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segunda-feira, 2 de março de 2009

«Doze anos de escolarização» é objectivo

no congresso que sócrates venceu em toda a linha
No encerramento do congresso do PS, duas medidas na área da educação foram as únicas novidades: concretizar a cobertura absoluta da educação pré-escolar em Portugal e a institucionalização de bolsas de estudo para os jovens dos 15 aos18 anos, como complemento ao abono de família, e tendo como objectivo primeiro a obrigatoriedade dos 12 anos de escolaridade.

Durante a noite, o slogan «A Força da Mudança fora substituído por «Vencer 2009»; as mesas dos congressistas deram lugar a um semicírculo e, ao contrário de ontem, os congressistas estavam lá todos, atentos, entusiastas.

Claro que Sócrates não poderia deixar passar a oportunidade do discurso de encerramento sem os naturais ataques à oposição, mais concretamente, a Manuela Ferreira Leite: “Bem sei que há quem tenha perguntado se não seria melhor a democracia ficar suspensa seis meses” – disse; e concluiu, afirmando que, para o PS, a democracia existe todos os dias e “não tira férias nem tira folgas”.

Em termos de estratégia política relativamente às próximas legislativas, em que afirmou a determinação de alcançar de novo a maioria, o secretário geral dos socialistas anunciou a construção de uma plataforma eleitoral aberta a independentes, que será alternativa à governação das forças políticas que governaram no passado e “falharam”.

Finalmente, os resultados: a lista de José Sócrates à comissão nacional recolheu 1131 votos (89 por cento), deixando a larga distância a lista de António Fonseca Ferreira, que recolheu apenas 139 votos (menos de 10 por cento); e a moção de José Sócrates “PS: A Força da Mudança” venceu com 1094 votos a favor, apenas um contra e 13 abstenções.

Bom, chegou ao fim o XVI Congresso do PS. «Responsabilidade, modernização, democracia e igualdade» desenham agora a agenda política para este ano eleitoral. E Sócrates avisou que «ninguém pense que o PS vai desviar-se um milímetro que seja da sua agenda por questões eleitorais».

7 comentários:

Anónimo disse...

Ou seja: nada de novo na frente ocidental...
Um país de faz de conta, com um governo de faz de conta presidido por um primeiro ministro de faz de conta, dum partido de faz de conta, que que fez um congresso de faz de conta...
A isto chama-se FADO !

Anónimo disse...

Em vez de darem bolsas a alunos de secundário deviam mas era aumentar as bolsas dos alunos universitários. Até porque o ensino até ao final do secundário é em princípio 'gratuito', não?

Rui d'Algés disse...

Com políticas demagógicas não vamos a lado nenhum. O estado tem que garantir o mínimo necessário à subsistência das famílias. Só faz sentido dar bolsas de estudo no ensino superior. Até lá o jovem não tem uma economia separada da dos pais. O apoio a casos particulares é apenas eleitoralista.

Aurélio disse...

Ao contrário da opinião que tem,o ensino no secundário não é gratuito.É provável que seja para familias cujo rendimento mensal atinja +/- os 10000 euros.Ora como nem todos têm essa felicidade,o ensino não é gratuito. Pelo menos para mim, sou reformado com 500 euros/mês, esposa desempregada e uma filha a estudar no 8º ano. Este ano não tive qualquer comparticipação nas despesas quer dos livros quer outras.Até sou quase obrigado a ter internet pois, o plano tecnológico deste governo passa por ,a escola enviar trabalhos de casa pela net.
Quem paga???? A escola, não.

Marta L. disse...

Tanto barulho para quê? É claro que as bolsas de estudo estão consagradas na Lei de Bases do Sistema Educativo e na Constituição. Só o nosso Primeiro Ministro é que se esqueceu que aumentando os anos de estudo obrigatório, tinha que forçosamente acrescentar a tal, o ensino gratutito e vir agora falar de bolsas de estudo é, parece-me, no minímo ridiculo. A escolaridade obrigatória tem que forçosamente ser gratuita, disso deviam ter conhecimento todos os portugueses em geral e o Primeiro Ministaro em particular. Não entendo como uma medida tão ridicula pode ser assim anunciada na imprensa.

M.L. - Lagos disse...

Quando se diz que o ensino é gratuito, refere-se apenas que os alunos não pagam propinas porque, de resto, desde cadernos, a lápis, livros, refeições, deslocações etc, os alunos pagam tudo. De gratuito, só mesmo as propinas, porque, de resto, tudo é pago pelos alunos.

Anónimo disse...

Em Portugal, no ensino, em vez de se melhorarem os atletas, encurtam-se as pistas. E os resultados melhoram, mas continuamos muito por baixo nas tabelas. Mas temos sucesso. Só para a Ministra ver.