de interesse regional, sendo esta parceria público-privada o expediente legal que irá permitir concorrer a fundos comunitários.

Oxalá que, depois, surjam os investidores com vontade de levar por diante a ideia.

12 comentários:

Armando disse...

Não percebi nada, Lourenço!

Afinal a ideia não é original? Bom, isso não é nada que espante.

Ainda estamos para ver uma verdadeira ideia original desta câmara. A única “original” parece que foram as noites brancas… copiadas não sei de onde (e isso foi mesmo o Seruca que disse quando a fez a primeira vez).

Portanto isso eu percebi.

Agora o que é que foi assinado?

Um protocolo de parceria publico-privada ou um “protocolo de intenções”? Se é isso (e não acredito que o Seruca tenha ousado mentir em público e perante os jornalistas)… por que raio disseram que era a parceria?

Ou... esta fica para depois, quando a câmara estiver comprometida e tenha gasto um balúrdio, e a CUF venha dizer que, não havendo investidores, fica tudo em águas de bacalhau?

Estamos perante mais uma promessa eleitoral tipo quatro faixas para Quarteira?

E já agora, eu que não percebo nada dessas coisas da burocracia: expliquem-me se esses quase sete milhões de euros já estavam previstos no Orçamento para 2009.

Se estavam, porque é que ainda ninguém tinha falado nisto?

Se não estavam.... onde é que os homens vão buscar esse dinheiro???

Anónimo disse...

ora aí está um bom projecto para a CML: obras enterradas!

Sérgio disse...

Normalmente, primeiro não se procuram investidores? Pensava que a CUF seria o investidor...

Victot disse...

Mas afinal esse exemplo americano não era só para servir de arquivo?
Parece que os amerricanos tem lá muitas coisas mas não têm quartos...

Anónimo disse...

Quartos escondidos no subsolo... parece uma boa ideia... para encontros clandestinos...
LOL LOL LOL LOL LOL

Borges disse...

Está mais que provado que a crise não é para toda a gente, todos estes senhores ou são eles ou têm amigos no governo, que me digam quais serão os trabalhadores que poderão frequntar um tal hotel.

Anónimo disse...

O dinheiro que todos perderam tem que estar nalgum lado... Ou será que este é mais um projecto que vai acabar mal?
Ouvi falar no grupo lágrimas... Não é de um senhor do PSD que comprou uma quinta em Coimbra onde dizem que mataram Inês de Castro???
Vejam lá isso... de PSD para PSD...

E o Radão? disse...

Não quero estragar a festa, a obra. Mas deveriam consultar os técnicos adequados antes da obra. Físicos, por exemplo. Pedir um conselho, por exemplo ao ITN. Não seja que estejam a investir para fechar. O gás Radão, de que pouco ainda se fala, é uma presença inevitável nas profundidades.

trabalhador disse...

O Grupo Lágrimas, de Miguel Júdice, paga as suas contas, respeita os seus trabalhadores a quem paga religiosamente, cria ambientes saudáveis de trabalho, tenta diariamente dar prazer aos seus clientes, tem uma atitude de elevada responsabilidade social e cultural e é assim que certas pessoas respondem. Não dá para acreditar. Tentem pensar mais no que dizem para não caírem no ridículo.

Pois, pois... disse...

A crise não é para todos!! Estes srs. com ligações ao governo estão cheios de nota e quando não têm, não há problema!!! O governo é amigo!! Afinal de contas, estão com a intenção de construir algo que vai beneficiar as classes mais proletárias!! Que ficaram sem emprego e precisam de descansar! Desculpem a ironia!! Já não dá para aguentar!! Só me apetece vomitar!!!

Rodrigues disse...

É assim que uma parte dos Potugueses reage quando veêm alguém que tem exito nos seus projectos. Com inveja. Em vez de adoptarem uma atitude positiva e apoiar o que de bom se faz no país, lá aparece a inveja e o "bota abaixo", catalogando tudo e todos como ladrões e malandros. É com este espirito retrogrado e mesquinho, que conseguimos o que está à vista de todos; ir colocando o nosso país cada vez mais na cauda da Europa. No fundo só temos o que merecemos.

susana lousa disse...

Concordo contigo Rodrigues, li este artigo com bastante entusiasmo, quando cheguei aos comentários foi a desilusão...

Já que colocam em causa se é original ou não, ou se foi testado por físicos, ou se será rentável ou não, posso colocar eu em causa as vossas pessoas e pergunto:
- que formação é a vossa? quem são vocÊs para fazerem este tipo de comentários...?
Acham que projectos desta envergadura, executados pelo Grupo Mello não iriam ser devidamente trabalhados e estudados?
Realmente vocês são os originários Portugueses, fracassados e pessimistas, que acham que o nosso dinheiro deve ser investido é em estradas e festas...
Cheios de "dor de cotovelo", vai-se lá saber porquê...mas que realmente nunca fizeram nada na vida de original e produtivo.
É por ter gente desta como povo do meu País que às vezes me envergonho, mas como me orgulho muito de ser Portuguesa tenho esperança do futuro, que estas mentes pequeninas um dia acordem, quando virem que relamente ficaram para trás, pois felizmente existe gente com mentes brilhantes a construir um país melhor!
Força!!! Muito Sucesso!!!